
No Salmo 77:11-15, o salmista se compromete a recordar das intervenções passadas de Deus, reconhecendo que esses momentos da história comprovam Sua fidelidade constante: Comemorarei os feitos de Jeová, sim, me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade (v. 11). Essa reflexão contrapõe a angústia e a dúvida expressas anteriormente no salmo, pois fixar a mente nas poderosas obras de Deus proporciona um renovado senso de esperança e confiança. Muitos acreditam que as maravilhas antigas se referem a eventos significativos, como a libertação de Israel do Egito, lembrando aos leitores do salmo que o poder salvador de Deus não era apenas um rumor distante, mas uma realidade em que podiam confiar. Conectando isso ao Novo Testamento, Jesus também chama os crentes a se lembrarem e confiarem na fidelidade de Deus, encorajando a crer que Ele venceu o mundo (João 16:33).
Além disso, Meditarei também em todas as tuas obras e ponderarei os teus feitos (v. 12), demonstra o esforço intencional do salmista em internalizar o que Deus fez. Ele faz mais do que simplesmente recordar milagres passados; ele os pondera profundamente, permitindo que a realidade do poder de Deus infunda esperança em suas circunstâncias presentes. Essa abordagem transforma a lembrança das obras de Deus de um mero exercício mental em uma disciplina espiritual, construindo um alicerce de confiança capaz de resistir a dificuldades futuras. Quando os crentes fixam seus corações nos poderosos feitos de Deus, podem enfrentar os obstáculos com segurança, sabendo que o Deus que abriu mares e venceu gigantes ainda está ativo hoje.
Então, O teu caminho é, ó Deus, em santidade. Quem é deus grande como Deus? (v. 13) declara que as ações e o caráter de Deus são distintos em justiça e poder incomparáveis. O salmista reconhece que não há rival para Aquele que opera com santidade e poder. Em um mundo repleto de lealdades concorrentes, essa afirmação ressalta a singularidade de Deus. Da mesma forma, Tu és o Deus que fazes maravilhas. Tens feito notória a tua força entre os povos (v. 14) celebra a Sua capacidade de realizar sinais que revelam a majestade divina às nações. Esses versículos nos lembram que nenhuma força terrena pode se igualar à suprema autoridade de Deus, e tal conhecimento chama o Seu povo à reverência e devoção em todas as gerações.
Finalmente, o versículo Com o teu braço, remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá) (v. 15) remete à história de libertação de Israel e destaca a aliança constante do Senhor com os seus escolhidos. Jacó (que viveu por volta de 2000-1850 a.C.) foi o patriarca que recebeu o nome de Israel, e José (que viveu por volta de 1914-1805 a.C.) garantiu a sobrevivência de sua família por meio da providência de Deus no Egito. Ao mencioná-los, o salmista lembra à comunidade que o mesmo Deus que atuou nas histórias de seus ancestrais ainda redime e resgata. A redenção de Israel, historicamente cumprida em eventos como o Êxodo, aponta para uma redenção ainda maior oferecida em Jesus, que liberta os crentes do pecado (João 8:36) e os convida a um vínculo duradouro com Deus.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
The Blue Letter Bible ministry and the BLB Institute hold to the historical, conservative Christian faith, which includes a firm belief in the inerrancy of Scripture. Since the text and audio content provided by BLB represent a range of evangelical traditions, all of the ideas and principles conveyed in the resource materials are not necessarily affirmed, in total, by this ministry.
Loading
Loading
| Interlinear |
| Bibles |
| Cross-Refs |
| Commentaries |
| Dictionaries |
| Miscellaneous |