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The Blue Letter Bible
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Salmo 72:1-4 Explicação

Um Salmo de Salomão. Salomão reinou como rei de Israel aproximadamente entre 970 a.C. e 931 a.C., sucedendo a seu pai, Davi. Ele é reconhecido por sua sabedoria, riqueza incomparável e pela construção do primeiro templo em Jerusalém. Este título no Salmo 72:1-4 estabelece a expectativa de que as palavras seguintes abordem temas de liderança real, o dom divino da sabedoria e um apelo por um governo justo.

Concede, ó Deus, os teus juízos ao Rei e a tua justiça, ao Filho do Rei (v. 1). A petição de Salomão começa com um apelo direto à supervisão de Deus em assuntos judiciais. Ele anseia que o rei, possivelmente referindo-se primeiro a si mesmo, seja guiado por padrões celestiais em vez de esquemas humanos. Seu pedido de justiça ressalta o princípio bíblico de que a verdadeira autoridade emana do caráter de Deus, que é santo, justo e reto (Isaías 33:22).

Este versículo pinta um retrato vívido de um governo humano frágil que se esforça para imitar a justiça divina. O antigo Israel considerava o rei, assentado em Jerusalém, como o juiz supremo na terra. Ao buscar os juízos de Deus, o governante de Israel reconhecia que a justiça duradoura não provinha de manobras políticas, mas sim da confiança nas diretrizes do Senhor. Na narrativa bíblica mais ampla, Jesus seria posteriormente aclamado como um Rei perfeito que governa com absoluta integridade (Lucas 1:33).

A expressão "Filho do Rei" carrega um sentido de linhagem e longevidade, aludindo à promessa feita a Davi de que um de seus descendentes reinaria perpetuamente (2 Samuel 7:12-13). Salomão pertence diretamente a essa linhagem. Contudo, há um eco que reverbera para além de sua vida, apontando para um cumprimento final em Jesus, o Messias, que é chamado de Filho de Davi (Mateus 1:1). O apelo inicial de Salomão sublinha um anseio por uma justiça que transcende as limitações humanas e se perpetua através das gerações.

Que ele governe com retidão o teu povo e, com equidade, os teus aflitos (v. 2). Salomão destaca a dupla ênfase na retidão moral e na equidade compassiva. Quando os governantes exercem a justiça, refletem a ordem legítima de Deus para com os marginalizados e os que sofrem. No antigo Israel, as decisões legais carregavam forte conotação de defesa dos pobres, das viúvas e dos órfãos (Deuteronômio 10:18), ressaltando a preocupação especial de Deus com os desfavorecidos.

Este versículo enfatiza que a liderança do rei vai além do poder absoluto, ela deve ser exercida de maneira a honrar os vulneráveis. Como um salmo real, ele apresenta uma visão de uma monarquia ideal, onde a força é temperada pela misericórdia e onde as decisões humanas refletem a benevolência de Deus. Ao fazer isso, Salomão convida todos os líderes a se submeterem à estrutura ética de Deus.

A ênfase repetida na justiça lembra aos leitores que os governantes bíblicos, embora humanos, devem buscar sinceramente a verdade e a justiça divinas. Além disso, prenuncia a absoluta confiabilidade do reinado de Cristo. As Escrituras apresentam Jesus como aquele que não apenas conhece as necessidades dos aflitos, mas que entrou no sofrimento humano para redimi-los (Lucas 4:18), personificando o cumprimento perfeito dessa oração.

Os montes e os outeiros, em justiça, produzam paz para o povo (v. 3). Ao invocar montanhas e colinas para produzir paz e justiça, Salomão emprega imagens vívidas que abrangem a paisagem natural de Israel. Das regiões montanhosas da Judeia às colinas onduladas perto de Jerusalém, o próprio ambiente torna-se um símbolo de tranquilidade nacional.

Aqui, a paz vai muito além da ausência de conflito; trata-se do conceito bíblico de shalom, que engloba bem-estar, integridade e prosperidade, os quais florescem quando os caminhos de Deus são seguidos (Isaías 54:13). A menção às colinas destaca o amplo alcance das bênçãos divinas, que se estendem dos pontos mais altos até os assentamentos mais baixos.

Salomão pode também estar sugerindo que, quando um rei se submete ao governo justo de Deus, a própria terra experimenta o fruto da harmonia. Esse tema ressoa por toda a Escritura, onde a liderança fiel resulta na prosperidade tanto das pessoas quanto da criação. Em última análise, a narrativa mais ampla aponta para um dia em que Cristo inaugurará a paz eterna, cumprindo a promessa de justiça e restauração universais (Apocalipse 21:1-4).

Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao opressor (v. 4). Neste apelo culminante, Salomão vislumbra um rei que não apenas promove a prosperidade, mas também defende ferozmente os fracos e indefesos. Os aflitos, aqueles que sofrem injustiça, estão no centro da preocupação real, ressaltando um compromisso divino de proteger e libertar.

Salvar os filhos dos necessitados demonstra o impacto intergeracional da compaixão em ação. Não se trata de um sentimento passivo, mas de um poderoso impulso para preservar o bem-estar dos mais vulneráveis. Ao escolher a expressão "esmague ao opressor", o salmista não deixa dúvidas sobre o fim decisivo e triunfante que Deus reserva para todos aqueles que exploram ou prejudicam os outros.

Os temas da libertação e do julgamento convergem, lembrando aos crentes que, embora a salvação de Deus seja oferecida gratuitamente, a Sua justiça se opõe inequivocamente aos orgulhosos e opressores. O Novo Testamento ecoa essa realidade no ministério de Cristo, onde Ele liberta os cativos e cura os de coração quebrantado (Lucas 4:18). As palavras de Salomão, portanto, visam além de sua época, em direção ao Rei supremo, cujo reinado vence a opressão para sempre.

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