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The Blue Letter Bible
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1 Coríntios 5:1-2 Explicação

Em 1 Coríntios 5:1-2, Paulo apresenta uma manifestação da arrogância que denunciou em capítulos anteriores, repreendendo seus filhos na fé por uma imoralidade descarada. Ele começa o capítulo 5 declarando: "De fato, ouve-se dizer que há imoralidade entre vocês, e imoralidade tal que nem mesmo entre os gentios existe: alguém tem a mulher de seu pai" (v. 1).

Esta declaração revela a gravidade do pecado que ocorria dentro da igreja de Corinto. Corinto era uma cidade influente e rica na Grécia antiga, especialmente importante como um grande centro comercial durante o primeiro século d.C. Dado que possuía dois portos marítimos, um em cada margem do istmo, não é surpreendente que, dentro da cultura grega, uma cultura que tolerava amplamente a imoralidade sexual, Corinto fosse considerada um caso extremo de devassidão.

E essa imoralidade, de alguém ter a mulher de seu pai, é extrema até mesmo para Corinto! A expressão " até mesmo entre os gentios" refere-se à cultura grega da época. Era comum que os nobres gregos tivessem consortes; as esposas ficavam em casa e as consortes eram levadas aos eventos. Também era comum, e aceito, que os nobres gregos abusassem sexualmente de meninos. Corinto era considerada extrema porque era única entre as cidades gregas por ter prostitutas no templo. Mas Paulo afirma que nem mesmo na vil Corinto tolerariam que um filho tomasse a mulher de seu pai.

Apesar da fé dos crentes, Paulo observa que eles permitiram que esse pecado chocante do incesto existisse abertamente entre eles. Essa grave transgressão ultrapassou os limites morais comuns até mesmo àqueles que estão fora da igreja.

O apóstolo visa enfatizar o perigo de tamanha imoralidade flagrante, comparando-a com os padrões do mundo gentio. Mesmo as sociedades pagãs daquela época rejeitavam tal comportamento. O homem em questão tem a esposa de seu pai, presumivelmente sua madrasta, cometendo uma grande desonra às relações conjugais legítimas.

Como Paulo afirmou em 1 Coríntios 2:5, seu objetivo é amadurecer esses crentes pelo poder de Deus. A maturidade espiritual no poder de Deus requer seguir a Palavra de Deus. E a imoralidade sexual dentro das famílias não é compatível com o plano de Deus (Levítico 18:6-8). Paulo exorta os crentes a viverem como seguidores de Cristo (1 Pedro 1:15-16) e a não tolerarem pecados graves em sua comunidade que manchem seu testemunho.

A falha moral destaca a necessidade de prestação de contas dentro do corpo de Cristo. Ao longo das Escrituras, os crentes são chamados a serem santos, separados para Deus (Romanos 12:1-2). Paulo afirmará no capítulo 6 que a imoralidade sexual resulta em autodestruição (1 Coríntios 6:18). Mas, neste capítulo, Paulo argumenta que a imoralidade é como o fermento (1 Coríntios 5:6). Uma pequena quantidade afeta o todo. Portanto, é responsabilidade da liderança lidar com isso.

Mas o pecado ostentado não está sendo tratado. Por causa da inação deles, Paulo afirma: "Vocês se ensoberbeceram e não se entristeceram, para que aquele que praticou tal ato fosse removido do meio de vocês" (v. 2).

O chamado ao luto indica que os crentes devem sentir genuína tristeza quando um deles comete um pecado que afeta a todos. Em muitos trechos das Escrituras, o arrependimento é precedido por um profundo sentimento de pesar pelo pecado (2 Coríntios 7:9-10). Esse luto não é um sentimento passivo, mas um reconhecimento sincero de que o pecado destrói a comunhão entre o indivíduo e Deus, e entre o pecador e a igreja.

O apóstolo João escreveu sua primeira epístola para “proclamar” as palavras de vida que ouviu, para que “vocês também tivessem comunhão conosco” (1 João 1:3). Comunhão é a harmonia que surge de um propósito alinhado e, em última instância, da união com Deus. Pecado é agir à parte do plano de Deus e rompe a comunhão.

Jesus fala sobre isso no Sermão da Montanha. Em Mateus 6:14-15, Jesus explica por que o perdão é a parte central do quiasmo que é a Oração do Senhor: romper a comunhão uns com os outros rompe a comunhão com Deus. O pecado que não é abordado é evidência de que os coríntios se tornaram arrogantes. O fato de não terem se lamentado pelo pecado é um sinal de que se tornaram arrogantes.

A palavra grega traduzida como arrogante é traduzida como “inflado” em Colossenses 2:18, que fala de alguém que tem uma visão inflada de sua própria opinião sobre como seguir as leis e regras para se tornar justo e eleva sua própria opinião acima da verdadeira essência da Lei, que “pertence a Cristo” (Colossenses 2:17). Os coríntios estão cientes do pecado de alguém em sua congregação ter um relacionamento sexual com a esposa de seu pai. Então, em vez de se submeterem ao ensino das Escrituras e lidarem com a situação, eles elevaram seu próprio julgamento, dizendo: “Isso está certo”.

Paulo exorta à ação. Ele pede à igreja que remova o transgressor. Essa pessoa que está envenenando a assembleia com o fermento do pecado deve ser removida do meio de vocês. Ter comunhão com alguém em aberta afronta a Deus é romper a comunhão com Ele e, portanto, contamina toda a assembleia.

É da natureza humana evitar conflitos. Podemos imaginar que muitos crentes coríntios ficaram incomodados com esse pecado flagrante de incesto familiar, mas não quiseram tomar nenhuma atitude. Contudo, é dever daqueles que pastoreiam a igreja protegê-la. É por isso que, quando Paulo instruiu Tito sobre como escolher presbíteros para a igreja em Creta, ele disse que eles precisavam ser pessoas “capazes tanto de exortar na sã doutrina como de refutar os que a contradizem” (Tito 1:9).

Este é um chamado e uma responsabilidade importantes da igreja, e muitas igrejas (incluindo a de Corinto e muitas igrejas atuais) relutam em assumir tal posição. A ação disciplinar não deve ser um ato severo de vingança, mas um passo necessário para o arrependimento e a restauração. O próprio Jesus ensinou que, quando um irmão peca e se recusa a ser corrigido, há um processo que envolve confronto e disciplina dentro da igreja para o bem da alma do pecador (Mateus 18:15-17).

Paulo espera que, ao afastar esse homem da comunhão, ele seja levado ao arrependimento e, em última análise, a saúde espiritual da congregação seja preservada. Mas, independentemente de isso acontecer ou não, é essencial remover essa conduta pecaminosa, que introduz o fermento do pecado, o qual destruirá (1 Coríntios 2:6).

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