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The Blue Letter Bible
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Salmo 68:24-27 Explicação

No Salmo 68:24-27, o salmista descreve vividamente a entrada triunfal do povo de Deus, declarando: Eles viram, ó Deus, a tua entrada, a entrada do meu Deus, do meu Rei, no santuário (v. 24). Essas palavras pintam um quadro de um grande desfile, onde a presença do Senhor é exibida abertamente diante de todos que contemplam a Sua glória. O santuário aqui provavelmente se refere ao local sagrado de culto em Jerusalém, cidade central para o culto e a devoção hebraica. Sob o reinado do Rei Davi (por volta de 1010 a.C. a 970 a.C.), a Arca da Aliança foi trazida para a Cidade de Davi, simbolizando que Deus estava entronizado entre o Seu povo e recebendo o seu louvor.

A expressão tua entrada ressalta a majestade e a autoridade do Senhor, que conduz seus fiéis à vitória. Ao chamar Deus de meu Rei, o salmista afirma tanto a devoção pessoal quanto a lealdade nacional, destacando que nenhum governante terreno pode igualar seu poder supremo. Essa cena de procissão divina encontra ecos na adoração cerimonial ao longo das Escrituras, apontando para a realeza suprema de Jesus, que também entra em vitória e impede o domínio do pecado sobre o seu povo (Lucas 19:38).

O santuário é mais do que um mero espaço físico; é o ponto de encontro entre Deus e os fiéis, onde os corações se inflamam de reverência. Para Israel, Jerusalém era um centro de adoração, lembrando a eles de que a presença orientadora de Deus habitava entre eles. O povo de Deus, ao longo dos séculos, continua a celebrar a Sua procissão, reconhecendo a Sua soberana presença em cada vida que O acolhe.

Dando continuidade a esse tema festivo, o salmista descreve o louvor alegre dos congregados com as palavras: Iam na frente os cantores, atrás os tocadores de instrumentos de cordas, no meio das donzelas que tocavam adufes (v. 25). O canto e a música eram componentes vitais da adoração no antigo Israel, expressando gratidão sincera e reverência ao Todo-Poderoso. Esses sons alegres criam uma atmosfera de unidade e devoção compartilhada entre todos os participantes.

Instrumentos como pandeiros, harpas e címbalos frequentemente acompanhavam procissões alegres, sinalizando celebração e vitória espiritual. A menção de jovens tocando pandeiros revela que todos os segmentos da comunidade de Deus estavam envolvidos na adoração; ninguém era excluído de oferecer uma harmoniosa demonstração de louvor. Essa unidade de vozes e instrumentos retrata uma comunidade completa, centrada em Deus, regozijando-se em Seu triunfo.

Essas cenas de adoração demonstram o valor das expressões comunitárias de louvor. Séculos depois, a igreja primitiva também enfatizou a adoração comunitária (Colossenses 3:16), se baseando na tradição estabelecida pelos salmos e celebrações. O poder do louvor unido permanece como testemunho de como o povo de Deus o reconhece como a fonte de toda bênção e vida.

O convite à adoração, então, amplia seu olhar para toda a comunidade: Nas congregações, bendizei a Deus, ao Senhor, vós que sois da fonte de Israel (v. 26). Este chamado exorta cada coração a se unir na proclamação da grandeza de Deus. A referência à fonte de Israel sugere uma imagem de sustento vital, lembrando aos adoradores que Israel encontra suas origens, sobrevivência e força no Senhor.

Quando o salmista diz Nas congregações, bendizei a Deus, não se refere simplesmente a palavras gentis; trata-se de um reconhecimento mais profundo de dependência e gratidão. Bendizer a Deus é reconhecer com alegria que somente Ele é digno de exaltação e honra. Essa profunda verdade transcende o tempo, estendendo-se a qualquer reunião de crentes que se juntam para honrar o Rei dos Reis.

A expressão ao SENHOR coloca o foco diretamente no nome pessoal de Deus. Usar o nome divino na adoração ressalta tanto a intimidade quanto a reverência. Este convite convida todos os descendentes de Jacó - também chamado Israel - a se unirem à sua legítima herança de exaltar o único Deus verdadeiro.

Por fim, o salmista destaca várias tribos: Ali, está o pequeno Benjamim, seu chefe; os príncipes de Judá, em grande número, os príncipes de Zebulom, os príncipes de Naftali (v. 27). Benjamim, embora a menor tribo e o berço da linhagem de Saul, é reconhecido entre os líderes, testemunhando que Deus concede honra independentemente da posição social. Judá, intimamente associada ao reinado de Davi, se apresenta como uma figura central, que historicamente ancorou a linhagem através da qual o Messias viria.

Zebulom e Naftali residiam nas regiões do norte da terra de Israel, perto do Mar da Galileia. Ao mencionar essas tribos, o salmista unifica todas as regiões da nação - norte e sul, pequenas e grandes - sob a presença da majestade de Deus. É um ato coletivo de adoração que abrange diferentes regiões, enfatizando o senso de nacionalidade e identidade compartilhada.

Essa unidade sob a liderança de Deus prefigura a descrição do Novo Testamento de uma família espiritual unificada, composta por pessoas de todas as tribos e línguas (Apocalipse 7:9). Independentemente de sua origem ou localização, todos vêm celebrar o Senhor que concede o Seu amor da aliança àqueles que O buscam.

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