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Salmo 107:17-22 Explicação

Embora o Salmo 107:17-22 descreva as pessoas como tolas por se afastarem de Deus, também enfatiza que sua aflição é resultado direto de suas próprias escolhas: Os estultos, por causa da sua transgressão e por causa das suas iniquidades, são aflitos (v. 17). A estultos leva à separação do Senhor, e tal distanciamento inevitavelmente produz dificuldades. O salmista destaca que a insensatez não é uma questão de pouca inteligência, mas sim de desrespeito deliberado aos preceitos de Deus.

Ainda assim, esta passagem revela a paciência de Deus, que utiliza tais aflições para exortar a humanidade ao retorno a Ele.  Ao longo das Escrituras, vemos repetidamente como Deus permite que as consequências sirvam para redirecionar os corações e despertar a consciência (Hebreus 12:6). Este princípio se aplica ao povo escolhido de Deus no Antigo Testamento e continua para os crentes no Novo Testamento, chamando cada pessoa a reconhecer a inutilidade da rebeldia.

Dentro do amplo contexto do Salmo 107, este versículo prepara o caminho para a esperança. Ele demonstra que mesmo aqueles que se perderam nas profundezas da insensatez ainda podem clamar ao Senhor por libertação. A misericórdia de Deus está pronta, à espera do coração humilde que admite: “Eu me desviei do caminho”.

A alma deles rejeita todo tipo de alimento, e eles já se aproximam das portas da morte (v. 18). O salmista ilustra a gravidade dessas aflições comparando-as a alguém tão enfermo que perde o próprio desejo de comer. Essa descrição terrível simboliza a condição espiritual de uma pessoa que se rebelou contra Deus e sente a vida escapar por entre os dedos, na ausência da intervenção divina.

Aproximam das portas da morte também pode evocar a imagem de alguém que se sente sem esperança. No entanto, este versículo fala daqueles momentos em que o desespero se apodera do coração e deixa a pessoa sem outro destino senão o Deus vivo. Os Salmos frequentemente usam condições físicas, como doença, fraqueza ou fome, como representações de verdades espirituais mais profundas.

Numa perspectiva bíblica mais ampla, o conceito de se aproximar da morte e ainda assim encontrar salvação aparece em histórias como a ressurreição de Lázaro (João 11:43-44), afirmando que o poder de Deus se estende até mesmo além da sepultura. Aqui, o salmista chama a atenção para um ponto de virada: o momento em que os indivíduos em seu momento mais difícil podem finalmente abandonar a autossuficiência, prontos para receber a bondade do Senhor.

Na sua tribulação, clamam a Jeová, e ele os livra das suas angústias (v. 19). Este versículo dá continuidade ao tema recorrente do Salmo 107, sobre as pessoas reconhecendo sua necessidade de Deus. Quando reconhecem seus problemas e clamam a Ele, o Senhor as livra. A graça de Deus se manifesta quando a humildade e a confissão ocupam o lugar da rebeldia orgulhosa mencionada anteriormente.

Neste resgate, vemos a natureza amorosa de Deus, que não se faz de surdo aos clamores genuínos de arrependimento. O mesmo Deus que criou os céus e a terra se preocupa profundamente com a situação daqueles que invocam sinceramente o Seu nome (Salmo 145:18-19). Ele está pronto para responder quando os corações se enternecem e se voltam para Ele com sinceridade.

Para o crente de hoje, isso prenuncia a mensagem transformadora do evangelho, personificada no ministério de compaixão de Jesus para com os que sofrem (Mateus 9:36). O testemunho do salmista nos lembra que a restauração é possível sempre que chegamos ao nosso limite e reconhecemos a suficiência de Deus.

Envia a sua palavra, e os sara, e livra-os dos seus perigos (v. 20). O poder da palavra de Deus aparece aqui como a solução tanto para as enfermidades físicas quanto espirituais. No pensamento bíblico, a palavra de Deus possui poder criador e redentor (Gênesis 1:3; João 1:1). Por Sua ordem, a cura e a libertação chegam àqueles que foram afligidos por seus próprios pecados.

A libertação da destruição aponta para a mudança radical que a presença de Deus pode trazer. Os padrões destrutivos da rebelião perdem sua força quando o Senhor intervém. O salmista enfatiza que a verdadeira cura não é parcial nem temporária, mas completa, procedendo da verdade vivificante da palavra de Deus

Ao refletirem sobre este versículo, os crentes lembram-se de que o próprio Jesus é chamado de Verbo (João 1:14). Jesus veio para libertar um mundo rebelde da destruição eterna e conceder-lhe uma nova vida. No Salmo 107, o contexto imediato descreve uma cura física ou emocional, mas, na perspectiva mais ampla das Escrituras, a cura definitiva é a salvação da alma.

Deem graças a Jeová pela sua benignidade e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! (v. 21). O salmista transita para uma sincera gratidão, exortando os adoradores a louvarem o SENHOR por seus atos de misericórdia e bondade. Tendo experimentado a libertação, o povo agora responde com ações de graças reconhecendo que sua intervenção os salvou de um sofrimento terrível.

A bondade amorosa simboliza o amor inabalável de Deus, o Seu compromisso fiel da aliança com aqueles que se voltam para Ele. O povo de Israel testemunhou repetidamente tais maravilhas, desde a abertura do Mar Vermelho até o sustento no deserto (Êxodo 14:21, 16:35). Para os crentes, este versículo convida a uma prática de gratidão, recordando as formas pelas quais Deus manifestou sua bondade, tanto nos grandes como nos pequenos livramentos

O louvor é uma resposta adequada quando reconhecemos a magnitude das obras de Deus. Ao chamá-las de maravilhas, o salmista destaca os feitos extraordinários de Deus que o distinguem como o provedor de esperança e restauração. À medida que a comunidade redimida oferece gratidão, os corações são renovados e a fé é fortalecida.

Ofereçam sacrifícios de ação de graças e celebrem as suas obras com canto de júbilo (v. 22). O salmista pede mais do que mera apreciação silenciosa, ele recomenda expressões ativas de adoração. Os sacrifícios de ação de graças no antigo Israel envolviam ofertas de alimentos ou ofertas de comunhão, compartilhadas em gratidão a Deus. Esses rituais possibilitavam que os adoradores expressassem sua devoção de modo tangível.

O convite para proclamar Suas obras com cânticos de alegria transcende o aspecto cerimonial, criando espaço para uma celebração comunitária e pública da fidelidade divina. Demonstra como o culto coletivo fortalece a fé pessoal, ao mesmo tempo que testemunha a outros sobre o caráter fiel do Senhor. Esse testemunho espalha esperança e direciona os corações para o louvor genuíno.

Hoje, os fiéis ecoam esses louvores por meio de orações, hinos e testemunhos. Ao compartilharem testemunhos da graça de Deus, eles recordam a si mesmos e aos outros que nenhuma situação está além do Seu poder de redimir. A adoração torna-se uma resposta transbordante ao amor transformador que libertou os homens da aflição e da escravidão.

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