
Nesta seção do Salmo 109:26-29, Davi, que reinou como Rei de Israel aproximadamente de 1010 a 970 a.C., busca a intervenção do SENHOR contra aqueles que o caluniam. Ele suplica: Ajuda-me, Jeová, Deus meu; salva-me segundo a tua benignidade (v. 26). O termo ajuda-me implica sua dependência da compaixão de Deus diante da oposição maliciosa. Ao recorrer à compaixão divina, Davi ressalta sua confiança no caráter leal do SENHOR e nas promessas da aliança estabelecidas com Israel. Embora não haja referência geográfica específica neste ponto, o reinado de Davi tinha seu centro em Jerusalém, cidade que se constituiu como núcleo espiritual e político do antigo Israel.
Continuando seu apelo, Davi deseja que seus adversários reconheçam a verdadeira fonte da libertação: para que saibam que nisso está a tua mão, que tu, Jeová, fizeste isso (v. 27). Isso demonstra que a principal inquietação de Davi ultrapassa a mera reabilitação pessoal, ele almeja que o poder e a retidão de Deus se manifestem de forma clara. A humilhação dos inimigos de Davi se torna secundária ao despertar deles para a soberania de Deus. Essa singela confiança na soberania divina antecipa passagens posteriores do Novo Testamento, nas quais a glória de Deus é revelada por meio do livramento, apontando, em última análise, para Jesus como aquele que revela a mão da salvação do Pai (João 14:9). O anseio de Davi é que somente o Senhor receba o crédito por seu resgate.
Ele reconhece que as maldições dos oponentes não podem sobrepujar a bênção de Deus: Amaldiçoem eles, mas abençoa tu; envergonhados sejam os que se levantam, mas regozije-se o teu servo (v. 28). Davi contrasta o poder duradouro da bênção de Deus com a negatividade passageira do abuso humano. Embora os acusadores de Davi tentem envergonhá-lo, ele confia que Deus honrará os fiéis. Esse princípio ressoa com o ensinamento de Jesus de que a bênção muitas vezes vem em meio à perseguição (Mateus 5:10-12), afirmando que, na economia de Deus, os fiéis se alegrarão, em última análise, apesar da hostilidade terrena.
Por fim, Davi suplica por consequências visíveis sobre seus inimigos: Vistam-se de ignomínia os meus adversários e da sua própria vergonha cubram-se como dum manto (v. 29). Em vez de buscar vingança pessoalmente, ele confia o julgamento a Deus, pedindo que a maldade dos ímpios se volte contra eles. Essa súplica ressalta a realidade de que o mal frequentemente aprisiona aqueles que o praticam. A confiança de Davi no Senhor para um juízo imparcial constitui exemplo da entrega da justiça definitiva nas mãos do SENHOR, que domina sobre todas as situações.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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