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Jeremias 11:14-17 Explicação

Em Jeremias 11:14-17, o profeta Jeremias, que ministrou de cerca de 627 a.C. até a destruição de Jerusalém em 586 a.C., transmite uma mensagem impactante. Ele revela a palavra de Deus, dizendo: " Portanto, não orem por este povo, nem levantem clamor ou oração por eles, porque eu não os ouvirei quando clamarem a mim por causa da sua desgraça" (v. 14). Esta ordem para não orar ressalta como a rebeldia obstinada do povo atingiu um ponto crítico. Eles se recusaram repetidamente a dar ouvidos às advertências de Deus ao longo de muitos anos, provocando um julgamento extremo — onde até mesmo interceder por eles é considerado ineficaz. Suas calamidades, incluindo a iminente invasão por potências estrangeiras, são agora vistas por Deus como consequências inevitáveis da persistente injustiça e idolatria.

A seriedade da ordem destaca a profunda ofensa de Deus com a quebra da aliança de Israel. Jeremias, muitas vezes conhecido como o “profeta que chora”, já havia suplicado à nação que retornasse a Ele. Contudo, aqui, a paciência de Deus foi testada; Ele não se comoverá mais com súplicas por misericórdia. Isso remete a outras advertências bíblicas, onde o pecado persistente leva ao endurecimento do coração, não deixando ao povo outra opção senão enfrentar as consequências de seus atos. Em muitos aspectos, aponta para a gravidade de rejeitar a graça de Deus — um conceito que se cumpre plenamente no Novo Testamento, onde Jesus também enfatiza a necessidade de um arrependimento genuíno (Lucas 13:3).

Nessas palavras de forte proibição contra a oração, somos desafiados a perceber como o pecado flagrante pode fechar a porta para o favor divino. Embora Deus seja misericordioso, Ele também é justo. Quando indivíduos ou povos inteiros escolhem a desobediência persistente, correm o risco de chegar a um ponto em que a mão protetora de Deus se retira. Este momento captura uma realidade preocupante: Deus não ignora o pecado indefinidamente, e chega o tempo do acerto de contas quando o Seu povo se recusa a abandonar o caminho da destruição.

Jeremias 11:15 pergunta: Que direito tem a minha amada na minha casa, quando cometeu muitos atos infames? Pode a carne do sacrifício tirar de vocês a desgraça, para que se alegrem?” (v. 15). Aqui, Deus confronta aqueles que presumem poder entrar em Seu Templo ou em Sua presença enquanto se apegam à sua maldade. O termo “amada” indica a relação especial da aliança entre Deus e Seu povo, demonstrando que as ações de Israel são especialmente graves porque traem um vínculo íntimo. Geograficamente falando, isso alude a Judá, a porção sul do antigo reino unido, onde Jerusalém e o Templo estavam localizados — um epicentro destinado à adoração sagrada, não à hipocrisia.

A questão levantada ressalta a noção de que os rituais religiosos, por si só, não podem expiar transgressões contínuas. Esses atos vis referem-se à conduta idólatra, à opressão e à violação da aliança. O sistema sacrificial, instituído por Moisés séculos antes, foi concebido para refletir arrependimento sincero e confiança no SENHOR. Contudo, quando os sacrifícios são oferecidos sem uma genuína mudança de coração, tornam-se gestos vazios. A contínua dependência do povo em relação aos rituais do templo para encobrir seu comportamento impenitente demonstrava uma incompreensão do caráter de Deus, que deseja devoção constante em vez de ofertas vazias.

A alegria após oferecer um sacrifício deveria expressar gratidão sincera, mas, neste caso, Deus vê apenas uma religião superficial. O versículo desafia os crentes de todas as épocas a examinarem se sua adoração é motivada por amor e obediência ou por uma tentativa de aplacar a Deus enquanto permanecem no pecado. Tal hipocrisia traz julgamento divino em vez de bênção, pois a verdadeira adoração deve ser acompanhada por uma vida transformada.

Além disso, Jeremias recita: O Senhor te chamou pelo nome de ‘Oliveira verdejante, formosa em frutos e na forma’; com o ruído de um grande tumulto, acendeu fogo nela, mas os seus ramos se tornaram inúteis” (v. 16). A oliveira era um elemento essencial e valioso no antigo Israel, simbolizando fertilidade, perseverança e a bênção de Deus. Sua simbologia destaca a intenção original de Deus de que Israel prosperasse sob a Sua aliança, produzindo frutos justos — um privilégio concedido pela mão do Senhor. Historicamente, o povo hebreu floresceu sob o favor de Deus, especialmente na terra prometida, com sua abundância e cuidado divino.

No entanto, Jeremias 11:16 descreve uma reviravolta repentina e violenta: a árvore, outrora viçosa, é incendiada e seus galhos se tornam inúteis. Essa imagem impactante retrata a ruína iminente da nação, causada por sua própria desobediência. A abundante bênção que desfrutavam tinha o propósito de demonstrar a bondade de Deus às nações vizinhas. Em vez disso, escolheram um caminho que rompeu sua comunhão com Ele, levando à destruição e à vergonha. O ruído tumultuoso representa o caos da invasão iminente, provavelmente do exército babilônico que eventualmente conquistaria Jerusalém.

Essa representação serve de alerta contra a ideia de que o favor divino é algo garantido. Ser considerado uma “oliveira verde” era uma grande honra, mas falhar no propósito por trás desse status provocava o justo julgamento de Deus. Os ramos que se recusam a dar o fruto esperado são descartados (João 15:6). Isso reflete o tema bíblico recorrente de que pertencer a Deus exige obediência ativa e devoção constante. Quando esse relacionamento é abandonado, o julgamento que se segue é severo e justificado.

O profeta conclui esta seção declarando: O SENHOR dos Exércitos, que vos plantou, pronunciou o mal contra vós por causa da maldade da casa de Israel e da casa de Judá, que fizeram para Me provocar, oferecendo sacrifícios a Baal” (v. 17). Aqui, Deus lembra ao povo que Ele é quem os estabeleceu e os sustentou. “O SENHOR dos Exércitos” enfatiza Sua suprema autoridade sobre as forças celestiais e terrenas, e “que vos plantou” relembra o cuidado meticuloso que Ele dedicou a Israel e Judá para que prosperassem. Agora, porém, o mesmo Deus que os trouxe para a terra pronunciou um justo julgamento sobre eles.

A designação de duas casas, referindo-se tanto a Israel (o reino do norte, exilado por volta de 722 a.C.) quanto a Judá (o reino do sul, que logo enfrentaria o exílio em 586 a.C.), vai além da atribuição de culpa a um único indivíduo. Ambas as regiões provocaram a ira de Deus ao oferecerem sacrifícios a Baal, uma divindade cananeia associada à chuva, à fertilidade e a práticas de adoração falsas. Essa idolatria generalizada destruiu a fidelidade à aliança, à medida que o povo se afastava do verdadeiro Deus. Apesar dos repetidos apelos dos profetas, a liderança e a população da nação persistiram na rebelião, selando seu julgamento.

Ao confrontar diretamente a idolatria deles, o SENHOR expõe a condição do coração de um povo infiel — um povo que presta homenagem a deuses sem valor em vez Daquele que os criou. A severa declaração de “o mal virá sobre vocês” não é precipitada, mas o resultado previsível de advertências ignoradas. É um chamado ao arrependimento genuíno, um lembrete de que se converter dos ídolos para o Deus vivo é o único caminho para a restauração.

 

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