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The Blue Letter Bible
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Salmo 80:4-7 Explicação

O Salmo 80:4-7 expressa um lamento sincero: Jeová, Deus dos Exércitos, até quando te mostrarás indignado contra a oração do teu povo? (v. 4). O salmista, Asafe, viveu na época do rei Davi e serviu fielmente como músico levita, liderando o louvor no santuário. Neste versículo, ele invoca a Deus por um título poderoso — Deus dos Exércitos — reconhecendo Seu domínio soberano sobre todos os exércitos e forças celestiais. O apelo revela um profundo sentimento de desespero, questionando até quando a ira de Deus obscurecerá os clamores do Seu povo escolhido, frustrando assim as suas súplicas. Essa pergunta sincera ressalta que Israel compreendia sua dependência da graça de Deus, especialmente diante das muitas provações que enfrentava.

A pergunta de Asafe, até quando, ressoa através das gerações sempre que os crentes percebem que as bênçãos de Deus estão sendo retidas ou que suas orações parecem não ser atendidas. A frase captura o anseio pela restauração, nos lembrando que suplicar a Deus muitas vezes requer arrependimento e paciência na adversidade. Esperar libertação imediata pode ser frustrante, mas a postura do salmista é de humilde confiança, permanecendo diante do Criador com reverência, mesmo perplexo com a Sua demora.

Este versículo exemplifica como o lamento sincero pode fazer parte da adoração fiel. Pedir a Deus que cesse Sua ira revela a confiança de Asafe de que Deus ouve o arrependimento genuíno. A pergunta do salmista afirma que esperar no Senhor não é passivo, mas sim repleto de súplica fervorosa, esperança e confiança de que o mesmo Deus que forma exércitos nos céus pode mudar o curso do destino do Seu povo no tempo determinado.

Tu os fizeste comer pão de lágrimas e lhes deste a beber lágrimas em abundância (v. 5). O simbolismo do pão das lágrimas transmite vividamente que a tristeza se tornou o sustento diário de Israel. Em vez da prometida abundância de bênçãos na terra, eles são sustentados pela dor. Essa condição desesperadora aponta para o aspecto da aliança na relação de Israel com Deus: porque foram escolhidos para serem Seu tesouro precioso, quando persistiram na desobediência, Deus permitiu que provassem a amargura da disciplina.

O ato de beber lágrimas em abundância, ressalta a profundidade de sua dor, ilustrando dolorosamente que o sofrimento atingiu um ponto insuportável. Também nos lembra que, ao longo das Escrituras, as lágrimas frequentemente significam remorso ou angústia (Salmo 6:6). As lágrimas de Israel se tornaram incessantes, como se não encontrassem alívio.

Mesmo nessa representação de tristeza, há um reconhecimento da soberania de Deus. O salmista reconhece que foi Deus quem permitiu que eles bebessem essas lágrimas. Essa consciência aponta para disciplina, não para abandono. Longe de serem dificuldades aleatórias, suas lágrimas fazem parte de um plano divino que visa trazê-los de volta a Deus com renovada humildade e dependência de Sua misericórdia.

Fazes-nos servir de contendas aos nossos vizinhos, e os nossos inimigos riem-se à vontade (v. 6). Além da tristeza pessoal, toda a nação sofre humilhação perante os povos vizinhos. Israel, escolhido por Deus para ser luz para as nações, se tornou um objeto de escárnio e divisão. Em vez de verem a comunidade da aliança florescer, as nações vizinhas testemunham Israel em aflição e desprezo.

Uma consequência preocupante do afastamento dos mandamentos de Deus é o enfraquecimento do testemunho deles perante os de fora. O riso dos inimigos implica tanto ridículo quanto deleite com a queda de Israel, revelando que o povo de Deus, em vez de confiar nele, se viu enfraquecido e vulnerável.

Ainda assim, ao incluir esse lamento, Asafe demonstra que a natureza pública da situação difícil de Israel pode motivá-los à ação. Provações e vergonha muitas vezes levam os crentes a reexaminar sua fidelidade aos caminhos de Deus, conduzindo-os a um arrependimento que pode transformar o desprezo em testemunho do poderoso livramento divino.

Converte-nos, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos (v. 7). Este apelo fervoroso evoca uma linguagem que lembra a bênção sacerdotal (Números 6:24-26). Pedir que o rosto de Deus resplandeça sobre o seu povo significa o seu favor, a sua presença e a sua graciosa aceitação. No antigo Israel, o privilégio supremo era habitar na luz de Deus — ter a certeza da sua orientação, proteção e paz.

O apelo por restauração indica o retorno a um estado anterior de harmonia e bênção com Deus. Ecoa uma estrutura de aliança, onde as pessoas se voltam para Ele, confiando que Ele, por sua vez, as perdoará e as revitalizará segundo o Seu amor inabalável. Ao repetir a frase e seremos salvos, o salmista olha com confiança para a redenção de Deus, em vez de depender da força humana ou de alianças.

Em última análise, este versículo captura a essência do Salmo 80: um anseio sincero por libertação, expresso com a convicção de que somente Deus pode resgatar o Seu povo. Através da humildade e do arrependimento, eles antecipam a restauração sob o Seu favor radiante, confiando que a presença luminosa de Deus pode dissipar as suas trevas e a sua vergonha.

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