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The Blue Letter Bible
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Salmo 78:34-39 Explicação

Ao mencionar as repetidas falhas de Israel e as correções misericordiosas de Deus, Asafe descreve um momento de busca renovada: Quando ele os fazia morrer, então, o buscavam; voltavam e, de manhã, procuravam a Deus (v. 34). O Salmo 78:34-39 mostra que o povo frequentemente esperava passar por consequências severas antes de se voltar sinceramente para o Senhor, especialmente durante os séculos entre o Êxodo (1446-1406 a.C.) e o reinado do Rei Davi (cerca de 1010-970 a.C.), quando Asafe servia como músico no templo. Seus corações foram movidos ao arrependimento apenas depois do julgamento de Deus se tornar inegável, ilustrando que as circunstâncias externas os impulsionaram à dependência Dele.

A referência a Deus fazendo-os morrer remete às peregrinações dos israelitas pelo deserto. O deserto, geralmente conectado com a região da Península do Sinai, é um lugar árido e desolado. Quando Israel violou a aliança, Deus usou pragas ou ataques inimigos para levá-los ao arrependimento (Números 14). Ao responsabilizá-los, Ele permaneceu fiel à Sua promessa de moldá-los como Seu povo da aliança.

Asafe continua observando: Lembraram-se de que Deus era a sua Rocha, e o Deus Altíssimo, o seu Redentor (v. 35). Ao perceberem a gravidade da sua atual situação, eles lembraram como Deus os libertou da escravidão no Egito, atravessando o Mar Vermelho e como os alimentou com maná naquele deserto árido. Esse ato de lembrar os fez recordar que Deus era o seu alicerce firme, o protetor e salvador supremo das suas almas.

Chamar Deus de sua Rocha se conecta a outras referências bíblicas do Senhor como firme e inabalável (Deuteronômio 32:4). Mesmo quando os israelitas vacilavam, podiam recorrer a esse alicerce inabalável em busca de libertação. Destacar o Redentor se conecta diretamente à ideia de libertação da escravidão, um sinal poderoso do sacrifício de Jesus que redime todos os que nele confiam (Romanos 3:24), ressaltando o constante desejo de resgate de Deus.

Contudo, Asafe observa a resposta inconsistente do povo: Eles, porém, o lisonjeavam com a sua boca e, com a sua língua, lhe mentiam (v. 36). Embora reconhecessem a Deus em palavras, suas vidas nem sempre se alinhavam com uma adoração sincera. Esse tipo de arrependimento superficial tem afligido a humanidade sempre que o medo do julgamento desperta uma confissão passageira, sem transformação do coração.

Tais palavras vazias destacam como o pecado pode endurecer os corações, levando a ações que traem a verdadeira devoção. Quando o perigo pareceu passar, o zelo renovado do povo rapidamente se dissipou, um padrão que se repete frequentemente. Em outras passagens das Escrituras, os profetas advertiram contra verbalmente glorificar a Deus, enquanto os corações permanecem distantes Dele (Isaías 29:13). A situação de Israel oferece uma lição sóbria para todos os crentes.

Asafe descreve o problema fundamental: Pois o coração deles não era constante para com ele, nem eram fiéis na sua aliança (v. 37). Lealdade e devoção estavam em falta, expondo um coração dividido. Embora pudessem temer a Deus momentaneamente, não conseguiram estabelecer a fidelidade duradoura que Ele desejava. Isso resume a diferença entre a simples obediência externa e a devoção genuína do coração.

A aliança, estabelecida no Monte Sinai, na parte sul da Península do Sinai, exigia a obediência de Israel como povo escolhido de Deus. Quando seus corações vacilaram, eles se desviaram para a rebelião ou idolatria, se esquecendo do amor leal que une os crentes ao Senhor. A história revela quão crucial é um coração firme para um relacionamento próspero com Deus, como enfatizado em toda a Escritura.

Apesar da infidelidade deles, Asafe destaca a misericórdia de Deus: Mas ele é cheio de compaixão, revela a iniquidade e não destrói; muitas vezes, desvia a sua ira e não dá largas a todo o seu furor (v. 38). Mesmo quando Israel se desviava repetidamente, a natureza compassiva do Senhor continuava a protegê-los de um julgamento completo. Ele perdoou os seus pecados, demonstrando paciência e graça abundante.

Essa contenção prenuncia a obra redentora de Cristo, onde os pecados da humanidade são recebidos com compaixão em vez de destruição imediata (João 3:17). A misericórdia do Senhor no Antigo Testamento está em harmonia com a misericórdia revelada no Novo, provando que Sua natureza permanece constante. Ele anseia por restaurar em vez de condenar, preservando Seu povo para que este se volte completamente para Ele.

Por fim, Asafe conclui esse pensamento observando: Lembrava-se de que eles eram carne, um vento que passa e não volta mais (v. 39). Deus compreendia a fragilidade dos seres humanos, propensos ao erro e que se dissipam rapidamente como uma brisa no deserto. Ao descrever a humanidade como transitória, Asafe ressalta como a infinita misericórdia de Deus se alinha à nossa finitude.

Esse reconhecimento demonstra que o Senhor não trata o Seu povo apenas com base em suas falhas, mas sim com base em Sua compaixão inesgotável. Enquanto o povo vagava por terras perigosas e áridas, muitas vezes perto da antiga região do Sinai, quando Deus lembrava de sua fraqueza e sua fragilidade, o Senhor suavizava Sua ira, e oferecia repetidas vezes a oportunidade de arrependimento e renovação.

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