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The Blue Letter Bible
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1 Coríntios 5:9-13 Explicação

Em 1 Coríntios 5:9-13, Paulo faz uma distinção, observando que sua ordem aos coríntios para se afastarem daqueles que são imorais se aplica apenas à igreja, não à cultura geral em que vivem. Eles devem viver no mundo sem serem contaminados por ele. Paulo os lembra: " Eu lhes escrevi em minha carta que não se associassem com pessoas imorais" (v. 9).

Esta referência indica uma comunicação escrita anterior aos crentes de Corinto, que não está incluída nas Escrituras. Esta carta os instruía a evitar a comunhão no corpo de Cristo com aqueles que persistiam na imoralidade. Ela destaca o contínuo envolvimento pastoral de Paulo e seu ensinamento consistente sobre a santidade dentro do corpo de Cristo.

No entanto, pode ter havido confusão sobre até que ponto esse isolamento deveria ir e a quem deveria se aplicar. Especialmente em uma cidade como Corinto, conhecida pela sua flagrante frouxidão moral, isso significaria que eles deveriam parar de interagir com qualquer pessoa dentro da sua comunidade. Alguns na igreja podem ter interpretado erroneamente a diretiva de Paulo como um sinal de que deveriam se isolar de todos os pecadores, o que significaria isolamento de toda a comunidade de Corinto. Não era isso que Paulo queria dizer, e ele esclarecerá isso mais adiante.

Ao longo da história da igreja até os dias de hoje, essa tensão entre estar no mundo e não ser do mundo (João 17:14-16) tem sido um paradoxo para a igreja. No entanto, a mensagem bíblica mais ampla busca o equilíbrio entre viver como pessoas santas e, ao mesmo tempo, interagir com o mundo e viver de acordo com o amor de Cristo (Mateus 5:14-16).

Assim, essa lembrança no versículo 9 do que ele havia comunicado anteriormente esclarece a intenção original de Paulo. Ele adverte especificamente contra a convivência próxima com crentes que se envolvem flagrantemente em pecado e se recusam ao arrependimento, porque suas ações impenitentes podem causar sérios danos espirituais dentro da igreja. Como discutido na seção anterior, recusar-se a disciplinar aqueles que se envolvem em imoralidade pública é como um câncer que se espalhará por todo o corpo.

Ele esclarece sua declaração anterior para deixar claro que sua intenção era que eles aplicassem esse mandamento apenas aos crentes, para se afastarem de pessoas imorais. Ele acrescenta: "De modo algum me referia aos imorais deste mundo, ou aos avarentos e ladrões, ou aos idólatras, pois então vocês teriam que sair do mundo" (v. 10).

Paulo diferencia entre a sociedade em geral e o corpo da igreja local. Se os crentes evitassem todo contato com pecadores na cultura em geral, teriam que se retirar completamente da vida normal; teriam que sair do mundo. Isso significaria que não poderiam cumprir a Grande Comissão (Mateus 28:18-20). Jesus ordenou a seus seguidores que fizessem discípulos onde quer que fossem, em tudo o que fizessem. Como poderiam fazer discípulos de todas as nações se evitassem o contato com qualquer pessoa que ainda não fosse um discípulo?

O evangelho comissiona os crentes a irem ao mundo como embaixadores de Cristo (2 Coríntios 5:20), testemunhas de Cristo (Atos 1:8) e fazedores de discípulos de Cristo (Mateus 28:18-20).

Corinto estava repleta de adoradores de ídolos, comerciantes que praticavam negócios antiéticos e pessoas em busca de prazeres carnais. Nunca se associar a eles significaria perder oportunidades de compartilhar a verdade e o amor de Deus. Isso é o oposto do que Paulo exemplificou. Ele trabalhava no mercado e convivia com os pecadores, assim como Jesus. Jesus comia com cobradores de impostos e pecadores (Mateus 9:10-13). Interagir com não-crentes para irradiar a luz de Deus é um aspecto central da missão cristã (João 17:15-18).

