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The Blue Letter Bible
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Salmo 89:1-4 Explicação

No Salmo 89:1-4, o salmista declara a bondade e a fidelidade de Deus como verdades eternas e geracionais, e fundamenta esse louvor na aliança jurada do SENHOR para estabelecer o trono de Davi para sempre.

Um Maskil de Etã, o Ezraíta (Salmo 89 em sobrescrito).

O sobrescrito do Salmo 89 identifica o salmo como um Maskil.

Um Maskil está associado à instrução, à compreensão ou à reflexão ponderada, em vez de ao louvor espontâneo. Isso indica que o Salmo 89 tem o propósito de ensinar, convidando o leitor a meditar cuidadosamente sobre os propósitos da aliança de Deus, em vez de simplesmente reagir emocionalmente.

O salmo é atribuído a Etã, o ezraíta. Este pode ser o mesmo homem mencionado com esse nome, renomado por sua sabedoria nos dias do rei Salomão (1 Reis 4:31). Ou Etã, o ezraíta, pode ser outra pessoa, talvez um sacerdote músico que retornou da Babilônia nos dias de Esdras.

Em hebraico, o nome Ethan significa “firme”, “duradouro”, “inabalável” ou “forte”. O nome Ethan ecoa o tema central do Salmo 89. Ethan testemunhará a bondade amorosa e a fidelidade inabalável do SENHOR.

A designação de Ethan como um Ezraíta provavelmente o conecta a uma família ou guilda reconhecida por sua sabedoria e habilidade musical.

Desde o início, o texto introdutório prepara o leitor para uma meditação cuidadosamente fundamentada sobre a fidelidade da aliança do SENHOR — uma meditação que lida honestamente com a tensão entre as promessas de Deus e a experiência vivida por Israel, especialmente no que diz respeito à aliança davídica.

O Salmo 89 é uma repetição da fidelidade de Deus.

O salmo começa com uma declaração de louvor ao SENHOR para sempre:

Cantarei para sempre a bondade do Senhor;
A todas as gerações darei a conhecer a tua fidelidade com a minha boca (v.1).

O verso inicial — "Cantarei para sempre a bondade do Senhor" — estabelece o tom de todo o salmo, ancorando-o em uma adoração que flui da fidelidade à aliança, e não das circunstâncias.

A palavra traduzida como bondade amorosa é uma forma de חֶסֶד (H2617 – pronunciado “Hesed”). “Hesed” descreve a misericórdia e o amor inabaláveis do SENHOR, fiéis à Sua aliança. A bondade amorosa do SENHOR é o Seu compromisso fiel de agir para o bem daqueles a quem Ele se uniu por meio de promessas.

O Salmo 136 reitera repetidamente como a “bondade ['hesed'] do SENHOR dura para sempre” (Salmo 136:1).

Ao prometer cantar para sempre sobre essa bondade amorosa, o salmista sinaliza que a fidelidade de Deus não é temporária, frágil ou dependente da condição imediata de Israel. Mesmo que o salmo posteriormente trate com honestidade das aparentes contradições entre as promessas de Deus e o sofrimento presente (Salmo 89:38-45), ele começa com a firme convicção de que o amor da aliança do SENHOR perdura para além de qualquer geração ou momento histórico. O louvor, nesse sentido, torna-se um ato de confiança: a escolha deliberada de proclamar o amor fiel de Deus como uma realidade eterna, mesmo antes que todas as Suas promessas pareçam plenamente cumpridas.

O segundo verso do versículo 1 amplia o compromisso do salmista da adoração pessoal para o testemunho público: A todas as gerações anunciarei com a minha boca a tua fidelidade.

A fidelidade de Deus não deve permanecer uma convicção privada, mas uma verdade proclamada ao longo do tempo, transmitida intencionalmente de geração em geração. Ao enfatizar a palavra — com a minha boca — o salmista exemplifica que a fidelidade deve ser declarada, ensinada e lembrada por meio de um testemunho verbal deliberado.

Isso reflete o padrão de aliança encontrado em toda a Bíblia, onde cada geração tem a responsabilidade de relatar as obras e promessas do SENHOR àqueles que a seguem (Deuteronômio 4:9, Êxodo 13:14, Salmo 145:4).

A resolução do salmista reconhece que a fidelidade de Deus transcende qualquer vida individual e, portanto, deve ser ativamente preservada por meio de testemunho, instrução e louvor. Dessa forma, a adoração se torna um meio de discipulado, garantindo que as gerações futuras não apenas conheçam o SENHOR, mas também confiem em Sua comprovada fidelidade e firme compromisso com as promessas de Sua aliança.

