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Jeremias 44:15-19 Explicação

Em Jeremias 44:15-19, o povo que vivia no Egito, muitos deles originários de Judá, confrontou Jeremias. O versículo 15 declara: "Então todos os homens que sabiam que suas mulheres estavam queimando sacrifícios a outros deuses, juntamente com todas as mulheres que ali estavam, como uma grande assembleia, incluindo todo o povo que vivia em Patros, na terra do Egito, responderam a Jeremias, dizendo" (v. 15). Patros, localizada na região do Alto Egito, ao sul de Mênfis, tornou-se um lugar de refúgio para alguns judeus após a queda de Jerusalém por volta de 586 a.C. Jeremias, um profeta ativo de cerca de 627 a.C. até algum momento depois de 586 a.C., os havia advertido para não adotarem práticas egípcias, mas aqui o povo justifica abertamente sua adoração a divindades estrangeiras. De muitas maneiras, sua recusa em acatar as palavras de Jeremias reflete uma profunda resistência em se voltar completamente para o SENHOR, que os havia livrado da destruição em Judá.

Ao se estabelecerem na terra do Egito, esses judeus se sentiram distantes da destruição de sua pátria e foram atraídos para os rituais pagãos da região. Eles apresentam seus argumentos coletivamente, fortalecidos por seu número. A menção a homens e mulheres presentes sugere unidade entre eles — um acordo para continuar as práticas que Jeremias condenou. Essa refutação aberta ao profeta de Deus destaca um conflito dramático: eles estavam mais convencidos dos supostos benefícios da idolatria do que das promessas que Deus havia feito ao seu povo.

Em seguida, eles rejeitam categoricamente a mensagem de Jeremias: " Quanto à mensagem que nos deste em nome do Senhor, não a ouviremos!" (v. 16). Esta declaração aberta de desobediência mostra o quão longe o povo havia se afastado da submissão à autoridade do Senhor. Em vez de se converterem da idolatria, eles se apegam ainda mais e rejeitam as advertências do profeta. Essa rebeldia deliberada era um padrão na história de Judá, onde profetas como Isaías e outros tentaram reconduzi-los à adoração fiel, apenas para serem recebidos com recusa (Isaías 30:9-11).

Eles prosseguem delineando suas intenções: " Mas nós, certamente, cumpriremos toda palavra que saiu de nossas bocas, queimando sacrifícios à rainha dos céus e oferecendo-lhe libações, assim como nós, nossos antepassados, nossos reis e nossos príncipes, fizemos nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém; pois então tínhamos fartura de pão, prosperávamos e não víamos nenhum mal" (v. 17). A chamada "rainha dos céus" pode se referir a uma deusa da fertilidade reverenciada no antigo Oriente Próximo. Esses judeus acreditavam que adorá-la trazia bênçãos tangíveis, como prosperidade e segurança.

Ao citarem seus antepassados, reis e príncipes, argumentam que a idolatria fazia parte da vida em Judá antes da tragédia, atribuindo os desastres da fome e da conquista à interrupção dessas oferendas, em vez da explicação bíblica de que essas calamidades resultaram da desobediência a Deus (2 Reis 17:7-12). Essa racionalização revela a profunda confusão cultural e espiritual em sua comunidade.

Eles então explicam seus problemas: " Mas, desde que deixamos de queimar sacrifícios à rainha dos céus e de lhe oferecer libações, tudo nos faltou e encontramos nosso fim pela espada e pela fome" (v. 18). De sua perspectiva, o abandono do culto pagão coincidiu com a queda de Jerusalém e as dificuldades que se seguiram. Sua conclusão equivocada é que os mandamentos do Senhor são de alguma forma prejudiciais, em vez de reconhecerem como seu pecado os levou ao julgamento ( Jeremias 44:2-6).

Essa crença demonstra a tendência humana de interpretar bênçãos e infortúnios através de uma lente espiritual distorcida. Na realidade, as promessas da aliança de Deus com Israel estavam condicionadas à fidelidade em segui-Lo (Deuteronômio 28). Quando Israel quebrou esses termos da aliança e adorou ídolos, perdeu a Sua proteção.

Por fim, as mulheres expressam uma defesa coletiva de suas atividades: " E", disseram as mulheres, "quando queimávamos sacrifícios à rainha dos céus e lhe oferecíamos libações, fizemos para ela bolos sacrificiais à sua imagem e lhe oferecemos libações sem a participação de nossos maridos?" (v. 19). Elas insistem que os homens também sancionaram esses atos, absolvendo-se individualmente ao apontar para o envolvimento de seus maridos. Isso ressalta uma aprovação generalizada da idolatria pela comunidade, sem que nenhum dos gêneros visse necessidade de se arrepender ou mudar de rumo.

Nessas declarações, os corações do povo são revelados. A referência das mulheres aos seus maridos mostra que essa não era uma atividade marginal praticada por alguns indivíduos desviados; pelo contrário, todo o grupo participava voluntariamente ou permitia ofertas pagãs. Jeremias 44:15-19 destaca como o pecado pode se enraizar em uma comunidade, à medida que os laços sociais e familiares reforçam a contínua desobediência a Deus.

Embora ambientado no antigo Egito, o desafio descrito aqui aponta para a necessidade atemporal de fidelidade genuína. Jesus enfatizaria mais tarde a obediência do coração em detrimento da mera conformidade externa (Marcos 7:6-8), chamando as pessoas a uma adoração que seja devotada ao SENHOR tanto exterior quanto interiormente. Mesmo para os crentes de hoje, há uma advertência para examinarmos nossas próprias lealdades e garantirmos que nossa adoração seja dirigida somente a Deus (1 João 5:21).

 

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