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Jeremias 44:11-14 Explicação

Na proclamação inicial de Jeremias 44:11-14, o SENHOR revela Sua firme intenção de trazer juízo sobre o Seu povo: "Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: 'Eis que voltarei o meu rosto contra vós para aflição, e exterminarei todo o Judá'" (v. 11). A expressão "voltarei o meu rosto contra vós" (v. 11) transmite a resolução inabalável de Deus em cumprir a Sua decisão. Judá, outrora um reino unificado estabelecido após o reinado de Davi, por volta de 1000 a.C., persistiu como o reino do sul após a divisão de Israel. Agora, nos dias de Jeremias (final do século VII a.C. ao início do século VI a.C.), a desobediência do povo havia se tornado grave, levando o SENHOR a declarar que os privaria das bênçãos de que antes desfrutavam.

O título do SENHOR como "o Deus de Israel" reafirma a aliança que Ele estabeleceu com o Seu povo, um vínculo que incluía tanto promessas de bênção para a obediência quanto advertências de desastre para a rebelião (Deuteronômio 28). Exterminar todo o Judá não significava necessariamente uma destruição imediata e completa, mas sim a quase certeza de que seu status privilegiado entre as nações seria removido. Ao anunciar isso publicamente, Deus demonstra a seriedade do momento: os habitantes de Judá perderiam a proteção divina se não se voltassem para Ele.

Esta mensagem também aponta para o justo julgamento do SENHOR. Assim como Deus dispersou o reino do norte de Israel por meio da conquista assíria (por volta de 722 a.C.), Ele agora adverte que o reino do sul, Judá, enfrenta um destino semelhante. O SENHOR permanece consistente em Seu caráter ao longo das Escrituras, oferecendo misericórdia e administrando justiça com base na fidelidade do Seu povo.

Jeremias 44:12 dirige-se novamente àqueles que fugiram para o Egito em busca de segurança: "' Destruirei o restante de Judá, os que decidiram entrar na terra do Egito para lá habitar, e todos encontrarão o seu fim na terra do Egito; cairão à espada e morrerão de fome. Tanto o menor como o maior morrerão à espada e de fome; e se tornarão uma maldição, um objeto de horror, uma imprecação e um opróbrio'" (v. 12). O Egito, localizado a sudoeste de Judá, no canto nordeste da África, era um poderoso reino conhecido desde os tempos antigos por seus monumentos e sua rica história. Contudo, Deus deixa claro que, mesmo lá, o Seu julgamento alcançará aqueles que se recusaram a obedecer à Sua palavra.

O termo "remanescente" geralmente indica os sobreviventes que permanecem preservados pelo SENHOR. Aqui, porém, o remanescente, tolamente, buscou refúgio no Egito em vez de confiar na proteção de Deus. A advertência explicita as terríveis consequências que enfrentariam: a espada representa a guerra e o conflito, enquanto a fome simboliza a escassez de recursos que frequentemente se segue a conflitos ou cercos.

Em última análise, as ações do povo transformariam seu próprio nome em uma "maldição" e uma "vergonha". Isso representa uma inversão do status especial que Judá outrora possuía. Em vez de ser uma luz para as nações e uma vinha frutífera, a nação se tornaria um sinal da disciplina de Deus — um evento que reverberaria por toda a região como um triste testemunho da falha em seguir as instruções do SENHOR.

No versículo 13, Deus traça um paralelo entre o destino de Jerusalém, a amada capital de Judá, e o futuro que aguarda aqueles que se estabelecem no Egito em busca de segurança: "' Castigarei os habitantes da terra do Egito, como castiguei Jerusalém, com a espada, com a fome e com a peste'" (v. 13). Jerusalém havia caído em 586 a.C. diante do exército babilônico, um evento que marcou uma profunda mudança na história de Judá.

Ao declarar "como castiguei Jerusalém" (v. 13), o SENHOR evoca a memória do cerco babilônico e do subsequente cativeiro sofrido pelos habitantes da cidade. Essa lembrança ressalta que a justiça da Sua aliança é constante, quer o Seu povo permaneça em Judá ou fuja para terras distantes. Sua localização não os protege das consequências da desobediência.

A referência à pestilência se soma à lista de calamidades que os atingiriam. Tais dificuldades frequentemente acompanhavam conflitos prolongados no antigo Oriente Próximo. Esses severos julgamentos ilustram que afastar -se da orientação de Deus acarreta sérias repercussões, um tema que ressoa por toda a Escritura e encontra sua solução definitiva na missão redentora de Jesus (Mateus 1:21).

No versículo 14, o SENHOR declara que aqueles que fugiram para o Egito, na esperança de um dia retornar a Judá, ficarão profundamente desapontados: "' Portanto, não haverá refugiados nem sobreviventes do remanescente de Judá que entrou na terra do Egito para lá residir e depois retornar à terra de Judá, para a qual tanto desejam voltar e viver; pois ninguém retornará, exceto alguns poucos refugiados'" (v. 14). Apesar do desejo de recuperar sua terra natal, eles não retornarão, exceto um número muito pequeno. Esta declaração testemunha as severas limitações impostas por sua desobediência.

O anseio de retornar a Judá revela que, mesmo em meio à rebelião, muitos ainda mantinham um apego à terra que Deus havia dado a seus ancestrais (Gênesis 12:7). Mas Deus explica que suas próprias decisões de abandonar Suas instruções em busca de segurança terrena fecharam esse caminho para a maioria. Seus corações anseiam pelo lar que deixaram para trás, mas suas ações os afastam ainda mais da proteção divina.

Um pequeno grupo, descrito aqui como "alguns refugiados", indica que nem todos estão completamente perdidos. A graça de Deus se manifesta repetidamente na preservação de uma minoria fiel que dará continuidade às Suas promessas (Isaías 10:20-21). Ainda assim, o resultado geral é uma advertência séria: tentar escapar do mandamento de Deus ou buscar segurança sem se submeter a Ele leva à ruína espiritual e, muitas vezes, física.

 

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