
No Salmo 66:8-15, o salmista convida todos os povos a adorarem o Senhor, declarando: Bendizei, ó povos, a nosso Deus; e fazei que se ouça a voz do seu louvor (v. 8). Seu desejo é que todos elevem uma só voz em celebração da grandeza de Deus. Este convite vai além de um ato privado de adoração; ele convoca as nações a reconhecerem a dignidade do Senhor em ser louvado. Ao exortar os povos a responderem, o salmista enfatiza como a adoração deve ser uma expressão comunitária e pública de fé.
O salmista também destaca como o poder sustentador de Deus justifica esse louvor universal: O qual preserva em vida a nossa alma e não permite que vacile o nosso pé (v. 9). Há aqui uma confiança inabalável de que Deus protege e preserva os passos do Seu povo, mesmo em tempos de dificuldade. Isso nos lembra que a própria vida é um dom do Criador, e Ele, em Sua graça, nos mantém firmes ao longo do caminho da vida. Ecos desse cuidado sustentador podem ser vistos em toda a Escritura, como quando Jesus diz aos Seus seguidores que o Pai conhece e valoriza cada pardal (Lucas 12:6-7).
Contudo, o salmista reconhece que essa presença sustentadora às vezes vem através das dificuldades. Ele proclama: Pois tu, ó Deus, nos tens posto à prova; tens nos afinado, como se afina a prata (v. 10). As provações não são aflições sem propósito, mas processos de refinamento, semelhantes à prata sendo aquecida para remover as impurezas. As dificuldades nos livram do que é desnecessário para que o povo de Deus cresça em pureza. São lições de fé, que testam o coração e comprovam o caráter fiel de Deus em tudo.
Dando continuidade ao tema da provação, o salmista diz: Fizeste—nos entrar no laço do caçador; pesada carga puseste sobre as nossas costas (v. 11). Essa metáfora de ser capturado ou aprisionado transmite a severidade da disciplina de Deus. O fardo colocado sobre seus ombros alude às provações que pesam muito sobre eles. Em vez de destruição, porém, esses fardos cultivam a humildade e a dependência da força de Deus. Tal disciplina também teve um papel importante na história de Israel, lembrando—os de que a libertação muitas vezes se seguia a períodos de provação.
Ele continua: Fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste para a abundância (v. 12). Embora os inimigos nos oprimissem e as circunstâncias parecessem insuportáveis, Deus, em última análise, conduziu os seus à segurança. Fogo e água — uma forma poética de descrever perigos extremos — não consumiram os fiéis. Em vez disso, Deus os conduziu à liberdade. Essa promessa de libertação serve como um lembrete de que as provações da vida são, muitas vezes, períodos que trazem maiores bênçãos, como prenunciado em Romanos 8:28.
Movido pela gratidão, o salmista declara: Entrarei na tua casa com holocaustos, pagar—te—ei os meus votos (v. 13). As manifestações públicas de adoração sob a antiga aliança envolviam ofertas no templo de Jerusalém. Embora não seja mencionada nominalmente aqui, Jerusalém foi o centro espiritual de Israel a partir de cerca de 1003 a.C., estabelecida como tal quando o Rei Davi (reinado de 1010 a.C. a 970 a.C.) trouxe a Arca da Aliança para esta cidade. A resolução do salmista em cumprir seus votos transmite a intenção de honrar os compromissos assumidos em momentos de desespero.
Ele esclarece ainda mais esses votos, dizendo: Os quais os meus lábios proferiram, e a minha boca prometeu, quando eu estava na angústia (v. 14). Em meio ao sofrimento, não era incomum que os israelitas prometessem ofertas ou atos de devoção ao Senhor assim que recebessem a libertação. Aqui, o salmista está preparado para cumprir sua promessa, mantendo a integridade ao realizar o que prometeu em sua necessidade. Isso destaca a importância de lembrar os compromissos feitos diante de Deus.
Concluindo esta seção, o salmista proclama: Oferecer—te—ei holocaustos de reses gordas, com incenso de carneiros; oferecerei novilhos com cabritos. (Selá) (v. 15). Essas ofertas faziam parte do sistema sacrificial estabelecido séculos antes, registrado em Levítico, para expressar adoração e devoção. A menção de carneiros, touros e bodes reflete a observância fiel dos atos sacrificiais prescritos. Em uma aplicação moderna, podemos ver isso como um lembrete de que uma verdadeira resposta à libertação de Deus é nos dedicar completamente a Ele, oferecendo o que temos e quem somos em gratidão.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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