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Jó 39:19-25 Explicação

Em Jó 39:19-25, Deus continua Seu “passeio pelo zoológico” para demonstrar a Jó sua falta de entendimento em comparação com a perspectiva infinita de Deus, voltando a atenção de Jó para o cavalo de guerra. Deus introduz o novo assunto perguntando: “Dás tu ao cavalo a sua força? Vestes o seu pescoço com uma crina?” (v. 19).

Anteriormente, Deus usou alguns animais indomáveis, o jumento selvagem e o boi selvagem, como ilustrações. Agora, Ele se volta para um animal que pode ser domesticado e que traz grande benefício aos humanos. Mesmo assim, embora possamos treinar um cavalo, ferrá-lo ou equipá-lo com arreios, estamos utilizando o que Deus criou. A força bruta do cavalo — sua força — é um dom de Deus. Com ela, até pouco mais de cem anos atrás, civilizações foram construídas.

Deus também destaca a beleza do cavalo, perguntando: "Você cobre o pescoço dele com uma crina?". Beleza e força estão entrelaçadas no cavalo, e ambas provêm da mão do Criador. A crina ondulante é mais do que um adorno — é uma lembrança de que Deus se deleita em tornar a força bela e a beleza forte, refletindo Sua própria natureza naquilo que Ele criou.

O Senhor insiste: “Você o faz saltar como um gafanhoto?” (v. 20). Os cavalos explodem em movimento com facilidade. Deus compara esse salto a um enxame de gafanhotos que se levanta de uma só vez — puro vigor coordenado. Jó viu esse salto, mas não foi ele quem o orquestrou. Foi Deus.

Então Deus diz sobre o cavalo de guerra: “Seu bufo majestoso é terrível” (v. 20). O bufo do cavalo de guerra é um som majestoso que faz o ar vibrar. Esse som terrível é energia concentrada, canalizada pelo Criador. É o cavalo antecipando a batalha e ansioso pela luta. A inferência continua sem cessar: se Deus pode criar coragem em uma criatura, pode Jó confiar que Deus o sustentará quando a coragem lhe faltar?

Aquele que deu o bufo de coragem ao cavalo é Aquele que governa o resultado. Deus descreve o cavalo de guerra: “Ele cava o vale e se alegra na sua força; sai ao encontro das armas” (v. 21).

Podemos imaginar um amplo vale usado como campo de batalha. Fileiras se formam, comandantes gritam. A câmera então foca no cavalo, que bate as patas no chão, impaciente para correr e enfrentar a batalha. Ele se alegra com sua força, ansioso para demonstrar a coragem e a força que Deus lhe deu. Ele não se esquiva do confronto; avança para enfrentar as armas posicionadas contra ele.

Isso é coragem por natureza. Deus está dizendo a Jó: Eu conheço a forma da coragem, porque eu a criei. Quando Jesus decidiu ir a Jerusalém (Lucas 9:51), Ele personificou essa mesma determinação — indo ao encontro da cruz que nos salvaria. Ele demonstrou o mesmo tipo de grande coragem quando orou: “Contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”, durante o tempo em que temia a cruz (Lucas 22:42). Vemos o apreço de Deus pela coragem como um valor em Apocalipse 21:8.

O Senhor continua a descrever o cavalo de guerra: “Ele ri do medo e não se assusta; não recua diante da espada” (v. 22). O cavalo de guerra não faz o medo desaparecer; ele simplesmente não se rende a ele. Ele avança para o perigo que outros evitam. Aquilo que faria outros recuarem, o cavalo de guerra ri. O fato de ele não recuar diante da espada significa que ele não teme a morte.

O cavalo de guerra é uma ilustração do caráter que Deus chama todos os crentes a terem para vencerem como Ele venceu. Em Apocalipse 1:3, Deus promete uma grande bênção a todos os que ouvem, entendem e seguem o que está escrito a seguir. E a principal coisa que Deus exorta os crentes a fazerem para obterem uma grande bênção é vencer como Jesus venceu; ser testemunhas fiéis que não temem a perda, a rejeição ou a morte (Apocalipse 3:21).

A firmeza do cavalo é uma dádiva; mas aos crentes foi dado o mesmo espírito. “Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio” (2 Timóteo 1:7). E os cavalos são naturalmente ariscos; precisam ser treinados para que a coragem interior se manifeste. Da mesma forma, nós, como crentes, precisamos de treinamento para nutrir e desenvolver a capacidade que Deus nos deu de caminhar com grande coragem. Paulo nos exorta a treinar diariamente, empunhando as armas da guerra espiritual a cada dia (Efésios 6:10-18).

