
Neste título, Ao cantor-mor. Adaptado a gitite. Salmo de Asafe, encontramos um convite à adoração musical dirigido aos responsáveis por liderar o louvor de Israel. Asafe, que serviu como líder dos cantores levitas durante o reinado do Rei Davi por volta de 1000 a.C., é apontado como o compositor do Salmo 81:1-5. É provável que ele tenha arranjado ou executado esta peça juntamente com seus companheiros músicos do templo, incentivando-os a usar um estilo musical específico representado pela palavra gitite.
A menção a Asafe enraíza firmemente esta canção nas práticas históricas de adoração de Israel. Ele viveu durante um período de unidade nacional sob o reinado de Davi, uma época marcada pelo desejo de honrar a Deus por meio de louvor bem estruturado. Esta nota introdutória sinaliza não apenas a autoria do salmo, mas também a orientação sagrada de usar instrumentos e vozes em adoração sincera.
Cantai de júbilo a Deus, que é a nossa fortaleza. Erguei alegres vozes ao Deus de Jacó (v. 1) começa com um forte chamado à exultação. A ênfase em Deus como a fonte de força fala da dependência de Israel no SENHOR para sua proteção militar, prosperidade social e segurança espiritual. O povo de Jacó, também conhecido como Israel, é encorajado a direcionar seu louvor Àquele que os guiou através das provações do passado.
Essa exortação lembra aos crentes que a adoração autêntica não é meramente um dever, mas uma expressão de gratidão. Quando os corações estão cheios de alegria genuína, o resultado é um som vibrante e unido de louvor. Olhando para o Novo Testamento, essa alegria ressoa no chamado para nos alegrarmos sempre, um tema que também aparece nas cartas de Paulo (Filipenses 4:4). Participar de uma adoração que celebra a fidelidade de Deus pode fortalecer os laços de comunhão entre o Seu povo.
Além disso, a linguagem vigorosa do canto e do grito de louvor testemunha a natureza irrestrita do louvor. Elevar a voz a Deus reconhece abertamente a Sua realeza e demonstra confiança no Seu poder sustentador. Emular essa ousadia hoje nutre um senso de confiança e dependência do Senhor em todas as circunstâncias.
Entoai um salmo e fazei soar o adufe, a suave harpa com o saltério (v. 2) inclui uma ordem para usar instrumentos musicais como parte da adoração. O louvor dos antigos israelitas frequentemente incorporava percussão e instrumentos de corda, além de melodias vocais. Essa sinfonia de múltiplas camadas simboliza uma oferta total e harmoniosa de adoração a Deus.
Instrumentos como o adufe (semelhante a um pandeiro), a lira e a harpa eram comuns na corte do Rei Davi. Eles acrescentavam riqueza e profundidade ao louvor comunitário, refletindo tanto alegria quanto reverência. Para os leitores modernos, este versículo nos lembra que Deus acolhe expressões criativas de devoção, sejam elas em estilos musicais antigos ou novos.
A expressão entoai um salmo aponta para a resposta ativa dos adoradores que escolhem celebrar as obras de Deus. Em vez de permanecerem em silêncio, o texto exorta os crentes a trazerem seus melhores sons, vozes e instrumentos diante do Senhor. Esse engajamento proativo desperta um sentimento de reverência e admiração ao contemplarem a grandeza de Deus.
Tocai a trombeta pela lua nova, pela lua cheia, no dia da nossa festa (v. 3) cria um cenário de alegre celebração em consonância com o calendário sagrado de Israel. Trombetas, especificamente o shofar (um chifre de carneiro), eram tocadas para reunir o povo e proclamar momentos importantes de adoração ou batalha. A menção da lua nova denota o início de um novo mês no calendário hebraico, enquanto a lua cheia frequentemente coincidia com certas festas, como a Páscoa ou a Festa dos Tabernáculos.
Esses dias festivos serviam como momentos determinados para que o povo da aliança de Deus parasse e se lembrasse de Sua libertação. Ao tocar a trombeta, Israel reconhecia coletivamente a fidelidade de Deus em libertá-los das dificuldades e guiá-los rumo ao seu propósito. Esse ritual era uma expressão externa de devoção interna, unindo a comunidade em uma herança de fé compartilhada.
Para os crentes de hoje, observar os tempos sagrados — mesmo que não sejam as mesmas festas — honra o princípio subjacente a eles: a lembrança e a gratidão. No Novo Testamento, a participação de Jesus nas festas judaicas (João 7:2,10) ressalta a continuidade da lembrança das obras de Deus, uma prática que promove a unidade entre os adoradores de todas as épocas.
Pois este é um estatuto para Israel, uma ordenança do Deus de Jacó (v. 4), apontando para o mandamento divino subjacente a essas celebrações. O próprio Deus, o Deus de Jacó, estabeleceu esses ritmos de adoração e tempos de festa. Seus estatutos não eram prescrições arbitrárias, mas instruções amorosas destinadas a ancorar o foco do povo em Sua bondade contínua.
No antigo Israel, ignorar celebrações como essas seria visto como negligenciar a aliança de Deus. A observância fiel demonstrava o compromisso de Israel em manter o relacionamento com Aquele que os havia redimido da escravidão. Semelhante ao ato externo de tocar a trombeta, o reconhecimento desses estatutos sinalizava uma obediência interior mais profunda ao governo do SENHOR.
Quando os fiéis cooperam com as ordenanças de Deus, eles se abrem para uma experiência mais plena de Suas bênçãos. Embora não estejam mais vinculados às festas do Antigo Testamento sob a nova aliança, os crentes podem extrair sabedoria e inspiração de sua intenção original: honrar a Deus como o doador da vida e permanecer firmes em Seus caminhos.
Ele o prescreveu em José como testemunho, quando saiu contra a terra do Egito, onde ouvi uma linguagem que não conhecia (v. 5), que continua relembrando a intervenção de Deus durante a estadia de Israel no Egito. A linhagem de José, abrangendo as tribos de Efraim e Manassés, recebeu uma promessa de bênção, mesmo em tempos difíceis. O Egito, localizado no nordeste da África, era uma nação poderosa onde os israelitas viviam em cativeiro antes de Deus os libertar.
O poder de Deus para resgatar o Seu povo de uma terra estrangeira onde não compreendiam plenamente a língua destaca a Sua soberania sobre as nações e as circunstâncias. Ao mencionar José, o salmista aponta para uma era aproximadamente entre 1876 e 1446 a.C., quando os filhos de Israel habitavam ou partiam do Egito. Esse testemunho de libertação sublinhou o cuidado fiel de Deus para com eles ao longo das gerações.
Ouvir uma linguagem que não conhecia também simboliza a distância entre Israel e a plena assimilação à cultura egípcia. A libertação do SENHOR quebrou a barreira do domínio estrangeiro e colocou o Seu povo no caminho de um relacionamento de aliança que leva à liberdade, à adoração e ao eventual assentamento na Terra Prometida.
Usado com permissão de TheBibleSays.com.
Você pode acessar o artigo original aqui.
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