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The Blue Letter Bible
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Salmo 89:5-10 Explicação

O salmista exclama: Os céus louvarão as tuas maravilhas, ó Jeová, bem como a tua fidelidade, na assembleia dos santos (v. 5), chamando a nossa atenção para a vastidão da criação que declara a glória de Deus. Ao mencionar a assembleia dos santos, o compositor destaca os seres angelicais que reverenciam o SENHOR. O Salmo 89:5-10 destaca que as obras de Deus transcendem as fronteiras terrenas, nos lembrando que todo o céu testemunha a Sua natureza fiel e majestosa.

Ao contemplarmos a frase bem como a tua fidelidade, na assembleia dos santos, não vemos apenas uma declaração sobre como podemos confiar no divino, mas também a certeza de que o próprio cerne da realidade espiritual gira em torno do amor inabalável de Deus. Isso nos chama a confiar em Seu caráter, sabendo que, se os próprios seres celestiais se admiram com Suas maravilhas, então nós também devemos reconhecer a profundidade de Seu compromisso eterno com a humanidade.

Partindo dessa grandeza, o salmista pergunta: Pois quem, lá no alto, se pode comparar a Jeová? Quem entre os filhos de Deus é semelhante a Jeová (v. 6). Ao fazer estas perguntas retóricas, o autor afirma com confiança a supremacia de Deus sobre todo o cosmos. Nenhum ser celestial, independentemente de seu poder ou posição, pode rivalizar com a força e o esplendor do Criador. Isso revela a singularidade de Deus, distintamente separado de todas as autoridades espirituais ou terrenas.

Quando o versículo fala dos filhos de Deus, ele se refere a seres celestiais ou forças espirituais que são reverenciadas. O raciocínio do salmista é claro: esses seres, embora possam ser esplêndidos por si só, ainda empalidecem em comparação Àquele que está entronizado em glória. Essa verdade ressoa por toda a Escritura, nos conduzindo, no fim das contas, a Jesus, que é exaltado acima de todos os governantes espirituais (Efésios 1:20-21) e personifica a plenitude da autoridade de Deus.

Dando continuidade ao tema da grandeza inigualável de Deus, o salmista proclama: Um Deus sobremodo tremendo no conselho dos santos e temível mais do que todos os que o rodeiam? (v. 7). Mesmo na mais elevada morada espiritual, o Senhor permanece como objeto de reverente temor. Sua presença inspira um temor que não é terror, mas profundo respeito, reconhecendo que somente Ele é digno de adoração e honra.

A expressão conselho dos santos evoca uma assembleia celestial onde Deus reina supremo. Este cenário transmite a ideia de que, diante do SENHOR onipotente, toda criatura — angelical ou não — reconhece a Sua supremacia. Essa atitude reverente convida os crentes de hoje a se curvarem em humildade, abraçando o mesmo espírito de respeitosa reverência ao se aproximarem do trono da graça de Deus.

O salmista então clama: Ó Jeová, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu, Senhor? A tua fidelidade está ao redor de ti (v. 8). Reiterar a pergunta quem é poderoso como tu ressalta a natureza incomparável de Deus. Deus dos Exércitos é um título que revela o Seu domínio sobre os exércitos angelicais, reforçando que nenhum poder se opõe a Ele. Mesmo enquanto comanda o reino celestial, a Sua fidelidade O envolve como um manto, se estendendo da Sua presença ao Seu povo.

Em A tua fidelidade está ao redor de ti, vemos que a firmeza não é meramente uma ação que Deus realiza; é parte da Sua própria essência. A Sua lealdade e compromisso envolvem todos os que confiam Nele. Isto nos leva a refletir sobre a promessa inabalável de que Ele cumprirá a Sua aliança e preservará aqueles que se apoiam no Seu nome, culminando na expressão máxima de fidelidade vista no amor sacrificial de Cristo (João 3:16).

O salmo continua: Tu dominas sobre a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as aplacas (v. 9), proclamando a autoridade absoluta de Deus sobre os poderes caóticos da natureza. No pensamento hebraico antigo, o mar frequentemente simbolizava turbulência ou perigo. Ao acalmar suas ondas, o SENHOR demonstra o Seu domínio sobre a criação. No Novo Testamento, Jesus também acalmou uma tempestade com uma palavra (Marcos 4:39), refletindo o mesmo poder divino sobre os mares.

Da mesma forma como as maiores forças da natureza respondem ao decreto do Senhor, este versículo nos convida a confiar em Deus em meio às tempestades da vida. Mesmo quando as circunstâncias parecem insuportáveis, podemos descansar na certeza de que Ele tem o poder de acalmar toda e qualquer turbulência. Como o salmista, podemos encontrar paz olhando para Aquele que reina acima de toda tempestade, mantendo nossos corações ancorados na fé.

O versículo final desta passagem declara: Abateste a Raabe como quem está ferido de morte; com o teu braço forte, dispersaste os teus inimigos (v. 10). Neste contexto, Raabe pode ser entendida como um símbolo poético que se refere a uma oposição impressionante, e diversas outras passagens do Antigo Testamento a consideram uma representação do Egito. Dentro de uma cronologia histórica, a libertação de Israel da escravidão egípcia é convencionalmente datada entre os séculos XV e XIII a.C., e ao invocar esse nome, o salmista aponta para o triunfo passado de Deus sobre inimigos poderosos.

A imagem da dispersão dos inimigos destaca o poder incomparável de Deus em trazer vitória ao Seu povo. Assim como Ele subjugou poderes opressores no passado, Ele continua a defender e proteger aqueles que são chamados pelo Seu nome. Refletir sobre este versículo nos lembra que nenhuma força, por mais imponente que seja, pode resistir ao braço supremo e justo do Senhor.

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