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The Blue Letter Bible
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Salmo 75:1-5 Explicação

Ao cantor-mor. Adaptado a al-tasete. Salmo ou Canção de Asafe. Nestas palavras, encontramos um título que aponta para uma composição sagrada dedicada à adoração entre o povo de Deus. Asafe era um levita, cantor e líder sob o reinado de Davi (c. 1010-970 a.C.), encarregado de conduzir o louvor congregacional no tabernáculo. Estas frases iniciais do Salmo 75:1-5 preparam os corações dos adoradores, indicando que este Salmo foca em fomentar profunda reverência e reflexão diante de Deus.

Este título destaca o papel notável de Asafe na formação da adoração em Israel. Ao reconhecê-lo, traçamos a herança daqueles escolhidos para conduzir outros à presença de Deus por meio da música e da poesia. As contribuições de Asafe aparecem em diversos salmos, refletindo sua devoção em glorificar o Senhor. Seu lugar na história nos lembra da importância daqueles que dão o tom e guiam os fiéis a exaltar o nome do Senhor.

Mesmo antes do início do Salmo em si, surge um sentimento de reverência e seriedade. O povo de Deus teria ouvido isso ser declarado publicamente, o que os teria levado a uma postura de humildade e expectativa. Ao chamá-los a manter o foco no Senhor, Asafe estabelece um alicerce sólido para a esperança, a advertência e a instrução que se seguem nos versículos subsequentes.

Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, pois próximo está o teu nome. Os homens anunciam as tuas maravilhas (v. 1). Esta declaração inicial de gratidão estabelece o tom. Reconhecendo a proximidade de Deus, Asafe proclama que a fama do Senhor habita entre o seu povo e que os seus feitos poderosos são dignos de louvor contínuo. A frase repetida graças te rendemos enfatiza que a gratidão não é uma mera obrigação, mas uma postura ativa de reverência e alegria.

Essa alegria da proximidade de Deus ressoa com a verdade de que, ao longo das Escrituras, o Senhor é descrito como habitando no meio do Seu povo. Tal proximidade chama cada crente a responder com adoração e aclamação. Porque Deus vive e está presente em Sua criação, é apropriado que o Seu povo testemunhe continuamente do Seu poder e da Sua fidelidade.

A natureza pública de declarar as maravilhas de Deus também aponta para o constante convite a testemunhar aos outros. Proximidade implica relacionamento, e o testemunho de cada crente se transforma em uma maneira de iluminar os atributos e a intervenção de Deus. Este versículo chama os seguidores de Deus a recordarem maneiras específicas pelas quais Ele agiu em suas vidas, oferecendo louvor pessoal, sincero e transbordante.

Quando chegar o tempo marcado, eu julgarei com equidade (v. 2). Aqui, o orador passa a registrar a voz de Deus, afirmando o direito soberano do Senhor de agir no momento apropriado. A impaciência humana muitas vezes exige uma resolução imediata, mas Deus declara que Ele escolhe o momento perfeito para intervir. Isso revela uma dimensão da sabedoria divina que opera além das limitações humanas, garantindo que a justiça esteja perfeitamente alinhada com o Seu padrão de retidão.

A expressão julgarei com equidade ressalta o caráter imparcial de Deus. O Criador vê o verdadeiro estado de cada coração, e Seus veredictos jamais falham ou vacilam. De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia destaca que a justiça do Senhor é plenamente justa, colocando em contraste com os líderes humanos imperfeitos. Ele é quem equilibra graça e retidão de forma perfeita.

Essas palavras desafiam os leitores a se submeterem ao tempo de Deus. Quando confiamos no Seu tempo determinado, aceitamos que os eventos se desenrolam de acordo com a Sua perfeita orquestração. Numa perspectiva bíblica mais ampla, isso ressoa com as promessas da volta de Cristo (Mateus 24), nos lembrando de que o Juiz justo de fato virá e restaurará todas as coisas.

Ainda que se estejam dissolvendo a terra e todos os seus habitantes, sou eu quem lhe firma as colunas. (Selá) (v. 3). Este versículo muda o foco para uma imagem do poder sustentador de Deus. Quando tudo parece desmoronar, o Senhor declara que estabeleceu o mundo sobre pilares inabaláveis. Embora as circunstâncias humanas possam parecer frágeis, o controle fundamental de Deus sobre a criação permanece firme.

A resiliência simbolizada por esses pilares ecoa a autoridade cósmica que Deus demonstrou desde o princípio. Da formação da Terra ao estabelecimento dos limites dos mares, o Senhor revela consistentemente a Sua soberania. Ao incluir Selá, o salmista convida a uma pausa, incentivando a reflexão sobre a magnitude da obra de Deus e a segurança que o Seu povo possui ao confiar Nele.

Em momentos de turbulência, os crentes podem se lembrar de que o reino de Deus não é abalado. Mesmo que as pessoas sintam a instabilidade das circunstâncias terrenas, Deus permanece no controle. O versículo convida cada leitor a meditar sobre a natureza eterna do poder divino: Ele sustenta a criação, e esse mesmo Deus da criação também sustenta a vida daqueles que o invocam com fé.

Eu disse aos arrogantes: Não sejais arrogantes; e aos perversos: Não levanteis a vossa fronte (v. 4). Neste versículo, o salmista reconhece a repreensão de Deus para com aqueles que se exaltam. A vanglória, aqui, transmite uma atitude de autossuficiência e arrogância que exclui Deus da equação. A fronte é uma metáfora para a força, sugerindo que as pessoas orgulhosas ostentam o poder que acreditam ter.

Quando a humanidade glorifica a si mesma em vez de Deus, cai na armadilha da arrogância, que contraria o reconhecimento da supremacia do Criador. O chamado para não sejais arrogantes ressalta o desagrado de Deus com o orgulho. Os ímpios são especificamente advertidos a não se exaltarem arrogantemente, lembrando aos leitores que aqueles que honram o lugar que pertence a Deus recebem o Seu favor, enquanto os orgulhosos enfrentam a Sua disciplina.

Este desafio aos arrogantes também ecoa o ensinamento bíblico mais amplo de que o orgulho precede a destruição (Provérbios 16). O próprio Jesus demonstrou humildade ao longo de sua vida terrena, chamando seus seguidores a abraçarem um espírito de mansidão, reconhecendo que todo poder e autoridade pertencem verdadeiramente ao Senhor (Mateus 11). Abandonar a arrogância é um passo em direção à reverência e ao alinhamento com a vontade de Deus.

Não levanteis ao alto a vossa fronte; não faleis arrogantemente contra a Rocha (v. 5). Mais uma vez, o salmo faz uma advertência contra a exaltação da própria força. Essa ênfase se repete para maior clareza: o orgulho é um perigo espiritual que ameaça bloquear nossa dependência de Deus. O orgulho insolente fomenta a rebelião contra a Sua autoridade, enquanto a humildade abre a porta para as Suas bênçãos.

A expressão Não levanteis ao alto a vossa fronte ilustra uma exaltação do ego que sufoca a devoção a Deus. O salmo exorta os crentes a reconhecerem e se submeterem Àquele que reina sobre tudo. Em vez de exaltar o poder humano, os fiéis devem confiar em Deus e dar-Lhe a devida honra.

Na perspectiva de toda a Bíblia, esse chamado para evitar a arrogância prepara o caminho para uma atitude de adoração e gratidão. Nenhum poder terreno pode se comparar ao Todo-Poderoso, e o coração sábio compreende que somente Deus deve ser exaltado. Ao se render humildemente a Ele, encontra-se o caminho da vida e do bem-estar espiritual.

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