
Quando o salmista proclama: "Pois livrará ao necessitado, quando clamar, e ao aflito, quando não houver quem lhe acuda." (v. 12), Ele revela o coração de um rei capacitado por Deus para defender os vulneráveis. O termo "livrar" enfatiza a convicção do salmista de que o governante escolhido por Deus intervirá ativamente em favor daqueles que não têm recursos nem influência social. O Salmo 72:12-15 aponta para uma verdade profunda sobre o caráter divino: Ele ouve o clamor dos aflitos e envia seu líder designado para libertá-los da angústia. No contexto mais amplo das Escrituras, essa ênfase no cuidado com os necessitados prefigura o ministério de compaixão e libertação de Cristo (Mateus 14:14).
O versículo seguinte, "Terá piedade do fraco e do necessitado e salvará as almas dos indigentes" (v. 13), ele intensifica a imagem de um rei governado pela misericórdia. Compaixão aqui não é mera piedade; é uma profunda empatia que produz atos tangíveis de resgate. Este versículo solidifica a ideia de que a autoridade do rei justo é exercida em favor daqueles que, de outra forma, seriam negligenciados. Ele dá continuidade ao tema bíblico de que a verdadeira liderança eleva em vez de explorar, estendendo o próprio cuidado misericordioso de Deus aos mais frágeis da sociedade.
À medida que o salmo prossegue, a passagem "Remirá as suas almas da opressão e da violência, e, precioso será, aos seus olhos, o sangue deles." (v. 14) fala sobre o papel do rei como protetor. A opressão e a violência eram ameaças comuns no mundo antigo, e o salmista declara que, sob o reinado do rei, os vulneráveis encontrarão refúgio. Essas palavras testemunham que Deus valoriza a vida de cada pessoa, considerando-a preciosa e digna de defesa. Isso serve como um prenúncio do ensinamento de Jesus de que o Pai valoriza cada vida e que ninguém é esquecido aos olhos de Deus (Lucas 12:6-7).
O salmo então ecoa a esperança de longevidade e abundantes bênçãos com: "Viva o Rei! E que lhe deem do ouro de Sabá; Roguem por ele continuamente e bendigam-no em todo o tempo." (v. 15). Sabá, localizada na região sudoeste da Península Arábica (atual Iêmen) e famosa por suas riquezas desde o segundo milênio a.C., simboliza a extensão do reinado do rei, bem como a disposição das nações em honrá-lo. Essa imagem entrelaça a prosperidade do monarca com um chamado à oração e bênção constantes, sugerindo que um governo justo, guiado pelo coração de Deus, será apoiado e celebrado por povos de todas as partes. No contexto histórico do rei Salomão (970-931 a.C.), a menção a Sabá possivelmente alude à famosa visita da rainha de Sabá (1 Reis 10), refletindo a opulência e a ampla fama de Israel durante seu reinado.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
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