Deus descreve o ruído da batalha: “A aljava tilinta contra ele, a lança e o dardo reluzem” (v. 23). A descrição da aljava tilintando contra ele retrata a bainha de flechas do arqueiro se esvaziando sobre a cavalaria em investida. Enquanto isso, a lança e o dardo cortam o ar e brilham ao sol. O cavalo não é protegido da dureza da batalha; ele a atravessa correndo. O Senhor está dizendo a Jó: “Não sou cego ao mundo em que você vive. Conheço seu clangor e seu brilho — e eu sou Deus ali também.”

O domínio de Deus não se limita aos campos tranquilos. Ele governa as linhas de frente, onde o perigo e a decisão se encontram. Os impérios da história demonstram que suas armas não decidiram os resultados finais; o Senhor sim (Provérbios 16:9, 21:31). A vida de Jó tornou-se um campo de batalha de acusações e dor; Deus está presente mesmo em meio ao tilintar das aljavas e ao brilho das lanças e dardos.

O Senhor acrescenta mais detalhes à imagem do cavalo de guerra: “Com tremor e fúria, ele corre pelo campo, e não para ao som da trombeta” (v. 24). A trombeta soa para convocar as tropas para a batalha, e o cavalo dispara; ele não fica parado quando o chamado chega. Ele investe, atendendo prontamente ao chamado. Ele corre pelo campo para enfrentar o inimigo. Em vez de tremer de medo, ele treme de fúria.

Deus conclui esta seção sobre o cavalo de guerra dizendo: “Sempre que a trombeta soa, ele diz: 'Aha!' E sente o cheiro da batalha de longe, o trovão dos capitães e o grito de guerra” (v. 25).

A palavra hebraica (הֶאָח, “he'āḥ”) traduzida como Aha! representa uma expressão de alegria; é uma onomatopeia que translitera o som de uma risada de prazer. A cada toque de trombeta, o cavalo de guerra responde com entusiasmo. Ele não se cansa do desafio. Ele pressente a luta que se aproxima — o bater de cascos, o estrondo das ordens, os gritos dos capitães que ecoam como trovões, mesmo à distância. Ele é um exemplo de coragem e força onde a maioria temeria. O grito de guerra, que deveria intimidar, ao contrário, traz alegria ao cavalo de guerra.

Deus criou criaturas que respondem a sinais. O cavalo de guerra responde ao perigo inerente com coragem e entusiasmo para cumprir seu papel. Deus iniciou esta seção sobre o cavalo de guerra perguntando: “Deu-lhe força? Cobriu-lhe o pescoço com uma crina?” (v. 19). Isso dá continuidade ao tema fundamental de que a ordem criada por Deus está além da capacidade de Jó de compreender, muito menos de realizar. “Se você não consegue entender coisas tão básicas, por que acha que sua perspectiva poderia me influenciar de alguma forma?” é a conclusão lógica dessa linha de raciocínio.

É possível também que, nesta seção sobre o cavalo de guerra, Deus esteja introduzindo o conceito de como a força é aplicada corretamente. Embora os humanos não possam criar um cavalo de guerra, podem obter grande vantagem ao montá-lo. Um cavalo de guerra devidamente treinado e empregado é um aliado formidável para aquele a quem serve.

Assim como o cavalo de guerra, Jó também cumpre um grande propósito para Aquele a quem serve, embora, neste momento, pareça alheio a essa realidade. Jó silencia Satanás com sua justiça, cumprindo um propósito primordial para o qual Deus criou a humanidade à Sua imagem e semelhança, colocando-a acima de Sua criação (Salmo 8:2, 4-8). O livro de Jó começa com Deus zombando de Satanás por causa da justiça de Jó (Jó 1:8). Em breve veremos que Deus recompensa Jó, levando-o a conhecê-Lo, embora essa experiência certamente não lhe pareça uma recompensa naquele momento (Jó 42:1-6).

Em Ezequiel 14:20, vemos que Deus eleva Jó como um exemplo de retidão, colocando-o na mesma companhia de Noé e Daniel. Tiago 5:11 apresenta Jó como uma ilustração de “perseverança” e um exemplo de como o Senhor transforma o mal em bem (Romanos 8:28). Em Jó 42:7-8, Deus reconhece que Jó falou corretamente sobre Ele, apesar de sua perspectiva limitada. Deus recompensará Jó novamente nesta vida, restaurando sua fortuna e até mesmo dobrando-a (Jó 42:10).

De maneira semelhante, Deus chama todos os crentes a segui-Lo, confiando que a porta estreita e o caminho difícil para o qual Ele nos chama são, de fato, o que conduz à vida e ao proveito (Mateus 7:13-14). Jesus diz: “Quem não carrega a sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:27).

Isso nos mostra que, para aprendermos o que Jesus nos ensinou, precisamos passar pelos mesmos tipos de provações que Ele enfrentou. Isso inclui a rejeição do mundo. Como Paulo nos diz, todos os que desejam viver uma vida piedosa serão rejeitados pelo mundo (2 Timóteo 3:12).

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