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Jeremias 48:36-39 Explicação

Em Jeremias 48:36, o profeta Jeremias descreve a profunda tristeza do SENHOR pela queda de Moabe: " Por isso, o meu coração chora por Moabe como flautas; o meu coração também chora como flautas pelos homens de Quir-Heres. Por isso, perderam a abundância que produziam" (v. 36). Moabe era um antigo reino localizado a leste do Mar Morto, no que hoje é o centro da Jordânia. Ao comparar o som do lamento ao som de flautas, este versículo destaca a atmosfera intensamente emocional que acompanhava o julgamento iminente de Moabe. Jeremias, que profetizou principalmente no final do século VII e início do século VI a.C., transmitiu a mensagem de Deus de que, embora Moabe tivesse prosperado em outrora, perderia as riquezas que havia acumulado com tanto orgulho.

A menção de Kir - heres remete a uma importante fortaleza moabita. Historicamente identificada como Kir-hareseth ou Kerak, era conhecida por sua posição estratégica e fortificada em Moabe. Apesar de sua reputação histórica, nem mesmo essa cidade-chave escaparia da tristeza de seu colapso. O lamento pessoal do SENHOR significa que Seu coração se entristece por aqueles que se afastaram Dele, refletindo um desejo universal de arrependimento. Isso ressoa com outras passagens das Escrituras onde a compaixão de Deus é evidente, fazendo paralelo com a empatia que Jesus demonstrou posteriormente no Novo Testamento (Lucas 19:41) por lugares e pessoas que permaneciam distantes de Deus.

A imagem recorrente de flautas neste versículo parece representar a melodia constante de lamento que acompanharia a ruína da nação. A produção outrora abundante, que simbolizava a provisão de Deus, agora está abandonada. Através das palavras de Jeremias, os leitores veem uma representação da tristeza divina que reconhece o pecado humano, mas também oferece esperança caso os indivíduos retornem à verdade dos caminhos de Deus. No contexto bíblico mais amplo, essas advertências servem como chamados a permanecer humilde e reconhecer a soberania do Senhor.

Dando continuidade ao tema dos versículos anteriores, Jeremias 48:37 declara: " Pois toda cabeça está calva, e toda barba cortada; há feridas em todas as mãos e pano de saco nos lombos" (v. 37). Este versículo descreve os sinais físicos de luto entre o povo moabita. Raspar a cabeça, aparar a barba, cortar a pele e usar pano de saco faziam parte de vários rituais de luto ou desespero no Oriente Próximo, representando visualmente a humilhação e a tristeza. Jeremias destaca como o orgulho da nação está sendo destruído, substituído por demonstrações públicas de pesar.

No antigo Oriente Próximo, a calvície e a barba curta eram características que carregavam um estigma social, numa época em que a barba frequentemente representava honra e maturidade. Ao ordenar a anulação desses símbolos, o SENHOR demonstra uma inversão do status orgulhoso de Moabe: o reino, outrora autoconfiante, agora é forçado a se humilhar. Essa ênfase na humildade pública pode refletir uma verdade espiritual mais profunda, presente em toda a Escritura: Deus pode humilhar qualquer um que se exalte (Provérbios 16:18).

Os cortes cerimoniais e o pano de saco reforçam ainda mais a quebra intencional das defesas de Moabe — tanto física quanto espiritualmente. Ao chamar a atenção para sinais externos de arrependimento ou angústia, Jeremias enfatiza que a verdadeira transformação deve ocorrer no coração. Um povo rendido a Deus ostentaria esses símbolos não apenas em seus corpos, mas também na postura de suas almas, confiando humildemente Nele em vez de em sua própria força.

Continuando o versículo 38, Em todos os telhados de Moabe e em suas ruas há lamentação por toda parte; porque quebrei Moabe como a um vaso indesejável”, declara o SENHOR (v. 38), pinta-se um quadro de luto coletivo onipresente. Os telhados, nas culturas antigas, eram comumente usados para reuniões ou mesmo como dormitórios, tornando-os locais privilegiados para demonstrações públicas de angústia. Ao mencionar cada casa e cada rua, Jeremias enfatiza que nenhum canto de Moabe escapa da dor.

Jeremias 48:38 também apresenta a imagem de Moabe como um vaso outrora considerado útil, mas agora quebrado. Nos tempos bíblicos, a cerâmica desempenhava um papel essencial na vida diária, mas, uma vez quebrada, poucos a consideravam digna de reparo. O estado de destruição de Moabe torna-se um testemunho pungente de como essa nação, outrora próspera, se afastou de Deus e, portanto, foi sujeita a eventos portentosos. Isso ressoa com a triste verdade de que rejeitar a orientação divina pode levar à ruína imprevista.

Apesar da dureza da imagem, notar que o próprio SENHOR está envolvido na destruição de Moabe pode apontar para um propósito por trás desse julgamento. Assim como um oleiro pode remodelar o barro, o SENHOR pode transformar situações se houver arrependimento genuíno. Esse conceito surge repetidamente na narrativa maior das Escrituras, lembrando aos crentes que, mesmo em tempos de julgamento, Deus providencia um caminho para a restauração (Jeremias 18:4), caso haja humildade e obediência.

Finalmente, Como está destruída! Como eles se lamentaram! Como Moabe virou as costas — está envergonhado! Assim, Moabe se tornará motivo de riso e objeto de terror para todos ao seu redor” (v. 39). Jeremias 48:39 revela a vergonha e a derrota definitivas de Moabe. A linguagem do lamento e do virar de costas sinaliza uma completa perda de confiança. Uma nação outrora formidável, que se orgulhava de sua história e força, agora se depara com um fim devastador.

A expressão " motivo de chacota" indica que aqueles que observarem a queda de Moabe apontarão seu declínio como um exemplo de quão rapidamente a glória pode se dissipar na ausência de verdadeira devoção a Deus. Ser objeto de terror ressalta as camadas de medo e pavor que surgem de tal colapso. A vergonha que Moabe experimenta ilustra que nenhuma sociedade é impenetrável se se colocar em oposição aos caminhos de Deus.

Este episódio na profecia de Jeremias reflete um ciclo que se repete ao longo da Bíblia: nações e indivíduos que desconsideram a justiça do SENHOR podem prosperar por um tempo, mas acabam enfrentando as consequências. Esse padrão leva os crentes a um maior senso de humildade e dependência de Deus, antecipando a plenitude da misericórdia encontrada em Jesus, que traz esperança e redenção mesmo nas situações mais sombrias (Romanos 5:8).

 

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