Com esse esclarecimento, Paulo enfatiza que a igreja não deve adotar padrões mundanos nem permanecer indiferente quando alguém dentro do Corpo de Cristo comete pecado intencionalmente e não se arrepende. Os crentes não devem ser como o mundo (1 João 2:15-17), mas amar aqueles que estão no mundo (Marcos 12:28-31, Lucas 6:27-28). Somos chamados a ser testemunhas do mundo imperfeito em que vivemos.

Paulo torna isso mais explícito, evitando qualquer dúvida sobre o que ele quer comunicar: Mas, na verdade, eu lhes escrevi que não se associassem com nenhum daqueles que se dizem irmãos, se forem imoral, avarentos, idólatras, maldizentes, bêbados ou ladrões; com tais nem mesmo comam (v. 11).

A raiz da palavra grega traduzida como " assim chamado " é "onomazo". Significa simplesmente "nomear". É um verbo, enquanto "assim chamado" é normalmente usado como adjetivo. Uma tradução melhor seria "não se associar com nenhum homem que se diga irmão". Se alguém faz parte da comunidade e se declara crente, devemos tratá-lo como tal. Jesus é quem decide quem crê. Ele é quem perdoa e transforma os que creem em uma nova criatura em Cristo. Se alguém se declara crente, devemos aceitar sua palavra e responsabilizá-lo por um padrão de conduta moral, caso desejemos permitir que ele participe ativamente da assembleia da igreja.

Se alguém está na assembleia e professa ser crente, então devemos acreditar nessa pessoa. O fato de pecar não a desqualifica como crente. Como João afirma, qualquer crente que alega estar sem pecado engana a si mesmo (1 João 1:8). Aliás, se alguém que alega ser crente é imoral, avarento, idólatra, difamador, bêbado ou vigarista, então seus companheiros na assembleia devem evitar se associar a essa pessoa.

Paulo diz que o afastamento deve ser intencional e distante, afirmando que nem sequer devemos sentar à mesa com alguém assim. Tendemos a nos tornar como as pessoas com quem convivemos (Provérbios 13:20). Não queremos adquirir essas características, por isso devemos nos manter afastados. Não queremos ser atraídos por esse tipo de comportamento.

O propósito permanece redentor. Ao se afastar da comunhão normal, a igreja sinaliza que a participação contínua no pecado é incompatível com seguir a Jesus e andar em obediência a Ele. Andar em obediência a Cristo leva à vida, e andar nos caminhos do mundo leva à destruição (Mateus 7:13-14). Portanto, é um ato de misericórdia dissociar-se de pessoas que vivem em pecado. Em vez de acompanhá-las à destruição, o crente fiel deve chamá-las para um caminho melhor. Continuar a trilhar fielmente o caminho difícil que leva à vida é a melhor maneira de chamá-las para um caminho melhor.

Essa ação deliberada de distanciamento permite ao crente pecador saber que seu comportamento não é tolerado. O isolamento é um convite que pode despertar um irmão ou irmã desviado(a) para as consequências de suas escolhas, levando ao arrependimento em vez da destruição (Tiago 5:19-20).

Paulo então pergunta: Pois que me importa julgar os de fora? Não julgais vós os que estão dentro da igreja? (v.12).

Ao usar a expressão "forasteiros", Paulo se refere àqueles que estão fora da igreja. Ele acrescenta que é Deus quem julga os de fora: "Mas os de fora, Deus os julga" (v. 13a). Deus é o juiz supremo que restaurará todas as coisas. Essa é a função Dele, não nossa. O apóstolo reitera que os crentes não são chamados a condenar o mundo ou a emitir um julgamento final sobre os não cristãos; esse é o papel próprio de Deus. Em vez disso, a comunidade cristã tem a responsabilidade interna e coletiva de disciplinar aqueles que professam a Cristo, mas pecam de forma flagrante, devota e sem arrependimento.

Ao distinguir entre julgar os de fora e os de dentro, Paulo mantém o foco da igreja em fazer discípulos, de acordo com a Grande Comissão de Jesus (Mateus 28:18-20). Os crentes devem se engajar com o mundo perdido em amor e verdade, deixando o julgamento dos de fora para Deus (Atos 17:31). Enquanto isso, dentro da igreja, líderes e membros se responsabilizam mutuamente por viver de uma maneira que honre a Jesus e promova o reino de Deus.

