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Jeremias 42:1-6 Explicação

No início de Jeremias 42, todos os comandantes dos exércitos, Joanã, filho de Careá, Jezanias, filho de Hosaías, e todo o povo, desde o menor até o maior, se aproximaram (v. 1). Vemos um grupo unido buscando orientação do profeta Jeremias. Essa união destaca a gravidade da situação após a turbulência da queda de Jerusalém em 586 a.C. Joanã, filho de Careá, servindo como líder judaico após essa convulsão, se apresenta em um momento de grande confusão — uma conjuntura crítica na história de Judá. Com a Babilônia tendo derrubado o reino, o povo busca uma palavra firme de Deus para guiar seus próximos passos.

Jeremias 42:1 revela a importância da ação coletiva diante da incerteza. Esses comandantes haviam testemunhado recentemente eventos devastadores, e muitos provavelmente sentiram medo, raiva e arrependimento. Contudo, em seu desespero, lembraram-se da autoridade de Jeremias, que profetizava há décadas (desde aproximadamente 627 a.C.). Sua presença constante, mesmo após a destruição de Jerusalém, deu-lhes a esperança de que o conselho do Senhor ainda poderia livrá-los de maiores desastres.

A abordagem deles também revela o desejo do povo por sabedoria divina em vez de autossuficiência. A reunião de pessoas de todas as classes sociais e posições sociais demonstra que a orientação espiritual não se limitava a nenhuma classe específica. Todos compreendiam que somente Deus — agindo por meio de Seu profeta — poderia trazer clareza. Em meio a essa nação fragmentada, todos reconheciam a necessidade de uma liderança consistente e ordenada por Deus.

Continuando em Jeremias 42:2, os líderes se aproximaram e disseram ao profeta Jeremias: "Por favor, leve a nossa petição à tua presença e ore por nós ao Senhor, teu Deus, por todo este remanescente; porque somos apenas alguns dentre muitos, como os teus olhos agora nos veem" (v. 2). Eles reconhecem abertamente sua fragilidade. Veem a si mesmos como um pequeno grupo — sobreviventes cercados por perigos potenciais de potências estrangeiras como a Babilônia ou de sua própria liderança incerta. Ao se dirigirem a Jeremias como o profeta, eles afirmam seu ofício e seu histórico comprovado de transmitir as mensagens do SENHOR.

Eles pedem especificamente orações em seu favor, observando que são um remanescente — um tema importante que se repete nas Escrituras quando Deus preserva alguns fiéis (2 Reis 19:30-31, Isaías 10:20-21). Essa linguagem sobre o remanescente destaca a misericórdia de Deus, pois implica que nem tudo está perdido apesar da catástrofe nacional. Suas palavras nos convidam a ver que a verdadeira esperança reside em um relacionamento com o SENHOR, que não abandona o seu povo nem descumpre as suas promessas.

A frase "como os teus olhos nos veem agora" (v. 2) mostra que o próprio Jeremias podia testemunhar a diminuição do número de fiéis. O que começara como um reino populoso em Judá fora reduzido por conquistas, exílio e conflitos internos. Contudo, ao virem humildemente ao profeta de Deus, eles demonstram uma postura que os crentes de todas as épocas podem imitar: dependência e confiança em vez de orgulho e autonomia.

Eles continuam em Jeremias 42:3 pedindo oração: " para que o Senhor, teu Deus, nos mostre o caminho que devemos seguir e o que devemos fazer" (v. 3), fazendo seu apelo por instruções precisas. Em vez de buscarem conforto genérico, eles querem uma direção clara para suas escolhas imediatas. No contexto bíblico, andar no caminho significa viver em obediência e comunhão com Deus, alinhando o rumo da vida com a Sua vontade da aliança.

Este pedido humilde é uma profunda demonstração de abertura. Sugere uma disposição para submeter as preferências pessoais à vontade de Deus, uma postura repetidamente elogiada nas Escrituras. A pergunta deles ecoa temas bíblicos familiares de buscar o julgamento do Senhor quando o caminho a seguir é incerto — inclusive com paralelos no Novo Testamento, quando buscavam os ensinamentos de Jesus para a vida (Mateus 7:14).

