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The Blue Letter Bible
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Salmo 69:5-12 Explicação

O rei Davi inicia esta seção de sua oração admitindo diante do Senhor: Ó Deus, tu conheces a minha estultícia, e as minhas culpas não te são ocultas (v. 5). Aqui, no Salmo 69:5-12, ele reconhece humildemente que Deus vê tudo, inclusive seus pecados e erros, e essa transparência estabelece o tom para a confiança na misericórdia divina. No antigo Israel, tanto líderes quanto plebeus reconheciam que o Criador tinha o poder de julgar e perdoar, o que ressalta a seriedade da confissão de Davi. Aqui, as palavras de Davi nos lembram que a confissão diante de Deus é o primeiro passo para a restauração e a renovação espiritual.

Suas palavras também indicam que nenhuma transgressão escapa à atenção divina. Da posição de Davi como um rei poderoso, admitir suas falhas ilustra que ninguém está acima da responsabilidade. Seja em posições de autoridade ou entre o povo, a Bíblia destaca consistentemente a onisciência de Deus (Salmo 139:2). O apelo de Davi revela um relacionamento pessoal e íntimo com Deus, onde o rei não se esconde, mas implora por compreensão.

Ao refletir sobre este versículo, os leitores modernos podem perceber que a humildade e a honestidade para com Deus são disciplinas fundamentais. Davi se apoia no caráter do Senhor, confiando que não será rejeitado por causa de seus erros, mas sim guiado e restaurado.

Com contínua vulnerabilidade, ele suplica: Não sejam envergonhados por minha causa os que em ti esperam, ó Jeová, Deus dos Exércitos; não sejam por meu respeito confundidos os que te buscam, ó Deus de Israel (v. 6). O desejo de Davi é que suas lutas pessoais não prejudiquem a fé daqueles que o admiram ou que buscam a Deus. Ele demonstra preocupação com o bem-estar espiritual de Israel, reconhecendo que suas ações como rei podem ter consequências para toda a comunidade.

A expressão os que em ti esperam refere-se às pessoas que confiam no tempo e na libertação do Senhor. Ao chamá-Lo de Senhor Deus dos Exércitos, Davi evoca a imagem de um Deus poderoso que comanda os exércitos celestiais, enfatizando o poder supremo do Senhor. Ao mesmo tempo, a referência de Davi a Ó Deus de Israel ressalta uma relação de aliança que remonta a Abraão, Isaque e Jacó. Essa profunda herança forma o contexto da identidade comunitária e da devoção na terra de Israel.

Podemos inferir da oração de Davi que, como crentes, nossa conduta afeta aqueles ao nosso redor. Em vez de isolar nossa devoção, Davi mostra que nossa caminhada com Deus pode tanto encorajar quanto afastar outros da fé, um princípio frequentemente reiterado no Novo Testamento (1 Coríntios 8:9-13).

Continuando sua confissão, Davi proclama: Pois, por amor de ti, tenho suportado afrontas; confusão me cobre o rosto (v. 7). Nessas palavras, ele observa que sua vergonha pública está diretamente relacionada à sua lealdade a Deus. Assim como os crentes que enfrentam hostilidade hoje, Davi experimenta a desonra precisamente porque é dedicado à verdade divina e se recusa a abandonar sua devoção.

Essa vergonha, que ele suporta por amor de Ti, demonstra que servir ao Senhor às vezes traz desprezo daqueles que rejeitam os caminhos de Deus. Historicamente, Davi enfrentou oposição tanto de inimigos externos quanto de dentro de sua própria corte. Sua declaração significa que o sofrimento nem sempre é um castigo por transgressões, mas pode ser uma consequência de permanecer firme na justiça de Deus.

Ao se humilhar apesar dessas humilhações, Davi mostra que o Senhor pode trazer redenção e vindicação aos seus fiéis. Ele prefigura temas que mais tarde se cumpriram em Jesus Cristo, que voluntariamente tomou sobre si o opróbrio dos pecadores (Romanos 15:3).

Conforme a passagem prossegue, Davi lamenta: Tornei-me estranho a meus irmãos e alheio para os filhos de minha mãe (v. 8). Ele sinaliza aqui a dor da rejeição familiar. Isso pode se referir a um afastamento real dentro de sua família extensa, ou pode retratar poeticamente aqueles em sua comunidade que deveriam tê-lo apoiado, mas, em vez disso, o abandonaram.

