
No Salmo 72:5-7, o salmista expressa a reverência eterna que Deus merece: "Temam-te enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, por todas as gerações" (v. 5). Esta passagem destaca a presença constante do Criador, que transcende os ritmos da noite e do dia. O sol e a lua servem como símbolos vívidos do tempo contínuo que abrange todas as eras, enfatizando que a autoridade de Deus se estende para além de qualquer nação ou geração.
Essas palavras, atribuídas ao Rei Salomão, refletem o coração de um rei que compreendia a importância da devoção de seu povo. O elemento do temor não implica pavor ou terror, mas sim reverência respeitosa. No antigo Israel, tal reverência servia de fundamento para a sabedoria e a vida justa (Provérbios 1:7), destacando a ligação entre a reverência a Deus e a conduta moral.
Ao expressar o anseio de que a reverência a Deus dure enquanto o sol e a lua existirem, o salmista destaca como um reconhecimento humilde e legítimo do poder divino transcende as limitações terrenas. Essa afirmação aponta, em última instância, para o Reino eterno e estabelece uma conexão espiritual com a futura plenitude por meio de Jesus, cujo reinado também é descrito como eterno (Lucas 1:33).
O salmista continua com a súplica: "Seja ele como chuva que desce sobre o prado, como chuveiros que regam a terra" (v. 6). Esta imagem apresenta a influência do rei como um refresco que nutre e revitaliza o povo, tal como as chuvas suaves trazem vegetação renovada. Assim como a terra seca anseia pela chuva, o Salmo vislumbra uma comunidade sedenta por um líder justo e benevolente.
A metáfora da chuva sobre o prado destaca tanto a vulnerabilidade quanto a renovação. No contexto de uma sociedade agrária como o antigo Israel, a grama recém cortada necessitava de novos nutrientes para crescer novamente. Da mesma forma, o povo precisa da liderança renovadora de um rei justo que possa oferecer esperança e sustento em tempos de dificuldade.
Em última análise, este versículo aponta para o reinado espiritual do Messias, onde a presença de Deus revitaliza os corações. Quando Jesus se comparou à água viva (João 4:14), Ele abordou o mesmo tema de plenitude e renovação descrito neste salmo, cumprindo a promessa divina de refrigério e restauração.
Dando continuidade a esse tema, "Floresça em seus dias o justo, e abundância de paz, até que não haja mais lua." (v. 7) fala do resultado tangível da liderança piedosa. A justiça aqui não é uma virtude solitária, mas sim uma realidade social compartilhada, indicando que o bem-estar de toda a comunidade se torna evidente quando governada pela sabedoria divina.
A oração de Salomão por paz em abundância reflete o anseio por shalom, um conceito hebraico que engloba plenitude, prosperidade e harmonia. Essa paz transcende a mera ausência de conflito e permeia todos os aspectos da vida, da justiça entre vizinhos ao florescimento das famílias. A presença constante da lua simboliza uma estabilidade eterna, destacando essa paz como um legado duradouro que o povo de Deus poderá desfrutar.
O Novo Testamento continua essa esperança por meio de Jesus, que veio oferecer paz duradoura fundamentada na reconciliação com Deus (João 14:27). Nesses versículos, vemos uma antecipação da plenitude do Reino Messiânico, onde justiça, paz e a presença de Deus se unem perfeitamente para sempre.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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