O salmista ( Etã, o ezraíta ) então testemunha como já havia louvado o SENHOR por Sua bondade:

Pois eu disse: “A bondade será edificada para sempre;
Nos céus estabelecerás a tua fidelidade” (v.2).

O prefácio: "Pois eu disse" indica que o que está prestes a ser declarado é uma convicção fundamentada, reflexiva e consolidada.

O foco está no compromisso eterno do SENHOR com a sua bondade. A frase "será edificado para sempre" utiliza imagens de construção, retratando a bondade de Deus como algo ativamente estabelecido, fortalecido e assegurado ao longo do tempo. Não se trata de uma qualidade frágil ou abstrata, mas de uma estrutura que o próprio Deus estabelece e mantém. A palavra " para sempre " descreve a sua permanência. O amor da aliança de Deus não está sujeito à erosão causada por falhas humanas ou convulsões históricas. Essa verdade e realidade do amor eterno de Deus forma o alicerce sobre o qual se sustenta o restante do salmo.

O segundo verso aprofunda a afirmação ao elevar a perspectiva: Nos céus estabelecerás a tua fidelidade.

A fidelidade de Deus — Sua confiabilidade e integridade em cumprir promessas — é estabelecida nos céus. Os céus são o reino de Deus. Os céus transmitem permanência, autoridade e ordem divina (Salmo 11:4). Ao fixar a fidelidade de Deus nos céus, o salmista afirma que ela está ancorada além da instabilidade terrena e das mudanças políticas. Enquanto reinos surgem e caem na terra, a fidelidade de Deus permanece fixa e inabalável. Juntas, essas duas linhas afirmam que tanto a bondade quanto a fidelidade do SENHOR são realidades eternas e divinamente asseguradas.

A partir do versículo 3, a perspectiva pessoal do salmo muda de Etã para o próprio Deus. O salmista está repetindo o que ouviu Deus dizer:

Fiz uma aliança com os Meus escolhidos;
Eu jurei a Davi, meu servo (v. 3).

O salmista fala como se estivéssemos ouvindo o próprio testemunho do SENHOR sobre o que Ele fez: “Fiz uma aliança com os meus escolhidos”.

Uma aliança não é um acordo casual — é um compromisso vinculativo que Deus inicia livremente, estabelecendo um relacionamento e um futuro que se baseiam em Seu caráter. Deus fez alianças com Noé (Gênesis 9:11), Abraão (Gênesis 15), o povo de Israel (Êxodo 19:5-7, 24:7) e Davi (2 Samuel 7:12-16).

Essa expressão "Meus escolhidos" indica com quem Deus escolheu fazer aliança.

A segunda linha do versículo 3 especifica a qual pessoa e aliança o SENHOR está se referindo: Jurei a Davi, meu servo.

É a aliança que Deus fez com o Rei Davi. Davi, o jovem pastor que Deus escolheu para substituir o orgulhoso Rei Saul como líder de Israel. Davi reinou no século X a.C. (1010-970 a.C.), sucedendo o Rei Saul e precedendo seu filho, o Rei Salomão.

O reinado de Davi marcou um ponto de virada decisivo na vida nacional de Israel. As tribos foram unificadas sob um único trono, os inimigos foram subjugados e Jerusalém tornou-se o centro da vida política e religiosa de Israel. Mas a principal importância de Davi não é meramente política, como nos lembra o Salmo 89. A importância fundamental de Davi é a aliança. Davi é uma das figuras mais importantes da história de Israel porque Deus vinculou a sua linhagem a uma promessa.

É interessante que o SENHOR se refira a Davi como Meu servo.

Um servo é alguém que cumpre as ordens e a vontade da pessoa a quem serve.

No Antigo Testamento, o SENHOR se refere a Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, ao Messias e a alguns dos profetas como Meu servo (Êxodo 32:13, Josué 1:2, 1 Reis 11:13, 32, 34, Salmo 89:20, Isaías 49:3, Jeremias 25:4, Amós 3:7).

A aliança que o SENHOR fez com Davi foi originalmente feita depois que Davi se tornou rei e estava se preparando para construir um templo para o SENHOR em Jerusalém (2 Samuel 7:1-2).

