
No meio deste salmo, lemos a instrução devota: Fazei votos e pagai-os a Jeová, vosso Deus; todos os que o rodeiam, tragam presentes àquele que deve ser temido (v. 11). O Salmo 76:11-12 convoca todos os seguidores de Deus a oferecerem votos sinceros e reverentes, reconhecendo que os compromissos que assumimos perante o Senhor devem brotar de um coração que O reverencia. O salmista deseja assegurar que o povo de Deus não apenas faça votos, mas os cumpra como expressão de verdadeira lealdade e confiança. Isso ecoa o ensinamento bíblico mais amplo de que os votos não devem ser feitos levianamente, mas devem refletir uma postura do coração que honre a santidade e a soberania de Deus.
Ao encorajar os fiéis para trazerem presentes diante deste Deus majestoso, vemos uma imagem de humilde homenagem, condizente com Aquele que deve ser temido. O temor aqui não é puro terror, mas profunda reverência pelo poder e bondade supremos do Todo-Poderoso. No antigo Israel, era comum trazer diversas ofertas ou sacrifícios, não como forma de pagar uma dívida, mas como um sinal externo de adoração interior. Era um sinal exterior de gratidão, respeito e submissão amorosa à autoridade divina.
Ao considerarmos a ideia de cumprir votos e trazer ofertas, vemos um fio condutor que se estende aos ensinamentos do Novo Testamento sobre viver nossa fé em obediência consistente e sincera, em vez de palavras vazias (Mateus 5:33). Nessas poucas palavras, o salmo proclama que todos os que estão perto de Deus, sejam eles o povo da aliança ou estrangeiros atraídos por Sua presença, se beneficiariam ao oferecer ao Senhor o que Ele merece, consolidando seu compromisso por meio de uma adoração genuína.
O versículo seguinte declara: Ele quebrantará o espírito dos príncipes; é formidável aos reis da terra (v. 12). Esta é uma afirmação ousada do domínio de Deus em escala global. Embora o salmo destaque a importância da fidelidade entre o próprio povo de Deus, ele também reconhece que até mesmo governantes terrenos poderosos são insignificantes diante da mão onipotente do Criador. Isso comunica que o status e a política mundanos não são páreo para a autoridade do verdadeiro Rei, que pode humilhar os orgulhosos e frustrar seus planos.
Ao longo da história bíblica, vários monarcas e governantes se vangloriaram de seu próprio poder, mas cada império ascendeu e caiu sob o olhar atento do Senhor, que está acima de toda autoridade humana. Isso inclui inúmeras figuras bíblicas na cronologia de Israel, como Nabucodonosor da Babilônia (que reinou por volta de 605-562 a.C.), que teve que aprender em primeira mão que o Altíssimo é soberano sobre os reinos dos homens (Daniel 4:28-37). A declaração do salmo ressalta que essa soberania afeta tanto o contexto imediato do autor quanto o destino futuro de todas as nações.
Ao retratar Deus como aquele diante de quem até os príncipes tremem, o salmo orienta todas as camadas da sociedade a reconhecerem humildemente a grandeza do Todo-Poderoso. É um chamado para humilhar toda a arrogância humana, demonstrando que toda posição de poder terreno ainda responde a um trono superior. De fato, as Escrituras descrevem consistentemente o domínio de Deus como eterno e inabalável, nos exortando a submeter e confiar Nele com a mais plena certeza.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
The Blue Letter Bible ministry and the BLB Institute hold to the historical, conservative Christian faith, which includes a firm belief in the inerrancy of Scripture. Since the text and audio content provided by BLB represent a range of evangelical traditions, all of the ideas and principles conveyed in the resource materials are not necessarily affirmed, in total, by this ministry.
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