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The Blue Letter Bible
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Salmo 78:65-72 Explicação

Ao refletirmos sobre Então, o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que brada, excitado pelo vinho (v. 65), vemos uma imagem vívida de Deus se levantando com poder súbito e decisivo. A frase compara o Senhor a um poderoso guerreiro que se liberta do sono e lança um ataque feroz. O Salmo 78:65-72 apresenta uma comparação que ressalta que Deus pode, às vezes, parecer distante do Seu povo, mas o Seu tempo e as Suas ações são sempre rápidos e eficazes quando Ele age em favor deles. Isso nos lembra que, mesmo que a intervenção divina pareça demorar, o poder de Deus permanece inabalável e imparável.

A imagem de ser excitado pelo vinho chama a atenção para a intensidade e a natureza imparável da resposta de Deus. Um guerreiro cuja força está no auge pode avançar com uma força imparável, ecoando como a intervenção do Senhor traz resultados imediatos e introduz temor em Seus inimigos. Serve como um lembrete para confiar em Deus, pois Aquele que permanece em silêncio por um tempo se levantará com poder determinado. Em momentos em que as circunstâncias parecem desesperadoras, os fiéis podem ter certeza de que a ajuda do Senhor virá precisamente no momento certo.

Quando o salmista descreve o Senhor “despertando”, ele ilustra uma transição da aparente quietude para o julgamento e resgate ativos. Embora não possamos diminuir a vigilância imutável de Deus, o salmo emprega linguagem humana para nos ajudar a compreender a repentina manifestação do Seu poder. O leitor perspicaz pode lembrar de outras passagens que falam da intervenção oportuna de Deus e perceber que Ele permanece sempre soberano e atuante.

Em seguida, Fez recuar a golpes os seus adversários, infligiu-lhes eterna ignomínia (v. 66), o que nos fala da vitória de Deus sobre aqueles que se opõem a Ele. Ser feito recuar implica tanto derrota quanto vergonha. Ao destacar a dimensão eterna dessa vergonha, o salmista revela as consequências duradouras para aqueles que se opõem aos propósitos de Deus. Esse aspecto eterno sugere que não há como escapar da justiça final realizada pelo Senhor.

Tal opróbrio eterno pode ser entendido como uma lembrança constante da autoridade de Deus. Quando o Senhor humilha seus inimigos, não é apenas para julgá-los, mas também para ensinar seu povo a confiar nele e a não temer os ímpios. No amplo testemunho das Escrituras, a vitória de Deus sobre o mal é repetidamente enfatizada, culminando na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte (mencionada no Novo Testamento). O salmo aqui fornece um fundamento do Antigo Testamento para esse triunfo divino contínuo.

Além disso, a frase indica que os atos de julgamento de Deus nunca são aleatórios; eles servem a um propósito consistente com o Seu caráter. Ao estabelecer a Sua supremacia de forma tão conclusiva, o Senhor garante que o Seu povo veja a Sua proteção e liderança. Essa vergonha permanente sobre os adversários também ensina às gerações futuras que ninguém que se opõe aos planos de Deus pode prevalecer no final.

Ao refletirmos sobre Demais, rejeitou a tenda de José e não escolheu a tribo de Efraim (v. 67), vemos uma mudança de foco para as tribos de Israel. José era o filho amado de Jacó (datado do início do segundo milênio a.C.), e Efraim era um dos dois filhos de José que se tornaram uma importante família tribal em Israel. O salmista destaca que Deus, em última análise, não designou essa tribo como a principal na vida espiritual da nação.

A tenda de José e a tribo de Efraim foram associadas ao reino do norte em tempos posteriores, mas este versículo alude a uma decisão divina anterior de preparar o terreno para um centro de adoração e liderança diferente. Ele nos lembra que a eleição divina nas Escrituras muitas vezes surpreende sob uma perspectiva humana. As pessoas poderiam esperar que a linhagem de José tivesse destaque, mas o plano de Deus se cumpriria de uma forma que ressaltasse Sua liberdade de escolher como quisesse.

Essa rejeição não significa desconsiderar o amor de Deus pela tribo de Efraim ou o legado de José; pelo contrário, indica que o privilégio de abrigar o santuário de Deus e a bênção de prover uma linhagem real foram transferidos. Isso reforça a noção de que a escolha soberana de Deus leva a desdobramentos inesperados e demonstra que a adoração e a liderança pertencem ao lugar onde Deus as coloca, e não ao lugar onde a tradição humana possa supor.

Então o salmista acrescenta: Mas elegeu a tribo de Judá, o monte Sião que ele amou (v. 68). Judá era o quarto filho de Jacó, que viveu por volta de 1900-1800 a.C., e dos descendentes de Judá vieram o Rei Davi e, por fim, Jesus, nas genealogias do Novo Testamento. O favor de Deus sobre Judá significava que um local central de culto surgiria no território designado a essa tribo. O monte Sião está localizado em Jerusalém, uma cidade de importância central ao longo da história bíblica.

O salmo descreve o Monte Sião como a colina que Deus amava, simbolizando Seu prazer especial em estabelecer ali o Seu santuário. Jerusalém tornou-se o ponto central de adoração para os israelitas e carregou um profundo significado espiritual e histórico ao longo dos séculos, incluindo o reinado de Davi (aproximadamente de 1010 a 970 a.C.) e além. Muitos salmos e profetas fazem referência a Sião como um símbolo da morada permanente de Deus com o Seu povo.

