
No Salmo 66:5-7, o salmista proclama a majestade de Deus e convida a todos a admirarem os Seus poderosos feitos. Ele declara: Vinde e vede as obras de Deus; terrível é ele nos seus feitos para com os filhos dos homens (v. 5). Este é um convite aberto tanto para crentes quanto para céticos a testemunharem em primeira mão o que o Senhor tem feito ao longo da história. Ao destacar as poderosas intervenções de Deus em favor da humanidade, o salmista prepara o terreno para um reconhecimento mais profundo da autoridade do Todo—Poderoso.
A palavra traduzida aqui como terrível ressalta como as obras de Deus inspiram reverência e espanto. O salmista aponta especificamente para atos de libertação, provisão e maravilhas que demonstram o controle divino sobre a criação. Quando consideramos os relatos bíblicos de Deus salvando o Seu povo — como libertá—los do cativeiro ou conceder—lhes a vitória em circunstâncias impossíveis — torna—se claro que o Seu poder não é uma fábula distante, mas uma força presente e ativa.
Este chamado para vinde e vede ressalta a natureza pessoal da fé. Os crentes são encorajados a examinar tanto a história bíblica quanto suas próprias vidas, reconhecendo a inconfundível mão do Todo—Poderoso. As palavras do salmista nos lembram que podemos nos aproximar do Senhor meditando nas evidências de Seu amor, compaixão e capacidade de resgatar e proteger aqueles que confiam Nele.
Dando continuidade a essa reflexão, o salmista celebra o poder de Deus no versículo seguinte: Converteu o mar em terra seca; passaram a pé através do rio; ali, nos regozijamos nele (v. 6). Essa imagem remete a eventos monumentais da história de Israel, como a travessia do Mar Vermelho em Êxodo 14. O Mar Vermelho fica entre o nordeste da África e a Península Arábica, e esse milagroso esvaziamento de suas águas permitiu aos israelitas escapar em segurança de seus opressores.
O salmista também alude à travessia do rio Jordão em Josué 3, outra barreira milagrosa que Deus abriu para que o Seu povo entrasse na Terra Prometida. O rio Jordão é uma importante via navegável no Oriente Médio, que flui do Mar da Galileia para o Mar Morto, e esse evento demonstra mais uma vez a dedicação do Senhor em cumprir as promessas da Sua aliança. Tanto com o Mar Vermelho quanto com o rio Jordão, Deus provou o Seu poder soberano sobre a natureza e estabeleceu um testemunho duradouro da Sua fidelidade.
A frase nos regozijamos nele convida os fiéis a responderem com louvor e gratidão. A reação natural ao testemunhar tal intervenção divina é a adoração. Ao refletir sobre esses momentos históricos, pessoas de todas as gerações podem compreender que o mesmo Deus que abriu os mares continua agindo nas provações e triunfos diários de seus seguidores. Alegrar—se no Senhor torna—se uma disciplina espiritual ancorada na lembrança do que Ele fez.
O salmista conclui esta seção proclamando: Ele impera pelo seu poder para sempre; os seus olhos estão de vigia sobre as nações. Não se exaltem os rebeldes. (Selá) (v. 7). Aqui, ele enfatiza o reinado eterno de Deus, um reinado que não está sujeito às limitações humanas nem às restrições do tempo. A autoridade de Deus é eterna, estendendo—se desde os primórdios da criação até o futuro distante. A referência à vigilância divina indica que nenhum povo ou instituição opera fora do Seu olhar ou além da Sua jurisdição.
Ao descrever o governo vigilante de Deus, o salmista oferece a segurança de que o mundo não gira sem rumo. Os assuntos humanos, a ascensão e queda de governantes e as correntes políticas mutáveis são todos considerados sob o poder e a abrangência do Todo—Poderoso. Esse tema ressoa com outras passagens bíblicas que enfatizam que Deus vê e conhece todas as circunstâncias (por exemplo, 2 Crônicas 16:9), nos assegurando que Ele não é distante nem indiferente.
A advertência aos rebeldes — Não se exaltem os rebeldes — é um lembrete sóbrio de que nenhuma pessoa ou grupo pode triunfar desafiando o domínio de Deus. Nas narrativas bíblicas, aqueles que tentam se exaltar acima do Senhor ou vivem em incredulidade obstinada frequentemente experimentam a ruína, como visto na Torre de Babel (Gênesis 11). Sob o olhar constante de Deus, as buscas orgulhosas estão fadadas ao fracasso, nos apontando de volta à centralidade da humildade e da adoração.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
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