
No Salmo 68:19-23, lemos: Bendito seja o Senhor, que diariamente leva a nossa carga. Deus é a nossa salvação. (Selá) (v. 19). Aqui o salmista proclama o cuidado incessante do Senhor, enfatizando que o próprio Deus assume as preocupações do seu povo. O termo diariamente sugere o seu apoio constante e fiel, lembrando aos crentes que eles nunca enfrentam as dificuldades da vida sozinhos. Essa gratidão transbordante nos leva a reconhecer Deus como a fonte da libertação, apontando para a salvação final encontrada em Cristo no Novo Testamento (1 Pedro 2:24).
Ao dizer Deus é a nossa salvação, o salmista destaca que o verdadeiro resgate e restauração provêm somente de Deus. Historicamente, o Rei Davi (1010-970 a.C.) compôs muitos salmos para expressar a confiança no Senhor para proteção contra os inimigos. Esse reconhecimento do poder salvador de Deus ressoa por toda a Escritura, pois ressalta a verdade de que os seres humanos dependem de Sua constante libertação.
A exclamação Bendito seja o Senhor demonstra uma postura de adoração, gratidão e reverência. Louvá-Lo é a resposta natural à bondade divina e molda o coração do crente para a humildade. Também nos lembra que, todos os dias, o povo de Deus pode descansar em Sua fidelidade inabalável e enfrentar as provações da vida sabendo que Ele carrega seus fardos.
Permanecer em Deus para nós é um Deus poderoso para salvar; a Jeová, Senhor nosso, pertencem os livramentos da morte (v. 20). O salmista proclama que o resgate do Senhor não é um evento isolado; é contínuo e se repete. Isso se apresenta como uma ousada declaração de fé e um encorajamento inspirador de que a história de atos salvadores de Deus continua no presente.
Quando as Escrituras dizem que Ele é um Deus poderoso para salvar, isso transmite a ideia de que o caráter do Senhor é definido pelo Seu desejo de resgatar. Os crentes podem observar as Suas intervenções ao longo da história bíblica, desde a libertação de Israel do Egito (Êxodo 12) até a vida ressuscitada concedida no evangelho. O poder de Deus para salvar transcende o tempo e está disponível em todas as gerações.
A expressão livra da morte dramatiza a completude da Sua libertação. Isso antecipa a vitória sobre a sepultura conquistada por Jesus Cristo, que venceu a morte para que os crentes pudessem herdar a vida eterna. As palavras do salmista servem, portanto, como um prenúncio, antecipando a esperança cumprida encontrada no Novo Testamento (1 Coríntios 15:57).
Em seguida, a passagem Mas Deus esmigalhará a cabeça dos seus inimigos, o crânio cabeludo daquele que prossegue nos seus delitos (v. 21) afirma como o poder salvador de Deus é acompanhado por um julgamento justo. Quando o Senhor esmaga os seus inimigos, isso destaca a sua santidade e o seu compromisso em defender a justiça. Essa imagem ressalta a gravidade do pecado persistente.
O salmista ilustra o castigo divino usando o motivo da cabeça de Seus inimigos, simbolizando sua derrota total. A linguagem vívida revela que nenhuma oposição ao reino de Deus perdura para sempre. A aplicação final da justiça pelo Senhor oferece esperança àqueles que sofrem injustiça, assegurando que o mal não fica impune.
A referência ao crânio cabeludo descreve vividamente os transgressores orgulhosos e obstinados, cuja persistência no mal culmina em um julgamento final. Este versículo aponta para a postura inflexível de Deus contra o mal, o que está em consonância com o testemunho bíblico mais amplo de que o mal é, por fim, humilhado sob o Seu poder (Apocalipse 19:11-16).
Como o salmo continua, Disse o Senhor: Desde Basã, farei voltar, fá-los-ei tornar das profundezas do mar (v. 22). A imagem evoca o poder soberano de Deus sobre todos os lugares. Basã era uma região localizada a leste do rio Jordão, conhecida por suas terras férteis e exércitos formidáveis na antiguidade. Isso indica que, mesmo de fortalezas ou territórios distantes, os inimigos de Deus não podem escapar de Sua autoridade.
Ao mencionar Basã, o texto evoca vitórias militares passadas nas quais o Senhor derrotou inimigos poderosos (Números 21:33-35). Isso reafirma aos fiéis que, não importa onde surja a oposição - seja em terra ou nas profundezas do mar - o alcance de Deus se estende a todos os cantos da Terra. A confiança do salmista na soberania de Deus é inabalável.
As palavras fálosei tornar enfatizam o papel ativo de Deus na justiça. Ele orquestra as circunstâncias para confrontar aqueles que se opõem a Ele, garantindo que o mal não possa se esconder ou prevalecer para sempre. A ênfase na intervenção dinâmica de Deus oferece conforto ao Seu povo, lembrando-os de que Ele vê as ameaças ocultas e, em última instância, liberta os Seus fiéis.
Finalmente, a passagem para que mergulhes o teu pé em sangue e para que a língua dos teus cães haja dos inimigos o seu quinhão (v. 23) pinta um quadro sombrio de triunfo e vindicação. Embora gráfica, essa descrição acentua a extensão da vitória de Deus sobre a maldade. O mal será completamente destruído, ressaltando que a justiça do Senhor é inspiradora e abrangente.
Ao descrever o pé dos fiéis esmagando o inimigo e os cães se apoderando dos despojos, o versículo ilustra a derrota total daqueles que se opõem a Deus. Ele nos oferece um lembrete solene para permanecermos firmes na justiça, reconhecendo a gravidade do pecado e suas terríveis consequências. Por meio disso, o salmista assegura aos crentes que a injustiça não pode persistir para sempre no reino de Deus.
Na narrativa bíblica abrangente, o triunfo de Deus sobre o mal encontra sua expressão perfeita no triunfo final de Cristo na cruz, onde os poderes das trevas foram decisivamente vencidos (Colossenses 2:15). O versículo 23, portanto, aponta para a erradicação eterna do mal e a plena restauração da ordem justa de Deus.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
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