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Salmo 86:14-17 Explicação

O Salmo 86:14-17, atribuído a Davi, clama: "Ó Deus, os soberbos têm-se levantado contra mim, o ajuntamento de homens violentos tem procurado tirar-me a vida; e não te tem posto diante dos seus olhos." (v. 14). Aqui, Davi reconhece a ameaça daqueles que são orgulhosos e hostis, uma situação que demonstra vividamente o medo e a incerteza que ele enfrenta. Dentro do contexto histórico, Davi reinou como rei de Israel, e sua vida foi frequentemente ameaçada tanto por inimigos estrangeiros quanto por rebeliões internas. Neste versículo, ele aponta para uma crise específica onde perseguidores implacáveis desconsideram o Senhor e buscam violência contra o líder escolhido por Deus. Embora o salmo não especifique um local, a narrativa mais ampla de Davi situa esses eventos na terra de Israel ou em seus arredores, uma região cercada por vizinhos poderosos durante o período da monarquia unificada de Israel.

A declaração de Davi de que seus adversários não colocaram Deus acima de si ressalta o conflito espiritual subjacente: eles não demonstram reverência nem temor a Deus. Este é um tema atemporal, que lembra aos crentes os perigos representados por aqueles que não reconhecem a autoridade de Deus. Ao usar a expressão "Ó Deus", Davi deposita sua esperança primordial não em seu próprio poderio militar, mas na proteção inabalável do Senhor. Essa confiança na proteção divina ressoa com ensinamentos posteriores do Novo Testamento, onde os crentes são lembrados de que seu refúgio final está no poder de Deus, e não em quaisquer meios humanos (Efésios 6:10).

Portanto, o versículo 14 convida os leitores a refletirem sobre a realidade das forças opressoras na vida e a necessidade de se ancorarem na dependência de Deus. Sua ênfase no orgulho e na violência dos inimigos de Davi aponta para a experiência universal de ameaças espirituais ou físicas. Os crentes podem encontrar conforto na resposta de Davi em oração, vendo que é totalmente aceitável e esperado suplicar ao Senhor quando surgem problemas.

Adiante, o versículo 15 declara com ternura: "Mas tu, Senhor, és um Deus compassivo e benigno, tardio em irar-te e abundante em graça e verdade." (v. 15). Essa concisa descrição da natureza de Deus reflete a linguagem usada em toda a Escritura, tecendo um tema que começou na época de Moisés (Êxodo 34:6) e continuou através dos profetas. Davi contrasta a arrogância dos homens violentos com a compaixão do Todo-Poderoso, significando que, embora os humanos possam ser implacáveis, o Senhor permanece generoso e paciente.

Ao invocar esses atributos, Davi relembra a graça de Deus não apenas para com ele, mas para com toda a nação de Israel. Historicamente, a bondade e a fidelidade à aliança do Senhor foram demonstradas inúmeras vezes ao Seu povo, desde a libertação do Egito até o seu estabelecimento na Terra Prometida. Davi, firmemente inserido nessa antiga linhagem, se apoia no testemunho do caráter fiel de Deus.

Os crentes de hoje veem esses atributos divinos culminando em Jesus, que exemplificou misericórdia, graça, paciência e verdade (João 1:14). Quando Davi destaca a abundante bondade de Deus, ele prefigura a graça perfeita concedida por meio do Messias que virá. Aqui, os leitores encontram a firme certeza de que, em todas as adversidades, há um refúgio seguro em um Deus ávido por demonstrar compaixão.

Em seguida, Davi suplica: “Volta-te para mim e compadece-te de mim; dá ao teu servo a tua força e salva o filho da tua serva.” (v. 16). Este apelo direto entrelaça um laço pessoal e familiar: ele se chama tanto de servo quanto de filho da serva de Deus, enfatizando a humildade e a proximidade. A referência ao filho da tua serva remete à ideia de que sua mãe também era fiel a Deus, criando um elo de devoção intergeracional.

As palavras de Davi ilustram que o favor divino é buscado ativamente, enquanto o versículo 15 se concentra nos atributos de Deus, o versículo 16 demonstra como esses atributos se tornam pessoais. O salmista deseja a força de Deus não como um conceito teórico, mas como ajuda imediata. Isso ressoa com o tema bíblico geral de que a dependência do poder de Deus é a verdadeira fonte de vitória, um tema apresentado repetidamente nas narrativas do Antigo Testamento e ecoado no chamado do Novo Testamento para permanecermos firmes no Senhor (2 Coríntios 12:9-10).

Ao se dirigir a si mesmo como Teu servo, Davi demonstra a postura de submissão, sugerindo que a ajuda de Deus está intrinsecamente ligada à obediência voluntária. A súplica por graça e salvação reforça a ideia de que, sem a intervenção do Senhor, qualquer esforço humano é insuficiente. Os leitores podem encontrar esperança ao saber que o poder salvador do Senhor está abundantemente disponível àqueles que humildemente pedem.

Finalmente, Davi suplica: “Dá-me algum sinal do teu favor, para que o vejam e sejam envergonhados os que me odeiam, porque tu, Jeová, me tens ajudado e consolado.” (v. 17). Esse profundo anseio por um sinal tangível enfatiza a necessidade de Davi por uma certeza inabalável. Diante de oponentes hostis, ele anseia por uma demonstração visível do favor de Deus. Embora o salmo não mencione onde ou como o sinal apareceria, a fé de Davi se baseia na crença de que Deus demonstrará sua fidelidade abertamente.

No antigo Israel, buscar um sinal não se resumia a pedir milagres; era um apelo por uma lembrança clara da presença, da orientação ou da proteção de Deus. Davi desejava que até mesmo seus inimigos reconhecessem o poder e a compaixão do Senhor, na esperança de que se envergonhassem de sua oposição ao verem como Deus defendeu seu servo. Ao longo da história bíblica, esses momentos ocorreram repetidamente, magnificando a soberania e a majestade do Senhor tanto para os fiéis quanto para os incrédulos.

O versículo conclui com as palavras afirmativas  tu, Jeová, me tens ajudado e consolado, que retornam ao cerne do louvor de Davi. Ele crê firmemente que a ajuda de Deus é certa, e essa fé se torna sua fonte de consolo. Olhando para o futuro, os crentes encontram essa mesma certeza no ato final de salvação de Cristo e na presença do Espírito Santo que habita neles (Romanos 8:26-27), refletindo o consolo descrito por Davi muitos séculos antes de Jesus caminhar sobre a Terra.

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