
O Salmo 71:7-11 declara: "Tornei-me um portento para muitos, mas tu és o meu forte refúgio" (v. 7). Nesta declaração, ele reconhece que sua vida serve como um sinal vívido do poder e da proteção de Deus. Apesar de enfrentar inúmeras provações, a confiança do salmista no Senhor transformou seu sofrimento em um testemunho, levando outros a se maravilhar com sua capacidade de perseverar. Esse milagre contínuo de preservação reforça a verdade de que a mão sustentadora de Deus protege os fiéis em tempos de grande adversidade, refletindo como aqueles que confiam n'Ele podem experimentar uma libertação surpreendente (2 Coríntios 12:9).
Continuando sua oração de dependência, o salmista proclama: "A minha boca encher-se-á do teu louvor, e da tua glória, de contínuo" (v. 8). Ao se concentrar no louvor em vez da autocomiseração, ele oferece suas palavras e pensamentos para exaltar continuamente o caráter de Deus. Ele reconhece que a verdadeira gratidão não é momentânea, mas um reflexo constante da fidelidade do Senhor. Essa adoração incessante evoca a gratidão constante que Deus deseja do seu povo, espelhando o chamado para se alegrar sempre (1 Tessalonicenses 5:16).
Ao antecipar os desafios do envelhecimento, o salmista suplica: “Não me enjeites no tempo da velhice; quando faltar a minha força, não me desampares” (v. 9). Este pedido sincero abraça a vulnerabilidade que surge com o passar do tempo. Envelhecer pode gerar ansiedade quanto à diminuição das capacidades; contudo, o salmista pede a Deus que permaneça perto e não o abandone. A segurança do crente não está no poder pessoal ou na juventude, mas na fidelidade inabalável do Senhor. Ao nos voltarmos para Deus em cada fase da vida, aprendemos que Ele não muda nem enfraquece com o tempo, oferecendo confiança àqueles que depositam sua fé n'Ele.
O salmista então observa as intenções cruéis de seus oponentes: "Pois falam de mim os meus inimigos, e os que espreitam a minha alma consultam juntos" (v. 10). Aqui vemos que a hostilidade não é meramente aleatória; as pessoas tramam ativamente o mal, buscando explorar momentos de aparente ausência divina. O salmista está bem ciente dessas ameaças e expressa honestamente seus temores diante do Senhor. Tal franqueza revela a profundidade de sua confiança, mostrando que, mesmo cercado por conspirações, ele clama a Deus por socorro. Sua dependência de Deus contrasta fortemente com as maquinações dos inimigos, demonstrando que a fé no Todo-Poderoso é mais forte do que as tramas humanas.
Finalmente, os opressores declaram: “dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre” (v. 11). Essa acusação tenta minar a confiança do salmista, sugerindo que Deus está ausente e não quer salvá-lo. No entanto, essa calúnia desafia diretamente a certeza fundamental de que o Senhor está sempre presente e sempre empenhado em preservar os justos. Embora o salmista ouça essas palavras, ele não se convence por elas; em vez disso, apega-se à justa esperança de que Deus jamais abandonará aqueles que o buscam (Mateus 28:20). Dessa forma, até mesmo as falsas acusações se tornam uma plataforma para afirmar a fidelidade divina.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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