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The Blue Letter Bible
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Salmo 78:21-33 Explicação

As palavras do Salmo 78:21-33 refletem o profundo desagrado de Deus quando o Seu povo se aproxima Dele com infidelidade: Portanto, Jeová, ao ouvir isso, ficou irado. Acendeu-se fogo contra Jacó, também se levantou ira contra Israel (v. 21). O nome Jacó aqui, se refere ao patriarca dos israelitas, simbolizando toda a nação como descendentes daquele a quem Deus renomeou Israel (que viveu por volta de 2006-1859 a.C.). Este versículo descreve uma resposta inflamada que enfatiza a gravidade de se afastar da confiança no Senhor, cuja história de fidelidade se manifestava desde os dias dos patriarcas e continuou durante a era do Êxodo (aproximadamente 1446 a.C.).

A ira de Deus pode, por vezes, ser perturbadora de se considerar, mas surge da justiça divina. Quando a nação rejeitou repetidamente a aliança e testou a paciência de Deus durante sua peregrinação no deserto, invocou a Sua ira. Assim como um pai amoroso disciplina um filho, a ira do Senhor aqui aponta para os perigos da incredulidade diante das abundantes evidências do Seu poder e provisão.

Esta passagem convida o leitor a lembrar como o povo de Deus foi libertado da escravidão egípcia, recebeu orientação milagrosa e foi sustentado no deserto. Sua própria história testemunhou que Deus ouve e responde, tanto à fé genuína quanto à incredulidade obstinada. No Novo Testamento, os crentes são lembrados de andar em fé e não provocar o SENHOR com desconfiança (Hebreus 3:12).

Porque não creram em Deus e não confiaram na sua salvação (v. 22). A causa fundamental da indignação de Deus reside na recusa de Israel em crer. Crer é mais do que concordar intelectualmente; é se entregar completamente nas mãos de Deus. Quando o versículo declara que eles não confiaram na Sua salvação, ele enfatiza o tema recorrente de que suas ações demonstraram falta de confiança naquele que os libertou da opressão de Faraó.

No deserto do Sinai — uma região árida e desértica entre o Egito e a Terra Prometida, que existiu entre 1446 a.C. e 1406 a.C. para os israelitas — Deus se mostrou como Salvador repetidas vezes: abrindo o Mar Vermelho, fazendo brotar água de uma rocha e providenciando maná do céu. Mesmo assim, eles ainda duvidavam, temendo mais as circunstâncias do que se lembrando do Seu poder.

Para os crentes de hoje, este versículo nos da uma advertência para não cairmos no mesmo erro da desconfiança. Jesus, nos Evangelhos, constantemente chama as pessoas a crerem nele para a salvação eterna. Quando os corações se apegam à dúvida, perdem a abundância espiritual que Deus deseja conceder (João 10:10).

Contudo, ordenou às nuvens lá em cima e abriu as portas do céu (v. 23). Com essa mudança, o salmista destaca a misericórdia de Deus. Embora o Seu povo demonstrasse incredulidade, Ele permaneceu fiel para prover para eles. A expressão as portas do céu faz uma alusão à provisão ilimitada de Deus, que transcende as limitações terrenas.

Comandando as nuvens, Ele aponta para a soberania do Criador, que não apenas governa a natureza, mas a utiliza para demonstrar Seu cuidado por Seu povo. Mesmo diante da fragilidade humana, Seu poder e autoridade jamais diminuem.

Essa bondade evoca outros relatos bíblicos de Deus abrindo os céus para abençoar. Na época de Elias, a chuva após a seca foi uma provisão extraordinária (1 Reis 18:45), e mais tarde, no Novo Testamento, o Pai anunciou Seu prazer em Seu Filho quando os céus se abriram no batismo de Jesus (Mateus 3:16-17). Os céus abertos por Deus são uma prova tanto de Sua provisão quanto de Sua presença.

Sobre eles fez chover maná para comer e deu-lhes do trigo do céu (v. 24). Este versículo relembra o milagre diário do maná durante a peregrinação no deserto. O maná, uma substância misteriosa semelhante a uma hóstia, demonstrava diretamente o cuidado da aliança de Deus. A cada dia, ele chegava fresco, ensinando Israel a confiar na fidelidade constante de Deus em vez da engenhosidade humana.

