
Na declaração do profeta em Jeremias 49:12, "Porque assim diz o Senhor: Eis que aqueles que não foram condenados a beber o cálice, certamente o beberão; e tu, serás aquele que ficará totalmente impune? Não ficarás impune, mas certamente o beberás" (v. 12), encontramos um retrato impactante da justiça universal de Deus. Jeremias, que ministrou no final do século VII e início do século VI a.C., transmite a mensagem do Senhor de que nenhuma nação — quer acredite que o castigo deva escapar ou não — pode fugir das consequências de seus erros. A imagem de beber de um cálice simboliza a aceitação da plenitude do justo julgamento de Deus, um tema recorrente nas Escrituras (refletido no cálice ao qual Jesus se refere ao enfrentar seu sofrimento, Mateus 26:39). Esse alcance universal da justiça exemplifica a autoridade do Senhor sobre todos os povos.
Jeremias 49:12 lembra a cada leitor que a presunção de inocência sem arrependimento genuíno não pode salvar ninguém do julgamento. O público de Jeremias incluía nações vizinhas que acreditavam poder escapar da mão disciplinar de Deus, mas o profeta adverte que todos devem compartilhar dessa responsabilidade. É um chamado para reconhecer humildemente a soberania do Criador e submeter-se aos Seus padrões justos. Nesse sentido, molda uma atitude de reverência e cautela entre aqueles que ouvem ou leem essas palavras.
Quando Jeremias aborda a inevitabilidade de beber desse cálice, ele destaca o caráter consistente de Deus: Ele não ignora o mal nem quebra Sua promessa de trazer consequências justas. Em vez de oferecer apenas condenação, essa linguagem revela o desejo do SENHOR por um arrependimento genuíno. Embora a advertência seja severa, a implicação é que a humildade, em vez da rebeldia, pode levar à restauração e à misericórdia, uma lição que ecoa por toda a Escritura.
Ao citar Jeremias 49:13, " Porque eu jurei por mim mesmo", declara o Senhor, "que Bozra se tornará objeto de horror, de opróbrio, de ruína e de maldição; e todas as suas cidades se tornarão ruínas perpétuas" (v. 13), Jeremias se refere especificamente à antiga cidade de Bozra. Bozra ficava em Edom, uma região a sudeste do Mar Morto, no que hoje é a Jordânia. Essa área era historicamente associada aos descendentes de Esaú, e a promessa de punição de Deus indica que as ações de Edom, juntamente com as das nações vizinhas, contrariaram a Sua vontade.
Ao mencionar Bozra e proclamar sua ruína, o SENHOR demonstra quão completa e abrangente pode ser a Sua justiça quando um povo resiste continuamente aos Seus mandamentos. Ao longo do ministério de Jeremias, aproximadamente de 627 a.C. até depois da queda de Jerusalém em 587 a.C., ele proferiu oráculos relacionados não apenas ao futuro de Israel, mas também ao das regiões vizinhas. Essa advertência a Edom ressalta o alcance universal do governo de Deus, afirmando que mesmo aqueles que se consideram fora do alcance do Deus de Israel estão sujeitos ao julgamento divino.
Além disso, a profundidade da desolação iminente de Bozra ressalta que cidades poderosas, símbolos de orgulho e indústria, não podem resistir à mão soberana do SENHOR. As palavras de que todas as cidades se tornarão ruínas perpétuas (v. 13) mostram a gravidade do decreto: as fortalezas de Edom não podem confiar na força mortal para superar a diretiva divina, um lembrete relevante para todas as nações que reconhecem ou ignoram a supremacia do SENHOR.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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