
No Salmo 80:14-19, o povo implora ao SENHOR por libertação, elevando os olhos ao céu enquanto clama: Volta, te rogamos, ó Deus dos Exércitos; olha lá do céu, e vê, e visita esta videira (v. 14). A imagem da videira representa Israel, plantada e cuidada com amor por Deus. Contudo, agora a nação se sente negligenciada, e o povo pede urgentemente que Deus volte a velar por eles e a protegê-los. Este apelo desesperado surge do profundo reconhecimento de que somente o favor divino pode restaurar a saúde e a prosperidade da comunidade escolhida por Deus.
O salmista vislumbra a devastação de Israel e aponta para o poder de Deus, que somente Ele pode reverter essa situação. Ao pedir a Deus que os veja, eles afirmam sua fé no envolvimento pessoal do Senhor. O versículo captura a postura de uma comunidade dependente que suplica pela misericórdia divina, ecoando verdades posteriormente enfatizadas quando Jesus declarou ser a videira (João 15:1), convidando todos a permanecerem nele.
Continuando com a metáfora, eles se lembram da videira e pedem para que proteja o que a tua mão direita plantou, o bacelo que para ti robusteceste (v. 15). A mão direita de Deus é uma imagem bíblica recorrente de força e autoridade, revelando que a própria existência e identidade de Israel repousam sobre o Seu poder. Esta videira, originalmente nutrida para estender bênçãos, agora está em perigo, lembrando os leitores da importância de permanecerem firmados no cuidado sustentador do Senhor. O pedido deles ressalta a consciência do povo de que as bênçãos passadas vieram diretamente das mãos de Deus.
Ao se compararem a um tenro broto que recebe vida Daquele que o plantou, eles reconhecem que, sem a presença constante do Criador, a videira pode murchar. O clamor por proteção divina reflete a humildade de uma nação que se lembra de suas origens e da aliança que a estabeleceu como povo de Deus (Êxodo 19:5-6).
A gravidade de sua aflição torna-se clara quando o salmista descreve: Está queimada de fogo, está decepada; eles perecem pelas repreensões do teu rosto (v. 16). A imagem do fogo consumidor retrata uma cena de destruição, enfatizando o quão longe eles caíram de sua antiga glória. A repreensão do rosto de Deus indica julgamento, frequentemente resultante da falha de Israel em permanecer fiel aos mandamentos da aliança.
Contudo, este versículo surge como um reconhecimento de que a situação difícil da nação é inseparável da falha espiritual. Em vez de culpar outras nações ou circunstâncias, o povo assume a responsabilidade por sua crise, reconhecendo que o afastamento de Deus abre caminho para a ruína (Deuteronômio 28:47-48). Somente o Criador da aliança pode resgatá-los da desolação.
O salmista então ora: Seja o teu rosto sobre o varão da tua destra, sobre o filho do homem que para ti robusteceste (v. 17). A imagem bíblica da mão direita simboliza os instrumentos escolhidos da graça e do governo de Deus. Em contexto histórico, isso pode ser visto como um apelo por um rei davídico ou outro líder ungido por Deus, que guiaria o povo para fora da calamidade. Em um sentido mais amplo e profético, muitos crentes veem isso como um prenúncio do Messias, a quem o Pai capacitaria para trazer a salvação (Lucas 1:68-69).
A linguagem de ser fortalecido pelo Senhor ressalta que qualquer restauração ou liderança verdadeira para Israel surge unicamente por meio da aprovação divina. Em vez de depender de planos humanos, a comunidade busca uma solução designada por Deus para restaurá-la à prosperidade destinada à terra.
A postura de arrependimento deles se manifesta plenamente em Assim, não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e nós invocaremos o teu nome (v. 18). O voto de não se apartarem sugere um renovado compromisso com a fidelidade. O pedido de avivamento ressalta o anseio de serem espiritualmente revigorados para que possam, mais uma vez, adorar e honrar a Deus de todo o coração.
Este versículo reafirma que a transformação na vida de Israel deve começar em seu relacionamento com o SENHOR. Ao enfatizar invocaremos o teu nome, o povo expressa a intenção de retornar a uma dependência diária e sincera de Deus, em vez de confiar em ídolos ou soluções humanas. Esse senso de renovação ressoa com os chamados posteriores ao arrependimento ao longo das Escrituras, especialmente sempre que o povo de Deus se desviou e ansiou por um reavivamento (Atos 3:19).
O apelo final, Converte-nos, Jeová, Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos (v. 19), cristaliza as esperanças da nação. Eles pedem restauração — uma renovação completa — antecipando que o favor de Deus (Converte-nos) os fortalecerá e libertará. Essa manifestação da face divina evoca a bênção sacerdotal em Números 6:24-26, onde o rosto resplandecente do Senhor representa aprovação e fidelidade à aliança.
Tal apelo é profundamente relacional, pois o povo busca uma conexão pessoal com Deus para garantir não apenas um resgate político ou militar, mas uma vida renovada sob a bênção divina. Ao invocar o Deus dos Exércitos, eles destacam o poder ilimitado dos exércitos celestiais, confiantes de que Sua autoridade cósmica pode suprir suas necessidades.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
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