Os Salmos frequentemente evocam a memória dessa provisão milagrosa para despertar gratidão e dependência do SENHOR. Eles lembram aos leitores que Ele sustenta tanto o corpo quanto a alma. Quando Jesus se compara ao “verdadeiro pão do céu” (João 6:32), Ele utiliza essa imagem para transmitir que, assim como o maná sustentou fisicamente os israelitas, Ele nutre espiritualmente a humanidade.

Depender de Deus para o pão nosso de cada dia — tanto literal quanto metaforicamente — coloca os crentes em uma posição de humilde confiança. Ele é a fonte suprema de sustento espiritual, lembrando-nos todos os dias de olhar para o céu em busca do que precisamos.

Comeu cada qual o pão dos poderosos; ele lhes enviou comida a fartar (v. 25). Chamar o maná de pão dos poderosos fala figurativamente de sua origem celestial. Era uma dádiva divina, inexplicável por processos comuns, destinada a saciar a fome de Israel em uma terra árida.

Quando o versículo acrescenta Ele lhes enviou comida a fartar, enfatiza a natureza generosa da provisão de Deus. Ele não os tratou segundo a sua incredulidade, mas escolheu demonstrar uma graça generosa. Embora os recursos terrenos fossem escassos nos desertos escaldantes do Sinai, a mesa de Deus nunca ficou sem alimento.

Essa forma de provisão abundante aponta para o ensinamento de Jesus de que, se os pais terrenos sabem dar boas dádivas, o Pai celestial dá ainda mais abundantemente àqueles que pedem (Lucas 11:13). A extraordinária generosidade demonstrada antes da época de Cristo continua na plenitude do evangelho.

Fez soprar no céu o vento do Oriente e, pelo seu poder, conduziu o vento sul (v. 26). O salmista passa do maná para a carne, conectando ao poder de Deus sobre a natureza. Os ventos do Oriente e do sul evocam o clima desértico que circunda a Península do Sinai, onde as brisas do deserto frequentemente alteram o ambiente.

Ao destacar que Deus dirigiu esses ventos, o salmista proclama domínio sobre os elementos. Mais uma vez, Deus emprega as forças da criação para cumprir Sua compaixão para com Seu povo escolhido.

Essa mesma autoridade de Deus sobre o vento e o mar aparece nos milagres de Jesus, como acalmar a tempestade no Mar da Galileia (Lucas 8:24). As Escrituras afirmam consistentemente a soberania abrangente de Deus, assegurando aos crentes que nenhuma situação está além do Seu controle.

Sobre eles fez também chover carne como poeira e aves de asas, como areia dos mares (v. 27). Aqui, o texto relata as codornizes que Deus enviou para satisfazer o desejo de Israel por carne (Números 11:31). A imagem de chover aves como pó ou areia dos mares destaca a imensa quantidade da provisão.

A resposta dramática à queixa de Israel demonstra que Deus ouve as orações do Seu povo, mesmo quando são cheias de queixas. Contudo, esse mesmo evento também prenuncia os perigos de rejeitar com impaciência o tempo ou as provisões de Deus.

O salmista convida a uma reflexão cuidadosa sobre como as bênçãos, quando recebidas com espírito de queixa, podem se transformar em uma provação para o coração. Embora o SENHOR deseje conceder boas dádivas, a infidelidade pode distorcer o propósito por trás de tal dádiva.

Fê-las cair no meio do arraial deles, ao redor das suas habitações (v. 28). As aves do deserto não foram lançadas a uma distância que obrigasse o povo a percorrer. Em vez disso, Deus providenciou para que pousassem perto da tenda de cada um, removendo todos os obstáculos para receberem a Sua provisão.

Este detalhe da proximidade de Deus com o Seu povo ressalta a intimidade. O SENHOR habitava entre eles no tabernáculo naquele momento da história, manifestando fisicamente a Sua presença no deserto. Agora, no evento das aves do deserto, Ele demonstrou novamente proximidade: atendendo à necessidade deles à sua porta.

As bênçãos que chegam diretamente aos crentes têm o propósito de inspirar adoração, mas também exigem fé e gratidão. Receber sem esforço pode gerar presunção quando os corações deixam de reconhecer o Doador generoso.

