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Salmo 71:12-16 Explicação

No Salmo 71:12-16, o salmista inicia com uma súplica sincera: "Ó Deus, não te apartes de mim; Deus meu, dá-te pressa em me socorrer" (v. 12). Ele expressa um anseio profundo pela proximidade do Senhor, reconhecendo que a presença de Deus não é apenas um pensamento reconfortante, mas uma realidade poderosa e sustentadora. Ao clamar tão diretamente, o salmista afirma que somente Deus é seu socorro imediato e eficaz. Embora nenhum cenário geográfico específico seja mencionado, a emoção é universal, transcendendo localizações, pois qualquer crente, em qualquer lugar, pode ecoar esse apelo por ajuda divina imediata.

Além disso, o pedido de proximidade destaca a autenticidade da dependência de Deus. Em muitas outras passagens bíblicas, a proximidade de Deus é descrita como uma fortaleza ou escudo, ilustrando como Sua presença protege e liberta aqueles que O invocam. O tom urgente do salmista transmite que o momento de necessidade é agora, enfatizando a fé no tempo perfeito de Deus, mesmo quando as dificuldades se intensificam. Essa confiança de que Deus verdadeiramente ouve e responde ressoa em toda a Bíblia (Hebreus 4:16), na qual os crentes são encorajados a se aproximarem do trono da graça com confiança.

Na vida diária, invocar a Deus com essa mesma paixão pode ser visto como um ato de humilde confiança. O uso da linguagem pessoal pelo salmista, "não te apartes de mim", ensina-nos que podemos ser vulneráveis e transparentes diante do nosso Pai celestial, apresentando-Lhe as nossas necessidades e confiando que Ele não nos abandonará. Essa confiança fomenta uma intimidade mais profunda com Deus, aproximando os nossos corações Dele enquanto buscamos a Sua ajuda.

O salmista então se dirige àqueles que se opõem a ele: “Sejam envergonhados e consumidos os que são adversários da minha alma; sejam cobertos de opróbrio e ignomínia os que buscam o meu mal” (v. 13). Ele ora ousadamente para que Deus intervenha contra aqueles que buscam sua ruína. Através disso, vemos um tema bíblico recorrente: a justiça está nas mãos de Deus. Embora a linguagem forte do salmista possa parecer severa, ela reflete um anseio por justiça divina, e não uma vingança pessoal, e destaca uma fé de que Deus vindicará o certo e exporá o errado.

Os oponentes no salmo podem ser inimigos literais ou simplesmente forças metafóricas que ameaçam destruir a paz do salmista. De qualquer forma, ele confia a resolução a Deus, optando por não depender de meios humanos de retaliação. Seu apelo é para que o mal seja exposto e frustrado. Isso ressoa com diversas outras passagens que retratam Deus como o juiz justo (2 Tessalonicenses 1:6), afirmando que os ímpios não prevalecerão indefinidamente.

Para os crentes modernos, pode ser difícil lidar com ideias de julgamento, mas a chave é que Deus é perfeitamente justo. As palavras do salmista servem para nos lembrar da necessidade de sua supervisão justa. Entregar nossos adversários e medos a Ele gera paz e nos ajuda a confiar em sua autoridade soberana, em vez de tentarmos controlar a situação por conta própria.

Em contraste com os pensamentos sobre inimigos, o salmista proclama: "Mas, quanto a mim, sempre esperarei e ainda te louvarei mais e mais" (v. 14). Aqui, reconhecemos que, embora os inimigos possam estar à espreita, o salmista escolhe repousar na esperança. A esperança não é um desejo passageiro, mas uma expectativa confiante ancorada no caráter de Deus. Esperar continuamente implica um estado ininterrupto de expectativa, inabalável diante de desafios ou ameaças. Tal confiança cria uma atitude de adoração constante e louvor inabalável.

Ao dizer "sempre esperarei ", o salmista demonstra constância e perseverança. Essas qualidades são frequentemente incentivadas em muitas passagens das Escrituras, exortando os fiéis a permanecerem firmes (Romanos 5:3-5). Quando as circunstâncias se tornam sombrias, louvar a Deus cada vez mais é um poderoso antídoto para o desespero.

Para quem acompanha a vida do salmista, a esperança e o louvor incessantes testemunham a dignidade e a fidelidade de Deus. Mesmo que a adversidade não tenha desaparecido, o ato de adoração contínua convida os fiéis a se lembrarem das libertações passadas e das promessas futuras. Assim, cria-se um ciclo em que a esperança alimenta mais louvor, e esse louvor, por sua vez, fortalece a esperança.

Dando continuidade a essa ideia de declaração pública, o salmista afirma: "A minha boca relatará a tua justiça e a tua salvação, de contínuo, pois não lhes poderei saber o número" (v. 15). Tendo experimentado pessoalmente a bondade de Deus, ele se sente compelido a compartilhá-la abertamente. A expressão " o dia todo" significa uma paixão constante e irrestrita. A justiça e a salvação de Deus são imensuráveis, e o salmista reconhece que não pode compreender plenamente a sua imensidão.

Este versículo indica a responsabilidade de proclamar a natureza e as obras de Deus, sugerindo que falar dEle deve permear todas as áreas da vida. Ao refletirmos sobre nossos próprios encontros com a fidelidade divina, também somos movidos a falar dEle em todas as circunstâncias, seja por meio de palavras, do estilo de vida ou do exemplo. Em um mundo repleto de distrações e buscas passageiras, apontar as pessoas para o poder salvador de Deus permanece uma missão atemporal.

Além disso, esse testemunho fortalece o relacionamento com Deus. O coração do salmista é moldado pela proclamação do amor e da misericórdia transformadores de Deus. Esse ciclo de testemunho aproxima os crentes do Senhor, cultivando uma apreciação pelas infinitas maneiras pelas quais Ele intervém e abençoa. A declaração do salmista, "pois não lhes poderei saber o número", admite que nem todas as ações de Deus podem ser catalogadas, ressaltando Sua graça ilimitada.

Finalmente, o salmista declara: "Virei com os poderosos feitos do Senhor Jeová; farei menção da tua justiça, da tua tão somente" (v. 16). Enfatizar os feitos de Deus como poderosos nos lembra do Seu poder tanto nas grandes narrativas da história quanto nas histórias íntimas de libertação pessoal. Ao priorizar somente a justiça de Deus, somente a tua, o salmista mantém o foco no objeto apropriado de adoração, em vez de qualquer força ou conquista humana.

Essa devoção inabalável à grandeza de Deus serve de exemplo para nossa adoração. Quando olhamos para as vitórias passadas registradas nas Escrituras e em testemunhos pessoais, vemos a natureza justa de Deus revelada. A postura do salmista demonstra que confiar no poder divino transforma nossa perspectiva e ancora nossa fé no que é imutável e verdadeiro.

Para os crentes, proclamar as maravilhas de Deus não é um mero ritual, mas uma lembrança da razão pela qual podemos confiar n'Ele. Cada relato de suas obras poderosas molda nossos corações, conduzindo-nos a uma reverência e convicção mais profundas. Dessa forma, carregamos o nome de Deus em nossas palavras, afirmando continuamente que Ele reina supremo em todas as situações de nossas vidas.

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