A escolha de Judá em lugar de Efraim destaca o tema abrangente de que Deus escolhe de acordo com Seus propósitos e amor, e não por mera linhagem ou tradição. Na narrativa bíblica mais ampla, a centralidade de Judá continua no Novo Testamento, onde Jesus, conhecido como o Leão da tribo de Judá, cumpre essa antiga promessa ao estabelecer uma nova aliança.

Quando lemos: Edificou o seu santuário como os lugares elevados, como a terra que para sempre fundou (v. 69), o salmista enfatiza a permanência e a magnificência da morada de Deus. Ao comparar o santuário às alturas e ao firme alicerce da terra, somos lembrados de que a presença do Senhor se destina a ser duradoura e inabalável. Isso é um contraste com as estruturas terrenas transitórias.

O tema da habitação de Deus ressoa com outras partes das Escrituras, onde a presença do Senhor entre o Seu povo é descrita como essencial para a sua prosperidade e alegria. Embora o templo de Israel tenha sido destruído posteriormente, a verdade espiritual da presença constante de Deus continua para os crentes em todas as gerações, pois Ele não está limitado por paredes físicas. O próprio mundo, firmemente alicerçado no Seu poder, demonstra a constância das Suas promessas.

Além disso, este versículo une os atos criativos e redentores de Deus. Aquele que formou a terra também estabelece um lugar onde o Seu povo pode se encontrar com Ele. Essa unidade entre criação e adoração aponta para a grandiosidade do reino de Deus, onde tanto o reino físico quanto o espiritual estão sob a realeza divina, e onde a própria criação permanece como testemunho da Sua fidelidade inabalável.

A passagem então diz: Escolheu a Davi, seu servo, e o tirou dos currais das ovelhas (v. 70). Davi serviu como o segundo rei de Israel, reinando aproximadamente de 1010 a 970 a.C., e foi fundamental para unificar a nação sob um único trono. A escolha de um pastor por Deus para governar o seu povo ressalta o princípio da exaltação divina: Ele escolhe os humildes e os eleva a posições de grande responsabilidade.

Ao chamar especificamente Davi para tarefas humildes, Deus demonstra que valoriza a fidelidade nas pequenas atribuições como preparação para uma liderança maior. A experiência de Davi como pastor lhe proporcionou uma compreensão da importância de cuidar dos vulneráveis, uma característica que se refletiu na maneira como liderou Israel com coragem e compaixão. Isso remete à forma como Jesus é retratado como o Bom Pastor no Novo Testamento, cuidando de seu rebanho de maneira pessoal, protetora e orientadora.

Além disso, isso demonstra um padrão em que os líderes de Deus muitas vezes vêm de lugares improváveis. Em vez de se concentrar no poder ou prestígio mundanos, o Senhor se aproxima da integridade, da confiança e da devoção. A história de Davi, portanto, oferece uma lição atemporal de que, independentemente da origem ou das circunstâncias de alguém, a fidelidade a Deus pode levar a um serviço em Seu reino que vai além do que poderíamos esperar.

Continuando, o versículo Tirou-o de andar atrás de ovelhas e suas crias, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança (v. 71) enfatiza ainda mais a transição de Davi para a liderança real. Essa imagem destaca a bondade para com os fracos e vulneráveis. Deus vê que aqueles que cuidam de cordeiros com ternura conduzirão a Sua nação com a mesma liderança gentil.

Ao chamar a nação de Jacó e Israel, o salmista nos lembra das promessas da aliança que Deus fez a Jacó, neto de Abraão. Ao colocar Davi no comando, o Senhor lhe confiou a administração de uma herança divina. Esse papel de pastor-rei se torna um arquétipo, alimentando a representação bíblica de líderes espirituais que guiam com autoridade e compaixão.

Além disso, essa linguagem pastoral ressoa com a narrativa bíblica mais ampla. Repetidamente, as Escrituras se referem ao próprio Deus como o Pastor supremo, que cuida do seu rebanho com proteção e sustento. Davi, como um homem segundo o coração de Deus, prefigura esse cuidado de resgate e restauração, apontando, em última análise, para o reinado eterno do Messias.

Finalmente, o texto conclui: Assim, ele os apascentou segundo a integridade do seu coração e os guiou com a perícia das suas mãos (v. 72). Esta homenagem a Davi ressalta sua devoção sincera, desenvolvida ao longo de seus primeiros anos de humilde serviço. Liderar com integridade enfatiza a plenitude moral, o amor pela verdade e um compromisso genuíno com o bem-estar dos outros. Embora Davi fosse imperfeito, o salmo destaca a essência de sua liderança sob a graça de Deus.

A menção de mãos hábeis nos lembra que a liderança eficaz é tanto espiritual quanto prática. Davi não apenas tinha um coração piedoso, mas também discernimento e coragem para lidar com questões nacionais. Fé e competência se uniram em seu estilo de liderança, apresentando um padrão para futuros governantes e, por extensão, para todos que lideram em nome de Deus. Este é um modelo duradouro de governança: um líder segundo o coração de Deus que equilibra compaixão com sabedoria.

Em última análise, este retrato de Davi aponta para a esperança futura de um governante perfeito e justo. Muitos séculos depois, Jesus seria aclamado como o Filho de Davi, cumprindo a promessa de um reino eterno fundamentado na fidelidade e na liderança hábil. Este versículo final da passagem une a escolha de Deus, o poder de Deus e a bênção resultante sobre o Seu povo.

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