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Salmo 68:32-35 Explicação

No Salmo 68:32-35 lemos: Reinos da terra, entoai cânticos a Deus; cantai louvores ao Senhor, (Selá). Este chamado à adoração se estende além de Israel a todas as nações, convidando todos os reinos e domínios sob o céu a elevar cânticos de louvor. A palavra Selá frequentemente significa uma pausa ou um momento de reflexão, levando todos que leem ou ouvem essas palavras a contemplar a majestade do domínio global de Deus. Historicamente, o Rei Davi - que reinou sobre Israel aproximadamente de 1010 a.C. a 970 a.C. - é considerado o autor de muitos salmos, incluindo este, estabelecendo assim uma diretriz atemporal para as gerações futuras proclamarem a honra de Deus.

Este mandamento para cantar enfatiza a unidade entre inúmeros povos diversos. Ressalta que o Todo-Poderoso é digno de toda voz, não apenas de um grupo seleto ou de uma única nação. O domínio de Deus não conhece fronteiras, estendendo-se a todas as partes da Terra, criando um coro universal de adoração. Mesmo antes do ministério terreno de Cristo, as palavras do salmista antecipam um plano global de salvação, posteriormente cumprido por Jesus, que envia seus discípulos aos confins da Terra (Mateus 28:19).

Ao convocar todos os reinos da terra, o salmista destaca a legítima soberania de Deus. Esse tema ressoa por toda a Escritura, reafirmando que todos os povos são convidados a estar sob o reinado do Senhor. No Novo Testamento, Apocalipse 7:9 mostra uma grande multidão de todas as nações diante de Deus, cumprindo essa visão de louvor universal. A ideia de todos se unirem em cânticos revela a amplitude do plano de Deus, conectando as proclamações do Antigo Testamento com os seus cumprimentos no Novo Testamento.

Àquele que monta sobre os céus dos céus desde a antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa (v. 33). Esta imagem de Deus ocupando os mais altos céus fala do Seu poder incomparável e do Seu reinado eterno. Ele não está confinado à terra, mas reina a partir dos reinos celestiais, desfrutando de domínio além do reino visível. No contexto histórico de Davi, proclamar a autoridade de Deus sobre os céus levou os ouvintes a reconhecerem que não há deus ou poder que rivalize com o Supremo que reina desde a antiguidade.

A expressão uma voz poderosa nos lembra que, quando Deus fala, a criação responde. Ao longo do Antigo Testamento, a voz de Deus trouxe o mundo à existência, subjugou nações e guiou o destino do Seu povo, Israel, situado na costa leste do Mar Mediterrâneo. Essa mesma voz falaria por meio de profetas e encontraria sua expressão máxima quando o Verbo se fez carne em Jesus (João 1:14). Assim, a natureza eterna do poder de Deus ressoa na era do Novo Testamento.

Além disso, o salmista exorta os crentes a estarem atentos às proclamações do Senhor. A poderosa voz de Deus não é distante nem silenciosa; ela se dirige ao Seu povo e exerce autoridade sobre todas as circunstâncias. Suas promessas e mandamentos ecoam pelas Escrituras, convidando-nos a uma resposta de fé e reverente temor.

Atribui força a Deus, cuja majestade é sobre Israel, e cuja força está nos céus (v. 34). Atribuir força a Deus significa reconhecê-Lo como a fonte suprema de poder. Embora Davi fale como rei de Israel, ele reconhece que todo o sucesso do seu reino pertence à mão do Altíssimo. Historicamente, Israel foi um farol das intervenções de Deus, representando a prova da Sua majestade e proteção.

A frase Sua majestade é sobre Israel aponta especificamente para a relação especial da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Embora essa nação escolhida habite uma área geográfica relativamente pequena, a majestade de Deus se estende muito além de suas fronteiras. Davi, que viveu cerca de um milênio antes de Jesus, compreendeu que o cuidado providencial do Senhor sobre Israel abençoaria toda a terra (Gênesis 12:3), uma ideia que culminou na vinda do Messias.

A expressão cuja força está nos céus expande esse pensamento, lembrando ao adorador que o poder do Senhor é visível não apenas no reino terreno, mas também na vasta extensão dos céus. Esse tema da força cósmica de Deus encontra ecos no Novo Testamento, onde o reinado de Jesus se estende sobre todos os principados e potestades (Efésios 1:21). O salmo, portanto, forma uma ponte entre a fé do antigo Israel e o testamento global da realeza de Cristo.

Ó Deus, tu és terrível no teu santuário. O Deus de Israel, ele dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus! (v. 35). O salmista conclui esta passagem com uma exclamação reverente da grandeza de Deus, focando-se no santuário - uma referência ao lugar santo onde a presença de Deus se manifestava de forma especial entre o seu povo. Na época de Davi, o santuário provavelmente se referia ao tabernáculo e, posteriormente, ao templo em Jerusalém, significando um local central onde o Todo-Poderoso escolheu habitar de uma maneira singular.

Ao declarar que o próprio Deus de Israel dá força e poder ao povo, o salmista afirma a disposição de Deus em compartilhar seu poder com aqueles que confiam nele. Essa graciosa concessão de força se concretiza plenamente no Novo Testamento quando o Espírito Santo capacita os crentes (Atos 1:8). A reverência e o espanto diante da presença de Deus, antes confinadas a um santuário físico, tornam-se acessíveis a todos os que creem na obra redentora de Cristo.

Finalmente, "Bendito seja Deus" une os corações de todos os adoradores, do passado e do presente, em um louvor final à natureza e às obras do Senhor. Declarar bênção sobre Deus expressa gratidão e honra, uma oferta que conclui este salmo em tom de exaltação. O adorador exalta o nome do Senhor, reconhecendo cada demonstração de Sua generosidade e proteção.

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