Além disso, eles não limitam sua busca apenas às práticas religiosas, mas desejam orientação para toda a sua jornada — espiritual, política e comunitária. Eles perceberam que, sem o conselho de Deus, seus planos poderiam ruir. Essa disposição para receber o plano de Deus estabelece a base para uma possível mudança em direção a uma maior dependência do SENHOR, um tema que permeia todo o ministério de Jeremias.

Em resposta, lemos que, então, o profeta Jeremias lhes disse: "Eu os ouvi. Eis que orarei ao Senhor, o seu Deus, conforme as suas palavras; e lhes transmitirei toda a mensagem, e o Senhor lhes responderá. Não lhes ocultarei palavra alguma" (v. 4). Jeremias se compromete a transmitir fielmente a direção de Deus, não retendo nada do que o Senhor revelar. Suas palavras e ações expressam o papel de um profeta que é obediente a Deus em primeiro lugar, em vez de buscar agradar a opinião popular.

Jeremias, que começou a profetizar durante o reinado do Rei Josias (por volta de 627 a.C.) e continuou por vários reinados tumultuosos, enfrentou repetidamente oposição e perseguição. Mesmo assim, aqui, ele permanece resoluto em defender a verdade do SENHOR. Essa postura demonstra tanto sua obediência a Deus quanto seu genuíno cuidado com o remanescente que restou. Ele não demonstra animosidade ou relutância, apesar do descaso do povo com suas advertências antes da queda de Jerusalém.

A frase " Não ocultarei uma palavra" (v. 40) reforça a integridade das mensagens de Deus. Jeremias assegura ao povo que, se forem sinceros, receberão o conselho claro e completo do Todo-Poderoso. Para os leitores modernos, isso destaca a prontidão de Deus em falar a verdade por meio de mensageiros confiáveis e nos lembra de valorizar o conselho completo do Senhor, sem escolher apenas as partes que nos agradam.

Então vem a garantia do povo: Disseram a Jeremias: "Que o Senhor seja uma testemunha verdadeira e fiel contra nós, se não agirmos de acordo com toda a mensagem que o Senhor, o seu Deus, lhe enviará" (v. 5). Eles se comprometem com um voto solene, invocando o Senhor como testemunha imparcial. Sua declaração revela o reconhecimento da onisciência de Deus — Ele vê não apenas as ações, mas também os corações por trás delas.

Ao invocarem o SENHOR como testemunha verdadeira e fiel (v. 5), eles se alinham a uma fórmula semelhante a uma aliança, como se fosse um contrato com Deus. A cultura do antigo Oriente Próximo frequentemente selava acordos com juramentos perante uma divindade, enfatizando a seriedade de cumprir a palavra dada. Neste caso, ressalta-se que seu compromisso não é uma declaração leviana, mas uma promessa de fidelidade vitalícia à instrução divina.

Jeremias 42:5 nos encoraja a refletir sobre o peso de fazer promessas diante de Deus. Ressalta que as confissões religiosas não devem vir de emoções passageiras, mas de uma convicção genuína. Se deixarem de obedecer à ordem divina, uma vez dada, reconhecem antecipadamente que o Senhor os confrontará com justiça.

Finalmente, vemos seu compromisso final em Jeremias 42:6: " Seja agradável ou desagradável, daremos ouvidos à voz do Senhor, nosso Deus, a quem estamos enviando vocês, para que tudo nos corra bem quando dermos ouvidos à voz do Senhor, nosso Deus" (v. 6). Nessas palavras, o povo se compromete com a obediência incondicional. Eles declaram que seguirão a palavra de Deus, mesmo que a instrução divina desafie suas preferências ou seu conforto.

Esta declaração marca um passo de fé. Ao afirmarem "quer seja agradável, quer seja desagradável" (v. 6), eles declaram que confiar em Deus significa submeter-se à Sua vontade, independentemente do resultado. Com uma nação em ruínas ao seu redor, eles compreendem que ignorar o mandamento do Senhor só leva a um desastre ainda maior. Por outro lado, ouvi-Lo pode trazer restauração e bênção, oferecendo esperança para o futuro.

Nesse compromisso reside uma verdade universal: a dedicação à direção de Deus transcende as circunstâncias. Essa disposição nos remete ao ensinamento de Jesus de que aqueles que ouvem Suas palavras e agem de acordo com elas são como o homem sábio que construiu sobre a rocha sólida (Mateus 7:24). Aqui, o povo se compromete a estabelecer seu novo caminho com base na instrução revelada por Deus, pavimentando o caminho para uma possível renovação.

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