Além disso, este versículo oferece uma visão da concepção bíblica de comunidade: uma comunidade comprometida com a santidade, a edificação mútua e a disciplina amorosa. A congregação de Corinto teve que lidar com as implicações de tolerar um pecado escandaloso. Paulo enfatiza que a igreja local deve administrar seus assuntos em consonância com a santidade de Deus e a verdade da Sua palavra.

Jesus ensinou aos seus discípulos como evitar julgar indevidamente e julgar corretamente. Ele deixou claro que não nos cabe julgar o mundo exterior (Mateus 7:1). Aliás, Jesus acrescentou que, se tentarmos usurpar a sua autoridade para julgar os outros, isso só resultará em elevar o padrão pelo qual seremos julgados por Ele (Mateus 7:2, 2 Coríntios 5:10).

Jesus continua dizendo que, quando vemos uma falha em um irmão, devemos reconhecer que a razão pela qual conseguimos ver essa falha é porque a compartilhamos (Mateus 7:4). Portanto, nossa primeira ação deve ser confessar nosso próprio pecado, reconhecendo que nossa capacidade de ver a falha do outro aponta para a necessidade de primeiro examinarmos a nós mesmos. Então, depois de lidarmos com nosso próprio pecado, somos instruídos a julgar se a pessoa está pronta para receber correção e, em caso afirmativo, a corrigi-la (veja o comentário sobre Mateus 7:1-5 para uma análise mais completa).

Nosso objetivo é corrigir aqueles que estão dentro da igreja, conforme tivermos oportunidade, e sermos corrigidos por outros (Tiago 5:16). Mas não é nossa função julgar aqueles que estão fora da fé, como Paulo acrescenta: Mas os de fora, Deus os julga (v. 13).

Deus julgará, em última instância, toda pessoa que permanecer fora de Cristo e persistir no pecado (Apocalipse 20:15). A missão da Igreja, sob a direção de Deus, é estender amor, perdão e esperança ao mundo, mantendo a santidade em sua comunhão.

O versículo 13 termina com "Expulsem o ímpio do meio de vocês" (v. 13). A frase "Expulsem o ímpio do meio de vocês" está em letras maiúsculas porque cita Deuteronômio 17:7. Esta passagem de Deuteronômio fala sobre condenar alguém à morte mediante o depoimento de duas ou três testemunhas. A punição se aplica a qualquer pessoa que tenha adorado um deus estrangeiro. A morte é separação, assim como vemos que a morte física é a separação do espírito do corpo (Tiago 2:26).

Mas o exílio também é uma forma de morte, pois separa as pessoas da comunidade. Adão e Eva experimentaram a morte do exílio do Jardim quando pecaram. Assim, Paulo infere que a aplicação no Novo Testamento desse princípio do Antigo Testamento, presente em Deuteronômio 17, é condená-los ao exílio da comunhão. Dissociar-se adequadamente de pessoas cujo pecado manifesto ameaça contaminar toda a congregação é uma proteção para a assembleia.

Além disso, como já foi observado, o afastamento da comunhão pode levar o pecador a reconhecer sua necessidade de verdadeira restauração em Cristo. Assim, essa disciplina espiritual tem um duplo benefício. Ela protege os crentes na igreja de serem contaminados pela imoralidade, ao mesmo tempo que coloca o pecador em posição de arcar com as consequências totais de seu pecado e levá-lo ao arrependimento.

Em todos esses versículos, Paulo aborda a tensão entre a necessidade de pureza dentro da igreja e o chamado missionário no mundo exterior. Como sempre acontece nas Escrituras, a maneira correta de lidar com a tensão espiritual é através da fé.

A igreja se apresenta como uma comunidade santa, redimida pelo sangue de Cristo, destinada a ser luz para as nações. Lidar com o pecado de forma decisiva entre os crentes é essencial para preservar o testemunho de Jesus, ao mesmo tempo que se estende misericordiosamente àqueles que ainda não o conhecem.

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