Os pontos principais da aliança do SENHOR com seu servo Davi foram:

  • O SENHOR prometeu estabelecer uma casa real (dinastia) para Davi.
    (2 Samuel 7:11b)
  • Deus levantará um descendente do próprio corpo de Davi para sucedê-lo como rei.
    (2 Samuel 7:12)

  • Os descendentes de Davi construirão uma casa para o nome do Senhor.
    (2 Samuel 7:13a)

  • O trono do descendente de Davi será estabelecido para sempre.
    (2 Samuel 7:13b, 16)

  • O SENHOR manterá uma relação de pai e filho com o descendente real de Davi.
    (2 Samuel 7:14a)
  • Embora os descendentes de Davi possam ser disciplinados por seus erros, eles não serão rejeitados como Saul foi.
    (2 Samuel 7:14b–15)

  • A casa, o reino e o trono de Davi têm permanência garantida perante o SENHOR.
    (2 Samuel 7:16)

Havia um caráter pessoal na aliança davídica. O SENHOR prometeu: “Jurei ao meu servo Davi” (v. 3). O juramento pessoal de Deus garante a certeza do que Ele prometeu. Assim, o peso da esperança da aliança repousa no próprio compromisso de Deus, e não na estabilidade humana.

Após ter nomeado a aliança, o SENHOR declara seu conteúdo duradouro:

“Estabelecerei a tua semente para sempre.”
E edifica o teu trono para todas as gerações” (Selá, v.4).

A semente de Davi se refere aos seus descendentes. Essa é a característica impressionante da aliança davídica. A promessa do Senhor não se limita à vida de Davi, nem mesmo ao seu sucessor imediato.

Deus se compromete a garantir que a linhagem real de Davi perdure para sempre. Ela não pode ser extinta pela corrupção humana, por convulsões políticas ou pela passagem dos séculos.

A segunda parte do versículo 4 é paralela e intensifica a primeira parte: E edifica o teu trono para todas as gerações.

A simbologia, mais uma vez, é arquitetônica. O próprio Deus edifica o trono de Davi para todas as gerações. A permanência do trono será eterna. Ele perdurará enquanto houver gerações de pessoas vivas. O trono de Davi sobreviverá a esta Terra e será o governo que Deus usará para administrar o Seu domínio na nova Terra.

Mais uma vez, a eterna permanência do trono de Davi não é garantida e mantida por sua habilidade ou pela constância de Israel, mas sim pela poderosa promessa de Deus. Dinastias terrenas desmoronam porque são tão fortes quanto seus governantes. Mas um trono construído pelo SENHOR perdura porque é sustentado pela fidelidade divina.

O Salmo 89 torna-se ainda mais importante quando o Novo Testamento anuncia a identidade de Jesus.

O anjo Gabriel faz referência à aliança davídica quando descreve a Maria quem será seu Filho:

“...o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi... e o seu reino não terá fim.”
(Lucas 1:32b-33)

Em outras palavras, Jesus, o Filho de Maria, é a semente que cumpre a promessa da aliança de Deus com Davi.

Quando lemos o Salmo 89:4 tendo em mente Lucas 1:26-38, vemos a eternidade assumindo uma face: Jesus. Jesus é o Filho de Davi. Ele não é apenas mais um elo em uma corrente que se desvanece — Ele é o Messias-Rei cuja ressurreição garante um reinado sem fim (Atos 2:30-36), cumprindo a promessa de todas as gerações da única maneira que ela pode ser verdadeiramente cumprida: por um Rei que vive para sempre.

Transcorreriam entre cinco e dez séculos entre a época em que Etã, o ezraíta, escreveu este salmo, fazendo referência à aliança davídica, e o momento em que Gabriel anunciou a Maria os primeiros sinais de seu cumprimento.

A fé do salmista e o cumprimento da promessa de Deus por meio de Jesus são, de fato, um testemunho da fidelidade eterna do SENHOR.

Selah é um termo hebraico transliterado que aparece ao longo dos Salmos e é geralmente entendido como uma pausa ou um momento de reflexão. Pode estar relacionado à prática musical ou litúrgica. Embora seu significado preciso seja debatido, Selah consistentemente sinaliza um momento para o ouvinte ou leitor parar, considerar e ponderar o que acabou de ser declarado, permitindo que a verdade se assente antes de prosseguir. Em vez de apresentar um novo conteúdo, convida à meditação, enfatizando o peso teológico da declaração precedente.

Após o versículo 4, é colocado um "Selah". Aqui, "Selah" provavelmente funciona como uma pausa deliberada após a declaração da aliança davídica, convidando o adorador a refletir sobre a magnitude da promessa solene de Deus de estabelecer o trono de Davi para sempre.

Essa pausa prepara o leitor para o restante do salmo, que passa a considerar a poderosa criação de Deus (Salmo 89:5-9) antes de abordar a tensão entre essa promessa inquebrável e a dolorosa experiência histórica de Israel (Salmo 89:38-51).

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