
Ao relembrar uma vida moldada pela fiel instrução de Deus, o salmista proclama com coração agradecido: "Ó Deus, tu me tens ensinado desde a minha mocidade; e até agora tenho declarado as tuas maravilhas" (v. 17). O autor do Salmo 71:17-21, tradicionalmente associado por alguns ao estilo do rei Davi, reflete sobre como Deus o guiou e sustentou desde a juventude até a velhice. Ao recordar as maravilhas realizadas por Deus ao longo da vida, o salmista encontra segurança e propósito para continuar proclamando a bondade do Senhor. Embora o texto não mencione locais geográficos específicos, ele transmite a constância da presença divina em sua jornada, lembrando a todos os crentes que a soberania de Deus não está limitada por fronteiras terrenas. O apelo aqui indica que a experiência passada com Deus serve de fundamento para uma fé duradoura.
O salmista suplica: “Até à velhice e às cãs, ó Deus, não me desampares; até que eu tenha declarado a tua força à geração vindoura e o teu poder a todo o que há de vir” (v. 18). Ele invoca a companhia constante de Deus em seus últimos anos, determinado a transmitir o poder e a grandeza de Deus às gerações mais jovens. Esse senso de urgência reforça a verdade atemporal de que cada geração de crentes carrega a responsabilidade de transmitir testemunhos do poder de Deus. A oração fiel por amparo contínuo na velhice lembra aos leitores outras afirmações bíblicas do cuidado divino ao longo das fases da vida (Isaías 46:4). Tal devoção inspira a esperança de que o amor e o propósito de Deus se estendem a todas as épocas.
Em júbilo, ele se dirige à incomparável grandeza do Senhor, proclamando: "A tua justiça, ó Deus, atinge os céus. Tu que tens feito grandezas; ó Deus, quem é semelhante a ti?" (v. 19). Aqui, o salmista se maravilha com a extensão ilimitada da justiça de Deus, uma realidade incomparável a qualquer outro poder. Ele confia ainda que o Deus que lhe mostrou dificuldades também o restaurará, declarando: "Tu, que nos fizeste ver muitas e penosas tribulações, de novo, nos restituirás à vida e, das profundezas da terra, nos tornarás a trazer" (v. 20). Essas palavras testemunham que, mesmo no sofrimento, Deus é a fonte de vida e renovação. Finalmente, ele antecipa o santo favor e consolo, orando: "Aumenta a minha grandeza e torna a confortar-me." (v. 21). Tal clamor reconhece que toda honra, vindicação e consolo vêm, em última instância, do Senhor, convidando os leitores a depositarem sua própria confiança na graça sustentadora de Deus, independentemente da adversidade.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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