No contexto cultural do antigo Israel, os laços familiares eram profundamente significativos, com os lares formando a unidade social fundamental. O afastamento dos irmãos seria uma fonte de profunda mágoa. A confissão de Davi se dirige a qualquer pessoa que experimente rejeição, mesmo por parte daqueles mais próximos, por permanecer fiel aos mandamentos de Deus.

Apesar desse isolamento, Davi persevera, buscando companhia no Senhor. Sua fé molda sua perspectiva, afirmando que servir a Deus vale a pena, independentemente do custo pessoal. A angústia emocional de relacionamentos rompidos se torna uma oportunidade para se aproximar do Pai Celestial.

Ele coloca a causa de seu sofrimento em foco com mais clareza ao dizer: Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim (v. 9). Davi pode estar se referindo ao santuário ou à morada simbólica de Deus com o seu povo. Seu zelo indica uma intensa paixão pela honra da presença e adoração do Senhor.

Esse mesmo zelo ecoa no Novo Testamento a respeito de Jesus, quando seus discípulos relembram essas palavras após Ele expulsar os cambistas do templo (João 2:17). O fervor em preservar a santidade na adoração pode atrair o desprezo daqueles que a incompreendem ou a rejeitam. Davi sente o desprezo que as pessoas nutrem contra o próprio Deus, o que destaca a dimensão espiritual de suas provações.

Os leitores podem se identificar com a santa paixão de Davi, reconhecendo que a verdadeira devoção a Deus muitas vezes atrai oposição. Contudo, ao compartilharmos a repreensão de Deus, compartilhamos também de Sua vitória, confiando que Ele vindica aqueles que O buscam com paixão.

Sua angústia se intensifica nas palavras: Quando chorei e castiguei a minha alma com jejum, isso se me tornou em afrontas (v. 10). Davi mostra que até mesmo seus atos sinceros de arrependimento e disciplina espiritual o levam ao ridículo. O jejum, uma prática de humilhação perante Deus, destaca a sinceridade do coração e um pedido fervoroso por intervenção divina.

Este versículo sugere que aqueles ao redor de Davi interpretam sua devoção como fraqueza. Eles usam sua tristeza e o consequente jejum como uma ocasião para insultá-lo. Em vez de receber empatia, ele recebe zombaria.

Ainda assim, Davi não desiste. Em vez disso, continua a derramar seu coração, confiando que Deus vê cada lágrima e honra cada aspecto de sua adoração humilde. Isso convida os crentes de todas as épocas a permanecerem firmes quando a devoção é mal compreendida pela cultura ao seu redor.

Ele continua afirmando: Quando do cilício fiz o meu vestido, fui para eles um provérbio (v. 11). O cilício era uma vestimenta grosseira tipicamente usada em tempos de luto ou profundo arrependimento no antigo Israel. Ao se chamar de objeto de desprezo, Davi quer dizer que as pessoas o tratavam não apenas como assunto de fofoca, mas como uma expressão ou símbolo de escárnio.

Suas demonstrações públicas de remorso e humildade são recebidas com escárnio. Em vez de responder com compaixão, sua comunidade transforma sua tristeza em motivo de chacota. Isso aprofunda a dor pessoal e o isolamento que Davi vivencia.

Contudo, ao se voltar para Deus em vez de retaliar, Davi une seu sofrimento a um propósito divino. Tal exemplo aponta para Jesus, que também foi zombado publicamente, mas permaneceu firme em carregar os fardos da humanidade (Mateus 27:27-31).

Por fim, Davi encerra esta seção observando: Falam de mim os que estão sentados à porta; sou objeto das cantigas dos bêbados (v. 12). Um portão da cidade no antigo Israel era mais do que uma entrada física — servia como um centro importante para o comércio, disputas legais e discussões da comunidade. Para Davi, ser o assunto de conversa em uma área tão proeminente indicava o desprezo generalizado que ele sofria entre o público.

A menção de bêbados cantando sobre ele acrescenta mais uma camada de humilhação. Não apenas os líderes e anciãos no portão falam mal dele, mas aqueles que se entregam à folia também o transformam em motivo de ridículo. Essa zombaria universal ressalta a intensa solidão de Davi e a magnitude da oposição que ele enfrenta, tanto das camadas mais altas quanto das mais baixas da sociedade.

Contudo, em meio a todas essas provações, a confiança de Davi no Senhor permanece inabalável. Em vez de buscar se justificar por meio da força humana, ele se volta firmemente para Deus, certo de que a vindicação final reside na corte celestial.

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