Assim, eles comeram e se fartaram bem, pois ele lhes trouxe o que cobiçavam (v. 29). Deus atende aos desejos do povo, mas a ênfase permanece no que a dádiva revela sobre o coração. A abundância que vem do SENHOR deve levar ao reconhecimento sincero da Sua presença fiel.

Contudo, como a passagem mostrará, a abundância não produziu fé genuína. Em vez disso, as pessoas se entregaram aos prazeres sem reconhecer a lição mais profunda: elas deveriam viver pela dependência da palavra de Deus, e não pela mera satisfação física (Deuteronômio 8:3).

Na era do Novo Testamento, os crentes podem se lembrar do ensinamento de Paulo de que é a bondade de Deus que leva ao arrependimento (Romanos 2:4). Cada dádiva de Deus traz consigo o convite a uma renovação espiritual mais profunda.

Não se apartavam da sua cobiça. Ainda a comida lhes estava na boca (v. 30). Esta passagem vívida destaca a rapidez dos eventos que se seguiram ao apetite do povo. Enquanto a carne ainda estava sendo consumida, sua persistente desobediência — sem qualquer gratidão ou arrependimento — gerou consequências.

Por mais que tenham consumido fisicamente a provisão de Deus, espiritualmente permaneceram rebeldes. Receberam a dádiva, mas rejeitaram o direito soberano do Doador de guiar e chamar a uma confiança reverente.

É um lembrete de que o pão físico por si só não traz a verdadeira vida. Jesus ensinou que Ele é o pão da vida e, a menos que alguém O receba pela fé, todas as experiências físicas permanecem passageiras (João 6:35).

Quando a ira de Deus se levantou contra eles, matou dos mais vigorosos deles e prostrou os mancebos de Israel (v. 31). Aqui, o desfecho se revela: em meio à abundância, o julgamento chegou. Alguns dos mais fortes, presumivelmente líderes ou guerreiros poderosos, caíram para ilustrar que nem a riqueza nem a condição física podem salvar alguém da justiça divina.

Esta disciplina ressalta que nem mesmo o povo escolhido de Deus está imune ao julgamento se persistir na incredulidade. O salmista exorta os leitores a perceberem como as bênçãos e as correções fluem do desejo de Deus de formar um povo da aliança que ande na fé.

Quando Jesus confrontou os líderes religiosos de sua época, Ele também fez a advertência que sua herança ou posição não os protegeriam da responsabilidade (João 8:37-47). A lição permanece atemporal: os corações devem se alinhar com Deus em confiança e obediência.

Apesar de tudo isso continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas (v. 32). Tendo testemunhado tanto a provisão milagrosa quanto a disciplina severa, Israel persistiu na incredulidade. O salmista lamenta a tragédia de ver as obras de Deus e, ainda assim, não responder com fé.

Oportunidades sucessivas surgiram para afirmar a soberania e a misericórdia de Deus, mas o povo continuou a confiar em seu próprio entendimento. Como demonstrado no período posterior ao Êxodo, levaram muitos anos para adotar uma postura de humilde dependência do SENHOR.

Uma advertência é vist a partir deste versículo: a exposição repetida ao poder de Deus não garante um coração submisso. A verdadeira fé surge da disposição de confiar e obedecer, como Jesus destaca quando fala daqueles que “veem e não percebem” (Marcos 4:12).

Por isso, acabou com os dias deles em um sopro, e os anos, num terror repentino (v. 33). Este versículo retrata o triste resultado da rebeldia contínua. A geração do deserto experimentou um destino de peregrinação até que toda aquela geração desaparecesse, sem jamais entrar na Terra Prometida (Números 14:28-30).

A linguagem da futilidade ressalta o vazio derradeiro da vida vivida à parte dos propósitos de Deus. Embora fisicamente resgatados do Egito, sua incredulidade os condenou a uma existência temerosa e sem sentido.

Para aqueles que confiam em Deus, a vida, mesmo nas dificuldades, tem significado e direção. Mas para aqueles que se recusam a buscar refúgio no Senhor, os resultados se tornam caracterizados por incerteza e desânimo. Em Jesus, os crentes agora recebem a certeza de que permanecer Nele concede plenitude de vida e propósito eterno (João 15:5).

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