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Salmo 65:9-13 Explicação

No Salmo 65:9-13, Davi, que reinou como Rei de Israel de aproximadamente 1010 a 970 a.C., exalta a abundante provisão do SENHOR proclamando: Visitas a terra e a regas, grandemente a enriqueces. As levadas de Deus correm cheias de água; preparas—lhes o trigo, pois assim preparas a terra (v. 9). Aqui, o salmista descreve Deus como um provedor atencioso que vem à Sua criação com bênçãos. As levadas, ou rios, de Deus são simbólicos de Seus recursos inesgotáveis — o SENHOR derrama a Sua bondade como um rio perene que supre o necessário para que as colheitas prosperem. Embora os ciclos agrícolas de Israel dependessem das chuvas da primavera e do outono, o salmista vê essas chuvas como um lembrete tangível de que o próprio Deus concede frutificação e trigo.

A imagem de Deus "visitando" a terra ressalta Seu envolvimento ativo. Longe de ser distante, o SENHOR conhece intimamente cada campo e cada necessidade. Ele prepara o solo e orquestra cada passo necessário para uma colheita farta. Essa presença fiel evoca gratidão no antigo Israel, cujo sustento dependia de chuvas abundantes. Eles reconheciam que Deus — e não a mera sorte — era a razão para colheitas seguras, grãos abundantes e bem—estar geral.

A linguagem figurativa deste versículo vai além da agricultura, abrangendo também a provisão espiritual. Jesus falou de si mesmo como aquele que oferece “água viva” (João 4:10). De maneira semelhante, o versículo 9 descreve o SENHOR como a fonte suprema de alimento tanto para as almas quanto para os campos, revelando que somente Ele pode saciar as necessidades mais profundas do mundo. Seja em terras agrícolas encharcadas pela chuva ou em corações espiritualmente áridos, a bênção de Deus é uma fonte sempre renovada.

Dando continuidade a esse tema de provisão, Davi declara: Regando—lhe os sulcos, aplanando—lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos, abençoas as suas novidades (v. 10). Aqui, o salmista concentra—se no cuidadoso processo de cultivar a terra. Sulcos são as valas abertas nos campos para o plantio de sementes, e cumes são as bordas elevadas entre eles. Pela mão de Deus, essas partes do solo recebem a umidade necessária, amolecendo a terra dura para que os brotos jovens possam germinar em condições saudáveis.

A atenção de Deus aos detalhes fica evidente. Ele não apenas provê água, mas também satura a terra abundantemente. Os verbos — regar, aplainar, amolecer, abençoar — todos destacam a bondade do Senhor em garantir que cada lugar receba exatamente o que precisa para uma vida próspera. Assim como as colinas e vales da antiga Judeia dependiam de chuvas oportunas para prosperar, os crentes dependem da graça de Deus para crescer em frutificação espiritual.

Essa tendência graciosa do SENHOR de preparar o solo para a colheita traça paralelos com a Sua obra nos corações humanos. Assim como Ele amacia o solo para que as sementes germinem, Deus amacia os corações por meio do Espírito Santo para promover o crescimento na fé, na esperança e no amor (Gálatas 5:22-23). As abundantes dádivas em nossas vidas — tanto literais quanto espirituais — não vêm por mero acaso, mas sim por meio do gracioso desígnio do Criador.

No versículo seguinte, Davi exulta: Coroas o ano da tua bondade; e as tuas veredas destilam gordura (v. 11). Coroar algo significa conceder uma coroação rica e gloriosa. O próprio ano é descrito como um presente precioso, selado com o favor do Senhor. Como o calendário de Israel girava em torno das épocas de plantio e colheita, essa imagem ressalta como as bênçãos de Deus proporcionam uma conclusão triunfante e um começo promissor.

A frase Tuas veredas destilam gordura evoca o antigo conceito do Oriente Próximo de que os passos de Deus, por si só, trazem prosperidade aonde quer que Ele vá. Gordura conota riqueza e a mais alta qualidade — simbolizando sucesso, força e prosperidade. Em uma terra onde a seca poderia significar fome, a promessa de caminhos férteis revela Deus como Aquele que não apenas supre as necessidades, mas também provê abundância generosa em todas as estações que Ele determina.

Hoje, podemos imaginar essa coroa como toda boa dádiva e todo dom perfeito que o SENHOR traz para as nossas vidas (Tiago 1:17). Ele nos guia soberanamente pelos Seus caminhos, deixando bênçãos em nossas jornadas pessoais. Assim como um ano coroado com a abundância de Deus transforma uma colheita, uma vida entregue ao SENHOR transborda com a abundância da Sua presença e provisão.

O salmista continua: Destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se cingem os outeiros (v. 12). A referência ao deserto provavelmente descreve locais menos cultivados, lugares que podem parecer áridos. Contudo, a bênção do SENHOR alcança até mesmo essas áreas marginais, fazendo com que elas transbordem de crescimento. Sua criatividade, vista nesses campos florescentes, demonstra Seu poder de trazer vida onde menos se espera.

Enquanto isso, as colinas se cingem de júbilo, como se estivessem usando cintos de alegria. Para uma sociedade agrária, pastagens viçosas e encostas repletas de nova vida eram sinais tangíveis de que o SENHOR estava concedendo condições férteis para rebanhos e manadas. Essa exuberância na criação convida as pessoas a louvarem a Deus, pois Ele orquestra cada renovação vibrante no ambiente ao seu redor.

Espiritualmente, aquelas áreas antes consideradas desertos na vida de uma pessoa — lugares de aridez ou solidão — podem igualmente se tornar terreno fértil para a obra transformadora de Deus. Quando o SENHOR traz crescimento abundante a essas áreas, isso desperta alegria e renova a fé, assim como as colinas antes vazias elevam um sonoro clamor de gratidão.

Finalmente, Davi proclama: As pastagens revestem—se de rebanhos, e os vales cobrem—se de trigo. Eles exultam de alegria, sim, eles cantam (v. 13). Pastagens e vales evocam cenas de beleza pacífica. Revestidas de ovelhas, cabras e outros animais, essas terras baixas exuberantes e extensões gramadas revelam a bondade de Deus em prover para todos os seres vivos. O gado pode alimentar, enquanto os mesmos prados podem fornecer recursos para as pessoas.

Ao longo dos vales férteis, os grãos crescem densos e prontos para a colheita, cobrindo a terra com a promessa de sustento e prosperidade. A imagem é tão vívida que a própria criação irrompe em cânticos. A natureza é personificada como um coro jubiloso, celebrando as dádivas abundantes do SENHOR. Para os antigos israelitas, um campo coberto de grãos representava segurança — colheita suficiente para alimentar as famílias, negociar com os vizinhos e trazer ofertas ao templo.

Para os crentes de hoje, esta cena nos lembra que Deus é especialista em abundância. Mesmo em meio às dificuldades, cada ato de Sua provisão nos convida a nos unirmos ao louvor da criação. Cada oração atendida e cada sinal de fruto espiritual em nossa comunidade é mais um motivo para exultar de alegria, sim, cantar, confiantes naquele que supre ricamente todas as nossas necessidades.

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