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Salmo 68:28-31 Explicação

No Salmo 68:28-31, Davi, que reinou como rei de Israel por volta de 1010 a 970 a.C., invoca o poder de Deus ao proclamar: O teu Deus ordena que sejas forte. Fortalece, ó Deus, o que obraste por nós (v. 28). Essas palavras enfatizam que a ordem para a força vem do próprio Senhor, significando a Sua autoridade soberana. Ao pedir a Deus que manifeste ativamente o Seu poder, Davi reconhece que experiências passadas de libertação e provisão foram demonstrações do favor divino. O povo de Deus, na época de Davi e depois dela, muitas vezes se viu em circunstâncias em que o esforço humano não prevaleceria, mas mesmo assim confiou na intervenção de Deus, conforme as promessas da Sua aliança (Gênesis 12:1-3, Romanos 8:28). Este versículo ressoa com o crente que sentiu o poder sustentador de Deus diante de adversidades avassaladoras, apontando para a verdade imutável de que o Senhor é a nossa força.

Em outro sentido, O teu Deus ordena que sejas forte lembra aos leitores o poder divino que Deus concede àqueles que O buscam. Assim como os primeiros seguidores de Jesus, que foram instruídos a confiar no Espírito Santo para sua missão (Atos 1:8), pessoas de todas as épocas são encorajadas a recorrer aos recursos ilimitados de Deus. O apelo, Fortalece, aponta para o coração do crente - o clamor para que Deus seja visivelmente ativo, moldando os eventos e as circunstâncias humanas para a Sua glória. Ressalta que, não importa como as circunstâncias mudem, Deus permanece constante, pronto para responder às orações que se alinham ao Seu propósito.

A menção de Davi sobre Deus ter agido em nosso favor também destaca uma perspectiva histórica. Ao longo da história de Israel, desde o Êxodo do Egito sob a liderança de Moisés (1446 a.C.) até o seu estabelecimento na Terra Prometida sob a liderança de Josué, o Senhor demonstrou repetidamente o Seu poder. Essa lembrança da libertação no passado desperta esperança e louvor para as situações presentes e futuras, ilustrando que os feitos de Deus na história alimentam a fé do Seu povo.

Continuando, Davi declara: Por causa do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes (v. 29). Jerusalém, situada na antiga região da Judeia, tornou-se o centro político e espiritual de Israel durante o reinado de Davi. É o lugar onde Salomão, filho de Davi, construiria o templo, um testemunho da presença de Deus entre o seu povo. Reis de várias nações traziam tributos para honrar a Deus, afirmando simbolicamente a sua supremacia sobre tudo. Isso reflete o tema bíblico dos poderes mundanos prestando homenagem ao verdadeiro Rei, visto mais tarde no Novo Testamento, quando os magos do Oriente apresentam seus presentes ao menino Jesus (Mateus 2:11).

A expressão Por causa do teu templo em Jerusalém também transmite a ideia de que o santuário de Deus serve como uma manifestação visível da Sua santidade e governo. Governantes das regiões vizinhas reconheciam o templo não apenas como um local de culto, mas como um centro que representava o domínio do Deus de Israel. A imagem de reis trazendo presentes ressalta o desejo universal por bênçãos e paz que eles encontravam ao reconhecer o Deus de Israel. Em uma reflexão moderna, este versículo pode ser conectado ao reconhecimento mais amplo da soberania de Deus, visto que o Salmo 2 também fala de reis sendo advertidos a prestar homenagem ao Senhor.

A prioridade é a glória de Deus: as palavras de Davi não se referem à celebração do poder humano, mas à exaltação do divino. A menção de Jerusalém como um centro de adoração continua a lembrar aos crentes que Deus é a fonte suprema de bênção e libertação espiritual, de modo que até mesmo os poderes políticos se veem atraídos pela graça do Senhor que habita no meio do seu povo.

Davi então suplica ao Senhor que Repreende a besta-fera dos caniçais, a multidão dos touros e os bezerros dos povos, calcando aos pés os pedaços de prata. Dissipou os povos que se deleitam em guerra (v. 30). Essa linguagem rica em simbolismo evoca imagens de poderes destrutivos e opressores violentos sendo subjugados pela repreensão verbal de Deus. O antigo Israel enfrentava ameaças frequentes de nações hostis, mas Davi reconhecia que a vitória, em última instância, vinha do próprio Deus. A expressão bestafera dos caniçais pode retratar inimigos à espreita, aguardando o momento certo para atacar, uma tática de agressão que necessita de subjugação divina.

A menção da multidão de touros evoca imagens de forças dominadoras e furiosas que ameaçam os indefesos. Davi confia que somente o Senhor pode neutralizar a riqueza e as alianças de um povo belicoso, metaforicamente indicadas pelas moedas de prata que pisoteiam. Há também uma dimensão moral: aqueles que se deleitam na guerra se opõem aos mandamentos de Deus para a paz e a justiça. Assim como Jesus ensinou seus seguidores a serem pacificadores (Mateus 5:9), o Salmo enfatiza que Deus intervém contra aqueles que prosperam no conflito.

Nos dias de Davi, a dispersão de nações hostis ilustrava a seriedade da justiça de Deus. Os crentes de hoje podem ver a correlação entre esses antigos inimigos e as forças espirituais ou adversidades que enfrentam. A promessa permanece: o Senhor lidará com toda ameaça ao Seu reino. A vitória final pertence a Ele, e a paz prevalecerá sob o Seu governo, prefigurando o triunfo final de Cristo sobre o mal (Apocalipse 20:10).

Finalmente, Davi proclama: Do Egito virão magnates; a Etiópia se dará pressa em estender as mãos para Deus (v. 31). O Egito, historicamente localizado no nordeste da África, às margens do rio Nilo, desempenhou um papel fundamental nos primórdios de Israel. A libertação de Israel da escravidão egípcia (1446 a.C.) tornou-se um evento central que estabeleceu a identidade de Deus como Libertador. A Etiópia, ao sul do Egito, no Chifre da África, também era um poderoso reino, conhecido em algumas traduções como Cuxe. Sua menção indica o alcance de Deus que se estendia além dos vizinhos imediatos, abrangendo terras distantes e povos atraídos a adorá-Lo.

Essa visão de reinos como o Egito e a Etiópia oferecendo lealdade a Deus destaca o Seu desejo de que toda a terra reconheça o Seu senhorio. Nações estrangeiras, antes percebidas como poderosas adversárias, são retratadas se voltando para o Senhor. Tal tema se repete nas Escrituras, culminando na Grande Comissão, onde Jesus ordena aos Seus discípulos que façam discípulos de todas as nações (Mateus 28:19). Todos são bem-vindos a vir para o governo vivificante do único Deus verdadeiro, uma esperança prenunciada inicialmente por essas alusões messiânicas no salmo de Davi.

Em um contexto mais amplo do evangelho, a prontidão do Egito e da Etiópia em buscar a Deus reflete a narrativa bíblica abrangente de restauração e reconciliação. As nações não são mais apenas adversárias, mas se tornam adoradoras, afirmando o chamado compartilhado da humanidade para honrar o Criador. O anseio de Davi para que o mundo se unisse em louvor ressoa com o plano de Deus de reunir pessoas de todas as tribos e línguas no reino celestial (Apocalipse 7:9). Essa adoração inclusiva ressalta a expansão emocionante da Sua graça.

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