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Jeremias 41:4-8 Explicação

Jeremias 41:4-8 descreve os eventos imediatamente posteriores ao assassinato de Gedalias. Antes que a notícia de seu assassinato se espalhasse, um grupo de fiéis chega das regiões do norte de Israel para trazer oferendas ao local do templo em ruínas. Ismael usa de artimanhas para atraí—los a Mispá e mata a maioria deles. Esse incidente demonstra o rápido colapso da ordem social em Judá após a destruição e destaca a disposição de Ismael em atacar até mesmo aqueles que estavam em luto religioso.

Jeremias observa que, no dia seguinte ao assassinato de Gedalias, isso aconteceu quando ninguém sabia (v. 4). Esse detalhe demonstra que Ismael realizou suas ações antes que a notícia do assassinato de Gedalias se espalhasse para além de Mispá. A comunicação no mundo antigo era lenta, especialmente após a devastação de Jerusalém, a interrupção das estradas e a ausência de uma administração centralizada.

O sigilo proporcionou a Ismael uma janela de oportunidade curta, porém significativa, para continuar suas ações violentas sem ser detectado. O fato de ninguém saber disso (v. 4) enfatiza o quão isolada Mispá estava das comunidades vizinhas e explica por que o grupo que estava prestes a chegar desconhecia o perigo. Também intensifica a traição que se segue: os peregrinos chegaram esperando paz, não um massacre.

Essa cronologia é semelhante a outros relatos bíblicos em que atos de rebelião ou violência ganham força antes que o público tome conhecimento. Por exemplo, a revolta de Absalão avançou inicialmente porque “o coração dos homens de Israel estava com Absalão” antes que Davi percebesse o perigo (2 Samuel 15:6-13).

A narrativa prossegue explicando que oitenta homens vieram de Siquém, de Siló e de Samaria, com as barbas raspadas, as roupas rasgadas e os corpos cortados, trazendo ofertas de cereais e incenso nas mãos para levar à casa do Senhor (v. 5). Esses homens vieram do antigo reino do norte de Israel, que havia caído sob o domínio da Assíria em 722 a.C. Suas cidades — Siquém, Siló e Samaria — eram importantes centros históricos e religiosos. A presença deles demonstra que, mesmo após séculos de separação, os israelitas do norte ainda se sentiam conectados ao local do templo em Jerusalém.

Sua aparência física — barbas raspadas, roupas rasgadas e corpos com cortes (v. 5) — indica práticas de luto intensas. Algumas dessas ações (como se autoflagelar) violavam a lei mosaica (Deuteronômio 14:1), mas refletem a dor pela destruição de Jerusalém. Sua intenção de trazer ofertas de cereais e incenso (v. 5) sugere que estavam viajando para as ruínas do templo ou suas proximidades para realizar atos de devoção.

Este grupo representa um remanescente que buscava a Deus após uma catástrofe nacional, semelhante ao povo que chorou nas ruínas de Siló em Jeremias 7:12-14 ou àqueles que retornaram do exílio em Esdras 3:1-6 para adorar em meio aos escombros. Sua jornada ressalta que, mesmo em meio ao julgamento, focos de fidelidade e devoção persistiram.

Quando esses homens chegaram perto de Mispá, Ismael, filho de Netanias, saiu de Mispá ao encontro deles, chorando enquanto caminhava; e, ao encontrá—los, disse—lhes: "Venham a Gedalias, filho de Aicão!" (v. 6). A abordagem de Ismael é um engano calculado. Ele finge estar de luto — chorando enquanto caminhava (v. 6) — o que teria parecido apropriado aos peregrinos, que também estavam visivelmente tristes.

Ao convidá—los para ver Gedalias, filho de Aicão, Ismael usa a boa reputação de Gedalias para atraí—los para uma armadilha. Esses adoradores do norte provavelmente conheciam o legado da família de Gedalias: Aicão havia protegido Jeremias (Jeremias 26:24) e Safã havia auxiliado nas reformas de Josias (2 Reis 22:3-14). A nomeação de Gedalias pela Babilônia também era amplamente conhecida (Jeremias 40:7-8). A menção de seu nome teria sinalizado segurança.

Essa tática ecoa outros exemplos bíblicos de violência enganosa. Joabe cumprimentou Abner "em paz" antes de matá— lo (2 Samuel 3:27), e Judas cumprimentou Jesus com um beijo enquanto o traía (Mateus 26:48-49). O comportamento de Ismael mostra que sua rebelião não é meramente política, mas moralmente corrupta em sua essência.

A promessa de segurança se desfaz rapidamente em Jeremias 41:7: "Mas, assim que entraram na cidade, Ismael, filho de Netanias, e os homens que estavam com ele os massacraram e os lançaram na cisterna" (v. 7). O massacre foi imediato, indicando intenção premeditada em vez de violência reacionária. Lançar os corpos na cisterna servia a dois propósitos: ocultar temporariamente as evidências e impedir o sepultamento ritual, que na cultura israelita aumentava a desonra da morte (Jeremias 16:4).

O assassinato deliberado desses homens — que haviam vindo com oferendas para honrar a Deus — demonstra a profundidade da rebelião de Ismael contra a autoridade humana e a divina. Ele matou adoradores pacíficos que não representavam nenhuma ameaça e que eram membros da fiel remanescente das regiões do norte.

As cisternas eram frequentemente usadas como prisões improvisadas ou locais de sepultamento (Jeremias 38:6, 2 Samuel 23:20). Aqui, a cisterna torna—se um símbolo do caos que tomou conta da terra. Com a morte de Gedalias e a morte dos soldados babilônicos (Jeremias 41:3), a ordem política e espiritual de Judá entra em colapso rapidamente.

Jeremias 41:8 continua a narrativa, dizendo: "Mas dez homens que foram encontrados entre eles disseram a Ismael: 'Não nos mate, pois temos escondidos no campo trigo, cevada, azeite e mel.' Então ele se conteve e não os matou, nem a seus companheiros" (v. 8). Esses homens negociaram por suas vidas oferecendo valiosos suprimentos agrícolas. Sua declaração indica que eram pequenos proprietários de terras ou administradores que haviam escondido seus produtos em resposta à instabilidade na região.

A decisão de Ismael de poupá—los revela que seus motivos incluíam a aquisição de recursos. Ao contrário dos oitenta anteriores, esses dez lhe eram úteis. Sua disposição em matar ou poupar com base em vantagens materiais demonstra ainda mais que ele não tinha qualquer justificativa ideológica ou teológica; sua rebelião foi impulsionada por ambição, oportunismo e hostilidade contra as estruturas estabelecidas pela Babilônia. Ele não considerou a verdade da palavra de Deus.

Essa dinâmica é semelhante a outros relatos bíblicos em que a violência é aplicada seletivamente com base em benefícios percebidos. Por exemplo, Saul poupou o melhor gado dos amalequitas porque "era bom" (1 Samuel 15:9), violando o mandamento de Deus. Da mesma forma, as escolhas de Ismael revelam um interesse próprio prático em vez de uma liderança pautada por princípios.

Esses dez sobreviventes relatam como a violência se tornou arbitrária na Judá pós—destruição: a misericórdia era concedida não por razões morais, mas em troca de suprimentos de alimentos.

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